I
Ai, alguém
Que vem
Dali perto
De Sacavém
Como o alimento
Para a sobrevivência
Desta espécie rara
Desta terra
Como clemência
De algum pecado
Cometido,
Porventura
Neste Mundo !
II
Ontem
De Manhã,
Este homem
Encontrou o seu sonho,
O seu caminho,
O seu companheiro
Verdadeiro,
A linha
Que o conduz
Para uma nova luz,
A esperança
De ou em esmagar a desgraça
Que o definha
Dia
Após dia!
III
Oh! É assim
Que eu encontro
O que avidamente procuro
Diariamente
E constantemente:
Algo
Que me liberta
Do sufoco,
Do perigo,
Para não dizer,
Do fogo
Que me faz perder
O afinco
E o sentido,
O significado
Neste Planeta!
IV
Um portátil,
Um cantil
Do formador
Que anseia mil
E um desejos
Em contextos didácticos
E académicos!
Um portátil
Que me permite
Desabafar as minhas mágoas
Como marido,
Como pai,
Como Homem,
Como professor
E como um ser humano!
V
A escrita,
Coisa
Mais bela
E maravilhosa,
Algo idêntico
Àquele que pinta
Na tela,
Transmitindo
As suas emoções
Em todas as dimensões,
De quando
Em quando.
VI
Já mais ninguém
Me liga,
Pois sou a chaga
Que todos estão borrifando
De lado
Em lado,
Porque agora,
Nada valho,
Apesar de tanto trabalho!
Oh mister!
Que me dera
Ter
A chaleira
Repleta
Do líquido
Raro
Que todos ambicionam!
VII
Sem nenhuma palavra
De nenhuma criatura,
Vou sobrevivendo à minha maneira,
Sem carinho e candura
Da minha senhora,
Que agora,
Completamente me ignora,
Até na própria cama!
Porventura,
Já não me ama!
VIII
O portátil,
O meu canil,
O meu funil
Desde a época juvenil,
Idêntico a antiga máquina de escrever
Onde iniciei a minha arte escrever,
Com muito prazer!
PV CITY(6ª), 02 DE MARÇO DE 2012.
MATTOS (NDO)
sexta-feira, 2 de março de 2012
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