quinta-feira, 31 de julho de 2014

SAUDADE DA"TY"

                                                    SAUDADES DA TY


Oh! TY!
Como é tão triste
Eu sem ti!
Que sorte!


Mas, digo-te,
Que não desisti
Quando tu partiste!
Ao partires, fiquei
Ainda mais pobre,
Porque mais ninguém me cobre,
Porque, durante dois anos, á ninguém trocei
Nem toquei.

Toda a gente percebe
Que eu te amo muito
No fundo do meu peito!
Isso todo o mundo sabe!

 Não é por estares tão longe
Que eu escrevo estás bonitas palavras,
Porque quem verdadeiramente ama,
Nunca finge.
Eu sempre as escrevi,
Em casa, na rua ou nas obras
E sempre as deixei em cima da cama
Durante este tempo que, contigo vivi.

É a verdadeira loucura
O momento que partiste para a nossa Terra!
Parece-me a mim uma mentira
Ou estou dentro duma masmorra!

Ó minha querida Naty!
Ó My baby!
Como vai dizer ser difícil
Para não dizer ardil
O tempo de espera
Enquanto permanece na Terra?

Chegaste na altura exacta,
Mas também partiste na altura “preta”
Na vida do teu “NDO”,
Momento tão conturbado!

Por isso, tanto chorei,
Porque nunca esperei,
Outra vez separar-me da minha “TY”,
Ou viver outra vez sem ti!

As palavras saem soltas,
Estas da tua partida!
Custa-me acreditar que me deixaste
Indo bem longe para um outro canto!

Deus despedaçou uma parte
Da minha própria carne,
Enquanto tu continuares ausente?
O que será de mim?
A tua partida, será o nosso fim?

Eu te entendo,
Eu te percebo
 Foram razões suficientes,
Foram razões importantes,
Que eu respeito,
Porque sou outro sujeito! O tempo encarregar-se-á

De sarar essas feridas.
Se um dia resolveres esquecer-me,
Esquecendo inclusive o meu nome
Por causa de um outro Homem!

Um beijo
Que não cabe num estojo,
Mas sim num espaço
Imenso!

Tapada das Mercês, 24 de outro de 1999.

Matos (NDO)

                                O teu Fernando0atéb a eternidade!



segunda-feira, 28 de julho de 2014

MINHA PARTICIPAÇÃO NO PROGRAMA "GERAÇÃO NOVA E CONTACTO" DA BBC

MINHA PARTICIPAÇÃO NO PROGRAMA “GERAÇÃO NOVA E CONTACTO”, APRESENTADO POR EDITH PHILLIPS E JOÃO PAULO DINIS.

COMEÇO ASSIM:

“ As minhas cordiais saudações
É com muito prazer e satisfação que após um período longo de letargia, vos endereço esta missiva a fim de vos desejar bom trabalho e sucesso na “casa” que nos prende orgulhosamente (nós ouvintes da BBC).

Em primeiro lugar, quero pedir-vos as minhas sinceras desculpas pelo silêncio a que me afundei durante todo esse período, por razões alheias à minha própria vontade. Contudo, continuo a escutar os programas e as rubricas da BBC em geral e me especial, àqueles que fazem referência aos jovens e aos da actualidade.
 Por intermédio desta, ainda vos faço saber que continuo ininterruptamente a escutar a BBC em óptimas condições de recepção. Queria ainda agradecer a vossa amabilidade e gentileza por envio de livro de inglês pela Rádio, calendário do ano em curso, lista de ouvintes interessados em intercâmbio de correspondência, etc. É tão difícil explicar e expressar-vos tanto quanto me apraz ouvir os vossos insubstituíveis programas. A BBC é já tradição no meu dia-a-dia e na minha vida, a razão pelo que muitas vezes, por motivos alheios não me for possível escutar-vos. Fico muito grato pelo vosso empenho  e popularidade  ao conseguir que muitos ouvintes de todo o globo se mostrarem interessados pelos vossos programas, comprovando, assim, a vossa humanidade , comunicabilidade, espírito de (in) formação e criatividade. Nós, jovens, vamos continuar a lutar com abnegação pela causa da justiça, liberdade e paz a que certos fanáticos humanos (homens) por vezes nos querem subtrair.
Foi com muito gosto e encanto que ouvi no final da transmissão dos vossos programas noticiosos da noite a possível estada e participação da secção da BBC na próxima Feira Internacional de Lisboa, a realizar de 8 a 12 de Maio do ano em curso. Farei todos os possíveis para lá estar a fim de contactar directa e pessoalmente com a estimada Edith Phillips.
Para terminar, esta minha carta, faço saber (lembrar) que voltarei nas minhas próximas cartas, a abordar os assuntos concernentes à juventude e ao ano a lhe é dedicado. Resta por hoje, dedicar ao jovem que é jovem, a seguinte mensagem de esperança:
A eminência da vida
Repousa na tua própria labuta,
Na tua coragem redobrada,
Na tua vontade altruísta
De defensor activo
De um mundo compreensivo.

    No teu rosto sorridente,
    Deverá procurar o amor
    No mundo indiferente;
    O teu rosto deverá afastar o horror
    Que vitima aquela criança inocente
    Que já não conhece a flor.

Aquela criança que ao nascer do sol
Começa a fervilhar desde o seu modesto lençol,
Será a razão da tua luta como jovem,
Será a razão da tua voz (eco) como homem.

          De mãos dadas
          Vamos juntar as nossas forças
          Para suprir as nossas fraquezas,
          Satisfazendo as nossas ansiedades recalcadas.


 Com muita estima e alta consideração, vos despeço até à próxima.


ÉVORA, 25 DE ABRIL DE 1985.


                                 FERNANDO MATOS FERREIRA (NDO)

VALE A PENA ORAR?



        VALE
        A PENA
        ORAR?


I

Os esquimós
Longe de nós,
Nas florestas
Densas
De África,
No Terceiro Mundo,
Até hoje
Ainda
Desconhecem
As novas tecnologias,
As redes sociais que inundaram
O Primeiro Mundo,
A Civilização Ocidental.

II

Mas, mesmo
Assim, vivem
Felizes
E não sabem
O que significam
Crises;
Vivem
O seu dia
A dia
Em conformidade
Com o pacto estabelecido
Com a Mãe Natureza.

III

Se rezam
Ou não,
Isso não sei.
Só sei
Que acreditam Naquele
Que lhes dá chuvas abundantes,
E, consequentemente,
Colheitas abundantes e fartas,
Caças e pescas abundantes
Em cada época,
Em cada estação.
Cada um de nós,
Não só os esquimós ,
Os bosquímanos
Ou outros
Donos,
Os ocidentais,
Acredita nalguma coisa,
Em deuses
Ou forças da Natureza;
Orar ou não,
Eis a questão.
O importante
É que cada um
Acredite em si,
Que tenha auto - estima,
A fim de resolver cada problema
O que é preciso é que cada um
Siga o trilho
Da luz,
O caminho da verdade,
O caminho da justiça,
Aquele(aquela) que sabe rezar,
Que não reze apenas para si,
Mas sim para os outros
Que o rodeiam
E para toda a Humanidade inteira.

Hoje, doze do mês em curso, a minha mulher foi (para)à Fátima para rezar, para orar e espero que faça uma boa viagem em primeiro lugar  e, em segundo, que reze para si, para os nossos filhos ,e familiares e para todos.
Que peça a Deus a nossa libertação de toda a maldição que nos infernou há muito tempo. Aleluia, aleluia
Em cada dia!



AVENIDA ALMIRANTE REIS(SÁBADO-12H25 MINUTOS), 12 DE ABRIL DE 2014.

                        KANKAMBAL(NDO)


MAMÃ/TEIMA/ NO QUE AMA/

                                             MAMÃ
                                             TEIMA
                                             NO QUE AMA


I

Sem ninguém
Para conversar,
Para dialogar,
O único
Meio
De combater
O silêncio,
É verter
A tinta
Sobre o papel
Branco
Que alivia o fel
Deste homem
Manjaco,
Que a vida finta.


II

O sonho
Tacanho
De Joãozinho
Ao despedir-se
Do colega “Manelinho”
Rumo
À Europa,
Continente
De oportunidade,
Foi para a água
Abaixo!
O emigrante
No lixo,
Na copa,
Apanhando a sopa
Da solidariedade
Devido à crise!

III

A mamã
Está triste,
Porque a vida
A trama
Em cada
Entrada,
E em cada
Tentativa,
Leva
Sempre uma porrada,
Uma bofetada
Bem quente.

IV

A mamã
Não tem pão
Para as filhas,
Não tem arroz
Para cozinhar
E já não pode sonhar
Como ontem,
Porque já nada tem
E nem
O seu homem
Pode salvá-la
E para sempre cala.

V

Amargurada,
Desempregada,
O semblante
Triste,
A mamã
Não sai
De cama
E nenhum lado vai,
Porque também
Não tem
Como fazê-lo.

VI
A mamã
Que tanto ama,
Faz a prece
Ao que a Providência
Lhe dá
E oferece
Em cada
Dia,
E do fundo do seu ser,
Agradece
Por continuar a viver.


VII

A mamã
Que muito ama,
Tem sempre uma chama
Que a ilumina
Em cada zona,
A guia
Em cada dia,
Dando-lhe força
E esperança
Para seguir sempre em frente,
Para qualquer combate,
Para todo o embate
Que a desafia,
E confia
No dia
Mais radiante.



CATUJAL-UNHOS(2ª-FEIRA, 01H40 MINUTOS), 14 DE ABRIL DE 2014.

                    
                                                                    KANKAMBAL(NDO)


A PONTE

  A PONTE
  A DOBRADIÇA
  ONDE A GENTE
  REPOUSA

I

Nada mais doce
Na face
Do mundo,
Nesta vida
onde estamos vivendo,
Como a saúde,
A plena felicidade!

II

É verdade
Que faz falta
Os bens materiais,
Os bens essenciais,
par




I

Nada mais doce
Na face
Do mundo,
Nesta vida
Onde estamos vivendo,
Como a saúde,
A plena felicidade!

II

É verdade
Que faz falta
Os bens materiais,
Os bens essenciais,
Para não dizer, fundamental,
Vital
Para a vivência
Humana,
Para a existe da existência
Terrena.

III

A ponte
Entre a morte
E a vida
É o que separa
Cada
Um de nós
Da foz
E da cratera.

IV

Esta ponte,
A dobradiça
Entre a vida
E a morte,
O espaço onde nos movemos,
É como a peça
Que nos lança
Para os extremos
Do que efetivamente somos.

V

Na nossa mente,
Temos sempre
Algo ou alguém como mestre
Que nos incute
A ideia do sucesso,
Para alcançarmos o progresso,
A felicidade,
O bem-estar
E tudo o que nos pode encantar
Na sociedade.


CATUJAL (DOMINGO- 15H40 MINUTOS), 06 DE ABRIL DE 2014.


                                        MATTOS (NDO)

O SONHO EM PUNHO

O SONHO
EM PUNHO


I

De menino,
Comecei a sonhar
Em ser –se alguém
Ou em poder
Ajudar
Alguém.

II

Hoje,
Longe
Disso,
Estou num poço
Sem conseguir
Ajudar-me
A mim próprio.

III

Africano
Genuíno
De gema,
Filho de Bolama,
Rema
Contra marés
E contra todos os poderes
Para conseguir
 Viver,
Melhor dizendo, sobreviver.

IV

Dia
Após
Dia,
A voz
Estranha,
Talvez da Nhanha,
A minha
Querida mãe,
Que deseja que seja feliz,
Me diz:
“ Vai em frente
 E só a morte
Te pode impedir a progressão
Na tua missão.


A8- SMONTE AGRAÇO(6ª-FEIRA- 17H23 MINUTOS), 04/04/2014.

                                                    MATTOS (NDO)




TANTA DOR, MEU DEUS!

TANTA DOR,
MEU DEUS!


Sozinho
Lutando
Com a minha dor,
Sem amor
Ao redor!

II

Todos
Dirão “bem feito
Ele é teimoso,
“burro”
E outros nomes
Bem feios
Para um homem”.

III

A Providência
Esqueceu-se
Da minha existência
Por causa da minha teimosia,
Para não dizer outra coisa
Como a “burrice.”

IV

É a lei
Da vida .
A ela interpelei
E apanhei
Uma lufada,
Uma bofetada.

V

Aqueles que me amam
E me adoram,
Hoje  estão longe,
Bem afastados.



CATUJAL(6ª-FEIRA-21H43), 14 DE FEVEREIRO DE 2014.


                                                                                   MATTOS (NDO) 

JEJUM/ DUM/



 JEJUM
DUM…


I

O mês de Quaresma,
É o mês
De jejum
Para uma,
Mas também para algum.

II

O fanatismo,
A religisosidade
Levado ao extremo
Da parte da minha senhora,
Que eu tanto amara,
É a minha privacidade
No que concerne
À carne,
À relação sexual,
Ao verdadeiro amor conjugal.

III

A minha mulher
Já não sabe
O que é o beijo,
Pelo menos,
Em relação a mim,
Como legítimo esposo.


IV

Ter relações sexuais
Com ela,
É uma raridade,
É preciso remover
O céu e a terra,
É preciso insistir, teimar,
Receber safanões, pontapés
Cotoveladas
E empurrões!



V

Por que estou a teimar
Numa coisa que não existe!?
Ela já não me ama!
Tudo isso, é por causa
Das duas crianças
Que nós adotámos..

Sobral de Monte Agraço (4ª-feira- 09h30), 02 de Março de 2014.

                                                         MATTOS (NDO)


O LIVRO BRANCO/DO MANJACO/ NA TERRA DO BRANCO/





O LIVRO BRANCO
DO MANJACO
NA TERRA DO BRANCO





 OS MEUS ESCRITOS E AS MINHAS ADVERTÊNCIAS SOBRE OS MEUS SUCESSOS E PERCALÇOS

O LIVRO:
Em branco
Do manjaco,
Na terra do branco
O meu companheiro
Diário,
Aquele que me guia,
Aquele em que consta o itinerário
Onde o meu todo seguia
Se encontrar o intermediário;
Neste livro,
Poderá encontrar o roteiro
Do meu solitário retiro
Onde cada dia que passa
Faço reparo
Da minha tábua rasa;
O seu conteúdo,
É pobre ou rico
Conforme a perspectiva ou sentido
De cada pessoa, de cada crítico.
Por isso, sois livres
De apresentarem os vossos digníssimos pareceres.

LISBOA(5ª-FEIRA), 16 DE MARÇO DE 2000.

MATTOS (NDO)

AOS MEUS QUERIDOS FILHOS

Na esperança de vencer
E a todos convencer,
Nunca poupei esforços
Nem pouparei
Para conseguir sucessos
E enquanto respirar,
Jamais poderei parar.

Porque parar
É morrer,
Porque parar,
É se render
Aos inimigos e forças estranhas,
É se render
Aos seus caprichos e façanhas;

Meus estimados filhos!
O mundo é o que realmente
Temos;
Não é o que alegremente
Pintamos;
Não são caudilhos
Que nós podemos
Dobrar,
Que nós podemos
Cortar
E esmagar.



LISBOA (5ª-FEIRA), 16 DE MARÇO DE 2000.

                                                     MATTOS (NDO)



O COMANDANTE/ ÀFRENTE/...

O COMANDANTE
À FRENTE,
O PROMEIRO
TIRO,
É CERTEIRO

I

O comandante
À frente,
 O primeiro
Tiro
É bem certeiro.

II

O sol abrasador
Que não agrada
Nem desagrada
O lavrador
No seu labor,
 O importante
É encontrar o sustento
Para a sua família,
 A razão da sobrevivência.

III

Parece que mais ninguém
Me perdoa!
Todos me perseguem:
Cada um com a sua
Maneira de fazer a justiça;
Todos têm
 A pressa
Em atingir a presa.

IV

Assim que começa
O dia,
Logo começa
Também a minha melodia,
Àquela
Que se iguala
À melancolia,
Longe de qualquer folia
Junto da família.
Todos e preocupam
Exclusivamente com o trabalho,
Com o ganho,
Com o lucro,
Mesmo que o outro
Se assome em choro!


PRIOR VELHO, 14 DE JUNHO DE 2000.


MATTOS (NDO)

O MUNDO NÃO TEVE NEM TERÁ FIM DEPOIS DE MIM

O MUNDO NÃO TEVE NEM TERÁ FIIM
 DEPOIS DE MIM

I

O ser humano,
 O homem,
Só tem
 O valor
Se tiver o amor
Em relação ao seu próximo.

II
 O seu carácter
Mede-se pelas suas acções
Diárias
E pelas alegrias
Que distribui pelos corações,
Para melhor
Consigo, viver.

III

Em cada palavra
Que eu escrevo,
Fá-la com muita honra
Em memória dos que muito devo
Neste mundo,
Sobretudo
Aos meus pais
E também ao meu país.

IV

Nasci
E sorri
Para o mundo
Que me tem acolhido
Como um filho querido;
Pelo que fico muito grato.
Pelo facto.


V

Ninguém
É mais ninguém,
Pois,
Ninguém
Tem
O direito sobre outrem,
Sobre qualquer homem;
Por isso, todos devem
Contribuir para o bem,
Não só dum,
Mas para o bem
Comum.

VI

A misericórdia
Em cada dia
De cada homem,
Não significa a cobardia,
Mas a coragem
E o valor que possui
No seu “ i “(…).

VII

A superioridade
Na humanidade,
É uma questão de individualidade
Da (própria) dignidade
De cada ser
No seu conviver,
Pois, é algo de relatividade
De cada.

VIII

Conforme o meio
E as circunstâncias,
Assim é o benefício,
Assim são as regalias
Que cada sujeito
Tem como proveito,
Se de tudo souber
Tirar o máximo de dividendos
Para os seus fundos.

IX

Os seres humanos passam,
O mundo fica;
Os homens tropeçam,
Mas o mundo não estica;
Permanece no mesmo sítio,
No mesmo pátio.


X

Quero,
Queria
Que as minhas “porcarias”,
Que as minhas “loucuras”
Na utilização
Das letras,
Na composição
Das palavras,
Fossem alegrias
Para todos aqueles que têm um bom “faro”
Para cada livro,
Para cada brochura,
 Ou para cada obra.

 MERCADO DE ENCARNAÇÃO SUL (LISBOA), 10 DE MARÇO DE 2007.

                                                                     MATTOS (NDO)




domingo, 27 de julho de 2014

DESAPARECEU

                                              Desapareceu
                                               O”Geral”


Foi com muita paciência
Que consegui muita convivência!
De muita   gritaria ,
Consegui muita alegria!


Há 8 anos
Entre tantos caninos,
Criei-o com muito amor e carinho
E nunca desviou do caminho!


No bairro,
Todos o achavam
Muito giro!
Todos o adoravam!


Peço do fundo do meu coração,
A quem encontrar esse cão,
O favor de entrar em contacto
Comigo, pois estarei muito grato.


Os meus filhos estão tristes
E nada em contrário
Poderá fazê-los contentes
Senão à volta desse cão solidário e solitário.

Chama-se (chamava-se) simplesmente “Geral”,
Porque como ele, não há igual,
Porque criei-o com muita ternura
Desde a idade tenra.

O meu “Geral”
Ajudou-me num momento crucial
O meu “Geral”foi um óptimo amigo,
Que sempre soube guardar o meu abrigo.
Foi um bom companheiro,
Para mim, era um tesouro!

Antecipadamente, o meu obrigado!

Telefone 9200783
               9413379

               0931257259                  NDO

A ÚLTIMA CEIA DE CRISTO

                         A última ceia de Cristo



Cristo,
Dê-nos a saúde e o alimento!
Dê-nos a paz e o tecto!
Dê-nos o voto
De cada um ser o vosso devoto!
E que o amor continue a ser o ponto
Que orienta cada sujeito
E o encaminhe para o mesmo sentimento!


Não tendo nada para dar aos meus amores,
A si, senhor, não peço muitos favores,
Senão a saúde e o entendimento,
Senão o afecto
Entre todos no lar,
E não um, em particular!


Prior Velho (terça-feira), 31/12/2002.



                          MATOS (NDO)

sexta-feira, 25 de julho de 2014

TU, MULHER !


TU,  MULHER !

I

Os teus rastos
Levam-te a outros mundos,
Conduzem-te a outros cantos,
Planetas igualmente com outros seres animados.

II

Noites e dias seguidos,
És chamada
Para sítios totalmente
Desconhecidos,
Ainda que, totalmente
Partida,
Cansada
E exausta
Da última noite
Deserta,
Passada
No Colombo
Sem o teu”dono” tão bobo !
 
III

Que raios,
Sem fios,
Minha querida “filha”?!
Meu Deus! Me valha!
Ela merece tanto castigo
Depois de encontrar este amigo
De muita
E longa data,
Da terra longínqua e remota?!

IV

Que mal fiz
Para ser sempre infeliz,
Quando acabo de encontrar a paz,
Vêm sempre notícias más ?!
Porque sou um avestruz
Que recusa sempre usar o capuz?!

V

És uma mulher bela.
És uma mulher singela,
És uma mulher simpática,
És uma mulher dinâmica,
És uma mulher activa,
És uma mulher frontal e altiva,
És uma mulher orgulhosa
Que deixa qualquer
Mulher
Invejosa,
Que deixa qualquer
Mulher
Numa situação complexa,
És uma mulher
Que deixa qualquer
Mulher
Frouxa.

VI

Quando tu partes,
Bastante partes,
Partes,
Todas as frontes!
Todas ficam bastante tristes,
Porque és uma das fontes
Que alimenta as montanhas e os montes!


VII

Cedeste
Os sacrifícios,
Não escolheste
Ofícios,
Não menosprezaste
Nenhum emprego.
Nos teus ombros,
Levaste
Contigo
Dezenas
E dezenas
De compatriotas
Para não passarem privações e afrontas,
A fim de fugirem dos assombros.


VIII

Dispensaste
A própria  cama
Com que deitavas com aquele que te ama.
Preferiste
Deitares no chão
Em companhia do teu “machão”,
Ainda que, com comichão,
Para acudires uma amiga em aflição,
Porque tens um outro coração,
Um grande coração..!

IX

A ti,
Natty,
Fazem  conjuras!
A ti,
Natty,
Fazem muitas guerras
Bastante surdas e sujas,
Sabendo que tu
Não desejas,
Porque têm invejas,
Mesmo sabendo que tu,
Tanto pelejas.

X

Mas o mundo
É redondo.
Tão redondo
E horrendo
Desejar feitiço a um semelhante
Numa situação tão triste
E gritante!

XI

Cada dia que passa,
 minha querida Natty,
Ainda mais se aguça
O meu amor por ti,
Porque és uma mulher
Trabalhadora,
Uma mulher
Bastante lutadora,
Porque bem te conheço
Mesmo estando
No fundo
Do poço.!


XII

Deus ornamenta
A planta
Alta,
Ouvindo-a
Quando canta
Com ou sem a flauta,
Fazendo-a
Ainda mais bonita,
Mais elegante, gira e esbelta!


XIII

Tu, Mulher,
Te amo muito,
Esteja/seja em qualquer
Canto
Do mundo e em qualquer
 Momento!

Um grande beijo.
“NDO”

Tapada das Mercês(5ª-feira-0h30 minutos), 11de Março de 1999.

                                      MATTOS (NDO)








quarta-feira, 16 de julho de 2014

A FERIDA/DA PARTIDA/DA MINHA QUERIDA!


A FERIDA
DA PARTIDA
DA MINHA QUERIDA

I

Meu grande
Amor,
Natividade,
Foste
Mais corajosa
E partiste
Mais longe
Para outras
Paragens
Selvagens,
Virgens.

II

As humilhações,
As despedidas,
Em todas as situações
Enfrentadas,
Serão
Doravante
Lembradas
Por cada filhote,
Por cada filho
Com muito orgulho.

III

Tenha os pés
Bem firmes
Na terra,
No que sonha,
Lés
A lés
Nas decisões
Que tomes(íngremes),
Em todas as ocasiões.

IV

 Todos,
Nós,
Aqui,
Natty,
Rezamos,
Torcemos
Por ti,
Ali!

V

Que Deus
Te ilumine
E guie
Em cada dia
Que inicia,
Minha
Rainha,
Rainha
Manjaca,
Minha
Namaca.

VI

Tenha coragem
E perseverança
No teu horizonte;
Não desista
Para que a fonte
Que alimenta
O teu homem
Não esgote
E o faça
Avançar com o ânimo
E esperança
De que um dia consigam unir
 A família no provir
Mais próximo.



CATUJAL(4ª-FEIRA- 20HORAS), 16 DE JULHO DE 2014

    KANKAMBAL – MATTOS (NDO)




quarta-feira, 9 de julho de 2014

EU QUERIA SER FELIZ CONTIGO, SEM INTRUSOS!

I

Contigo,
Queria
Um abrigo,
Tudo que albergaria
Aquele que sonha
Escalar a montanha!
Queria
Apenas a família
Em alegria
Sadia
E sem hipocrisia.

II
Intrusos
Privam
A privacidade,
Estorvam
A felicidade
E sucessos.

III

Fugirei,
Partirei,
Senão encontrar o caminho
Do meu sonho,
Pois, não gosto
De bater,
De castigar
E não quero ver
Os outros a baterem
Por mim.

IV

Eu detesto
Odiar,
Porque na minha família,
Só aprendi
A amar
E amar,
Sobretudo
Em Pelundo,
Em Utiacor,
Onde aprendi
O significado
Do amor.
Odiar,
Não constava
No meu vocabulário,
Não  configurava
No meu diário,
Mas apenas, amar,
Amar
A todos os que estavam ao meu redor.

V

Dois dias consecutivos,
O Didier a bater as minhas filhas!
Dois dias consecutivos
A ouvir os gritos
Das minhas filhas!
É uma grande afronta,
É uma grande provocação ,
Porque não quero que alguém dê educação
Por mim.
O Didier estava a provocar-me!


CATUJAL(4ª -FEIRA, 02H40 MINUTOS), 09/07 DE 2014.

                                             KANKAMBAL- MATTOS (NDO)


quarta-feira, 18 de junho de 2014

A MINHA DITOSA/ E CORAJOSA/ESPOSA/

I
Aos cinquenta e cinco anos
De idade,
Foi "forçada"
A emigrar,
Deixando
Para trás,
No país,
 Duas filhas
Menores,
Respetivamente, de sete e dez anos de idade
E o marido.

II

Para trás,
Eu não sei se deixou
Boas crecordações,
Saudades,
Pois, a situação económico-financeira
Era
Tão caótica ,
Que até rejeitava
Tudo
O que o marido
A solicitava,
Ou, porventura,
Já não o amava,
O que punha
Em causa
O amor
Que dizia
Que tinha
Para mim
Há muitos anos.

III

Como já não tenho
Nada
Nada para dar,
Estou teso,,
Já não sou o "melhor marido
Do mundo,
Como ela sempre dizia.

IV

Mas, independentemente
Desta aversão
Por mim,
Eu reconheço
Que ela foi muito corajosa
Em emigrar de novo
Para um país sem saber
Quais as condições que irá encontrar;
Pelo que me informou,
Trabalha desde a passada semana, uma semana depois de ter chegado,
Sexta-feira(dia 6/6/2014) DUAS HORAS POR DIA
e ENTRA ÀS CINCO HORAS DA MADRUGADA PARA SAIR ÀS SETE DA MANHÃ..
sAI DE CASA ÀS TRÊS HORAS DA MADRUGADA  PARA PODER CHEGAR O NOVO EMPREGO NA TERRA DA SUA mAJESTADE.
a VIDA É DURA!
mUITO DURA
Mesmo


 Catujal, 12/06/2014.

kakambal-Ndo-( Mattos)


A CONDIÇÃO DA EMIGRAÇÃO

I

Sem voz
Entre vós
Ou entre nós,
O emigrante
Parte ,
Consciente
Ou inconsciente ,
À procura
De melhores condições
De vida.

II

A emigração
Atual
Atinge a todos
Os grupos sociais
E de diversas idades:
agricultores, pedreiros, carpinteiros, ferreiros, indiferenciados,, advogados, professores, enfermeiros,
psicológos, jornalistas, cientistas, etc, etc e de idades compereendidas entre os vinte e cinco e cinquenta (e mais) anos de idade.

III

O País,
Os pais,
Os maridos,
As esposas,
Não conseguem
Nem
Podem
Impedir este fenómeno
Tão maligno,
Aterrador
E assustador
Que arrasa,
Desgraça,
Destrói amores
E lares.

IV

A emigração
Forçada,
Mas necessária,
Quiçá
Para que a relação
Seja sadia
Entre o marido
E a esposa,
Ou que a separação
Seja definitiva,
Efetiva
E nada a emigração
Salva.

V

A emigração,
A faca de dois gumes
Sem nomes:
Recupera,
Restaura,
Repara
O amor que estava tremido,
Fingido,
Ou dá
Asas para que cada
Um encontre
A sua senda,
O seu caminho,
O seu sonho,
Seja
E esteja
Livre.

V

Condenado
A emigrar
Por amor,
Ou obrigado
A ficar
Pela dor
De não deixar
Ninguém a sofrer,
O ser
Emigrante
Que parte
Ou aquele que fica,
Não peca,
Porque foram
As condições
Alheias  a sua sua vontade
Que exerceram
Pressões
Sobre a sua personalidade,
Sobre a sua identidade,
Sobre a sua individualidade.

VII

Ndo
Obrigado
A escrever
Para não sofrer
Tanto,
Muito,
Rflete
Seriamente
Sobre a condição
Da emigração
Que o deixou sem filhos
E esposa.

ALVERCA(QUARTA-FEIRA- 07H35 MINUTOS), 18 DE JUNHO DE 2014.

  KANKAMBAL- NDO (MATTOS)

sexta-feira, 23 de maio de 2014

O QUE UM HOMEM PODE/DESJAR NESTA IDADE?!


O QUE UM HOMEM PODE

DESEJAR NESTA IDADE ?

 

 

 

 Escrevo

Cada vez que levo uma bofetada

Da vida,

Cada

Vez que a vida

Me prega uma grande partida!

II

Mas nada aprendo,

Nada me arrependo

De tudo

O que tenho feito

Para o bem do outro sujeito,

Que num dado

Momento,

Está necessitando

De ajuda,

De uma palmada

De consolo,

De afeto,

De conforto,

De um grande colo.

 

 

III

Dia

Após dia,

Digo,

Obrigado

Meu grande amigo,

Por tudo,

No fundo

Do meu âmago!

 

IV

Um agradecimento

Por um feito

Digno

E humano,

De uma pessoa

Que me tirou da aflição,

Da mágoa,

De uma situação

Vivida

Em Lisboa,

Na minha estada,

Na minha vida,

Década

Após década.

 

V

A errar

De Escola

Em escola,

Numa escala

De zero

A vinte,

Mas nunca chego

A um abrigo

Onde possa sentir-me seguro

Hoje e no futuro,

Porque a minha situação é aberrante

E de errante,

Emigrante

Que não sabe onde poderá parar!

 

VI

 Todas as minhas humilhações,

São resultados das minhas deambulações;

São posições

Não definidas

Que não acalmam os corações

Que são dependentes

Das minhas vestes,

Do meu salário,

Ainda que precário,

Situações não definidas

Que nos deixam em stress,

Mês

Após mês,

Ano,

Após ano.

 

VII

Essa

É  a  minha verdadeira

Vida,

A verídica

E autêntica

Correria

Diária

 De um Homem

De origem

Humilde

Que nada

Pode

Fazer

Para inverter

Essa

Premissa .

 

VIII

No entanto,

Este homem está confiante

E segue em frente

No seu projecto,

No caminho

Do seu sonho,

Sem nunca vacilar,

Coxear

E duvidar

Da intenção,

Da sua ambição

Como um ser humano

Digno

Desse nome

No seu leme.

 

Agrupamento de Escolas Joaquim Inácio da Cruz Sobral (sexta-feira, 11 horas), 23 de maio de 2014.

 

                                         Kankambal- Mattos (Ndo)