I
Vivia
Exclusivamente
Cada
Dia
Da minha vida,
em finção
Desta
Senhora
Esbelta,
Elegante,
Alta,
Bela,
Esplêndida,
Linda,
Arosa,
Formosa,
Chaqrmosa!
Era
Uma estrela
Que iluminava
A minha face
Em cada instante.
II
Vivia
Ofuscado
Pela paixão,
Pelo seu amor,
Porque estava rendido,
Perdido
Pelo seu encanto,
Pelo seu rosto.
III
Pensava
Que ela fosse
Uma amiga,
Uma companheira
Genuína,
Pura
E fidedigna.
IV
Afinal,
Vivia
Na pura
Fantasia,
Uma pura
Cegueira,
Uma miopia!
Uma verdadeira
Utopia,
Vivendo na hipocrisia
Desta senhora
Que tanto amava
Como uma deusa,
Como uma diva!
V
Tantas
Palavras gastas,
Escritas,
Verdadeiras
Literaturas
De várias décadas!
Tantos
Poemas,
Tantas poesias
Escritas
Em demasias,
Que hoje constituem
Os traumas
(Deste) homem
VI
Afinal,
O mar
Onde navegava,
À demanda
Do amor,
Não tinha,
Não continha
Sabor,
Numa palavra,
Não tinha
Sal;
Faltava
Uma certa doçura!
A onda
Estava
Calma,
Porque a sereia
Não sorria,
Porque não amava,
Nem ama.
VII
Oh! Como vivi
E cresci
Durante anos e anos
Entre oceanos,
Na penumbra,
Na sombra
De enganos
De uma senhora
Bonita,
Mas hipócrita,
Cínica,
Pela forma como aparenta
E apresenta
Tão simpática.
VIII
O manjaco
(já está escrita)
sábado, 29 de junho de 2013
quarta-feira, 26 de junho de 2013
MANDELA/ MANDIBA/(MADIBA), O NOSSO BABA/ A NOSSA ESTRELA/
NELSON
MANDELA,
O MADIBA(MANDIBA)
O NOSSO BABA,
A NOSSA A
ESTRELA !
I
O coração inquieto,
Pelo sofrimento
Neste momento
Do grande homem
Que ultrapassa o recanto
Da sua própria origem,
Não pude deixar
De endereçar
O s meus maiores votos
De rápidas melhoras
Aos familiares
E concidadãos sul-africanos.
II
Nelson Mandela
Um ser humano,
A figura ímpar
No continente africano,
Uma minúscula
Janela
Que permitiu a liberdade,
A democracia,
A tranquilidade
E a convivência
Pacifica entre todos os sul-africanos!
III
Como Mandela,
Apenas a figura
De Cristo:
Que pediu ao seu Pai
Que perdoasse
Os seus agressores,
Os seus traidores,
Dizendo:
“ Perdoai-lhes
Porque não sabem
O que fazem”,
Apesar de sofrimento,
Sempre deu a cara.
IV
Mandela,
Com a tua estrela,
Iluminaste o teu povo,
Porque tinhas um objetivo,
A mesma luz
Acompanhar-te-á,
Iluminando o teu caminho,
Como o sonho
Que incutiste
No seu povo,
Na tua Nação:
A reconciliação,
A Reconstrução
Da Grande Nação
Sul-africana,
A grande lição
Da liberdade
Para toda a África,
Para toda a humanidade.
V
Mandela,
O teu sofrimento,
O teu padecimento
De agora,
Não se equipará
Com o do teu cativeiro
Durante 27 anos!
E sempre acreditaste
Numa África do Sul
Una, multirracial,
Pluricultural,
Uma África do Sul
Em que todos os seus filhos se livrassem
Da Segregação racial
Do apartheid,
Em que todos,
Como filhos de Deus,
Andassem
Juntos
Nos autocarros,
Que frequentassem
Os mesmos estabelecimentos
De ensino,
Que frequentassem
Os mesmos cafés,
Bares,
Restaurantes
E em todos os lugares,
Se sentassem
Juntos
Como irmãos!
VI
Mandela,
Mandiba (Madiba),
O grande baba(1),
O nosso baba,
Serás a estrela
A iluminar
O povo sul-africano
E a todos os povos
Amantes da paz,
Da justiça,
Da fraternidade,
Da liberdade,
Da democracia.
VII
Mandela,
A luz incandescente
Da tua estrela
Será
Permanente;
Iluminará
Cada mente
Mesmo estando
Numa masmorra
Ou no degredo.
VIII
Deus abençoa
Àquele que perdoou
E perdoa
Àquele que durante muitos anos o torturou
Através do sistema de apartheid.
IX
Como “Pai
Da Nação”
Nunca sai
E sairá
Do coração
De cada concidadão
Sul- africano.
Viverá
Eternamente
No continente,
Na mente
De cada africano.
- Baba ou papu, em algumas tribos da Guiné-Bissau.
FREAMUNDE (PAÇOS DE FERREIRA- 5ª-FEIRA, 00H45 MINUTOS), 27
DE JUNHO DE 2013.
KANKAMBAL- MATTOS FERREIRA (NDO)
NDO/DEIXADO/À SORTE/NESTA PARTE/
I
Na terra
Alheia,
Passo o tempo
A desenhar,
A desenhar,
A escrever,
A ler,
A dormir,
A sonhar
Com alguma mulher,
A divertir
Com a pintura
Ou com a poesia,
Uma forma de fantasia.
II
Assim,
Me amanho,
Deixado
À sorte
Nesta parte,
O senhor "Ndo",
Procura
O prazer ,
Desenhando,
Escrevendo
Algo sobre uma senhora
Qualquer,
Pois, não tenho
Nenhum amigo,
Nenhuma amiga,
Parecendo
Que estou de castigo
Nesta terra
Que me abriga.
III
Os dias
São morosos,
Porque são passados
Sozinho
Num quartinho
Ou passeando pelas ruas,
Nos cafés espaçosos
Com fumadores
Ou bêbados.
IV
Outras vezes,
Vou para os cafés,
Para corrigir os testes
Dos alunos
Diurnos.
FREAMUNDE( PAÇOS DE FERREIRA- DO- 11H50 MINUTOS), 10 DE MARÇO DE 2013.
KANKAMBAL- MATTOS FERREIRA (NDO)
ENCONTREI UMA FAMÍLIA/ NA CASA DA D. NATÁLIA/!
I
Não tenho
Palavras de agradecimentos,
O quanto
Esta senhora
De tanta
Candura !
II
Há menos de um mês
O quanto
Esta senhora
Já me fez:
A cama
Recheada
De lençóis,
Mantas
E outros acessórios
Para não passar frio,
Do rigoroso Inverno!
III
Desde o primeiro dia
Que pisei
A esta ditosa Terra,
Que não me tem
Faltado apoio
Por parte
Desta carinhosa
Senhora.
IV
Refiro-me
Não só
Os aspetos relacionados
Com o vestuário: pijamas, blusões ,casacos, etc, por ela oferecidos,
Bem como a própria
Comida, frutas
E sobretudo vinho
Em cada refeição,
Sem pagar um único cêntimo.
V
Agradeço
Do fundo
Coração,
O berço
Prop+orcionado
Por esta senhora,
Uma rara
Exceção
Nos tempos que correm hoje.
VI
Uma família
Não é só aquele ou aquela pessoa de sangue,
Da nossa linhagem me família,
Mas sim, todos aqueles
Que nos acolhem
Com todo
O amor,
Compaixão,
Compreensão,
Ternura,
Consideração,
Solidariedade.
O meu muito obrigado
Por tudo,
D. Natália
E a D. Conceição,
Empregada do Dr. Vasconcelos, o médico.
Que Deus (e só Ele) vos pague !
FREAMUNDE(PAÇOS DE FERREIRA-3ª FEIRA, 23H30 MINUTOS), 26 DE FEVEREIRO DE 2013.
KANKAMBAL- MATTOS (NDO)
MULHER/ QUE SEMPRE SE QUER/ TER/ ENQUANTO VIVER/!
I
Mulher,
A Fonte
Da vida ,
A origem
Do homem
E da própria mulher.
II
Hoje,
Urge
Homenegeá-la,
Granjeá-la,
Para depois esquecê-la
Na nossa ação diária,
Na nossa memória ?!
III
A mulher
É a irmã,,
É a filha,
É a amiga,
É a companheira,
É a namorada,
É a noiva,
É a esposa,
É a nora,
É a mãe!
Ela é tudo
Para nós!
Dela, depende
Muita coisa
Para a nossa
Felicidade.
Felicidade.
IV
Somos alguém
Se ela, mulher,
Quiser;
Atrás de um grande homem,
Está uma grande mulher.
Elá é invejável,
Elá é invejável,
Pois, ela tem
Um poder
Imensurável
Na nossa caminhada,
Na nossa vida.
V
Ela
É tudo!
Sem ela,
A vida
É uma bagatela,
A vida
Não vale nada
Neste mundo !
VI
Ela
É tudo
Neste mundo!
Ela
É bela,
Esplêndida,
Desejada,
Querida
Por toda
A gente,
Em toda
A parte.
A nossa felicidade,
Depende
Em parte,
Dessa fonte
Da vida!
FREAMUNDE(PAÇOS DE FERREIRA-6ª-FEIRA-19HORAS), 08 DE MARÇO DE 2013.
KANKAMBAL- MATTOS FERREIRA (NDO)
Na nossa caminhada,
Na nossa vida.
V
Ela
É tudo!
Sem ela,
A vida
É uma bagatela,
A vida
Não vale nada
Neste mundo !
VI
Ela
É tudo
Neste mundo!
Ela
É bela,
Esplêndida,
Desejada,
Querida
Por toda
A gente,
Em toda
A parte.
A nossa felicidade,
Depende
Em parte,
Dessa fonte
Da vida!
FREAMUNDE(PAÇOS DE FERREIRA-6ª-FEIRA-19HORAS), 08 DE MARÇO DE 2013.
KANKAMBAL- MATTOS FERREIRA (NDO)
ONE WOMAN
I
One woman
Without
One man,
Is nothing,
But
Two
Are
Alone
Body
Of same
Body(?).
II
Uma mulher
Sem um homem,
Não é nada,
Porque só os dois
Constituem
Carne
Do mesmo
Corpo.
III
Uma mulher
Que luta
Para a sua própria
Independência.
IV
Mulher,
Um ser
Que deseja ser
E ter
A sua dignidade,
Na sua própria
Família,
Na sua própria
Sociedade,
Impõe a sua honra
Em qualquer
Hora,
Em qualquer
Altura,
Em qualquer
Momento,
Em qualquer
Espaço
Com esforço
A fim de conquistar
O respeito
E a admiração
Na sua própria
Nação,
Como grande vulto.
V
A mulher
É a seiva,
Àquele ser
Que preserva
A própria
Existência
Humana,
A força
E a esperança
Terrena.
VI
Sem
A mulher,
Não há sorriso,
Não há gozo,
Não há progresso,
porque tudo se torna
Um avesso
Quando ela nos abandona,
Quando ela nos deixa
E assim, nos lixa.
VII
A mulher
É a fonte
Donde
Tudo
Se brota,
Donde
Tudo
Se progride
Neste Mundo,
Neste Planeta.
VIII
Nada
Fica
Com a sua partida
E a nossa vida
Se complica.
IX
A mulher
É o pilar
Que segura,
Que nos sustenta,
Que nos ampara.
É a seiva
Que nos alimenta,
Que nos salva.
A sua partida
É uma cotevelada
Na nossa vida,
Quase que é o nosso fim !
FREAMUNDE(PAÇOS DE FERREIRA- 6ª-FEIRA- 21H 26 MINUTOS), 03/MARÇO DE 2013.
KANKAMBAL-MATTOS FERREIRA (NDO)
A RAINHA N,ZINGA/ A RAINHA DE ANGOLA/
I
Negra
Africana,
Genuína,
Senhora
Angolana
Que conquistou
A sua própria
Poltrona .
II
Ousada,
Perspicaz,
Inteligente
Que sempre procurou
Tempo
No tempo
Para ela própria,
Para poder ajudar
Os outros,
Ajudar
A sua tribo,
Ajudar o seu povo.
III
Entregou-se
De corpo
E alma
À Causa,
Ao sofrimento,
À angústia
E à luta
Da sua gente
E do seu povo.
IV
Angola
De hoje,
Dev-se à esta figura
ímpar,
À esta senhora
De fibra,
Batalhadora,
Lutadora,
Carismática
Do SÉCULO XVII,
No então território
Angolano
Sob à égide colonial,
Sob `a administração portuguesa.
POR QUE DEUS CRIA UNS, PARA CHORAR E OUTROS, PARA RIR?!
I
Porquê
Estou sempre
A levar
Coteveladas,
Porradas
Por todos
Os lados,
por todos:
A mulher,
Filho
E outros ?!
II
Por que não rio
Como os outros?
Que mal fiz
Para merecer martírio
Em cada lugar
E em cada instante ?
III
Porquê é que todos
Me mentem,
Me atraiçoam,
Me traem,
Me
apunhalam,
Me
falseiam,
Me
renegam?
Porquê é que os outros
Não me são fiéis ?!
IV
Tanto
Amor,
Tento
Dar,
Mas só recebo
Dsabor !!!
CAFÉ/PASTELARIA/PADARIA MONUMENTAL, EM FREAMUNDE(PAÇOS DE FERREIRA- 2ª-FEIRA, 16H45 MINUTOS) 24 DE JUNHO DE 2013.
KANKAMBAL- MATTOS FERREIRA (NDO)
EU SOU COMO UM URSO/ NO SEU PERCURSO
I
Exilado
É o contratado;
Aquele que pode ser
dispensado,
Despedido
Quando
O governo(o Ministério da Educação) quiser.
II
É esta a vida
Do nómada,
Do senhor
Ndo,
O professor
Da dor
Que não tem lugar
Para se empregar !
III
O problem
Que se coloca,
É saber
Se este
Emprego
Precário,
Compensa
Ou não
Para o contratado
Ndo.
IV
Estar
Afastado
De casa
Acerca
De quatrocentos
Quilómetros,
Para pagar
Duplamente
(Duas) rendas,
Em que uma delas
é muito dispendiosa,
E outras despesas,,
Deixar a família
Em constantes conflitos
E sem nada
Poder
Fazer,
É um grande martírio !
CAFÉ MONUMENTAL, FREAMUNDE(PAÇOS DE FERREIRA-4ª-FEIRA- 09H40 MINUTOS), 26 DE JUNHO DE 2013.
KANKAMBAL- MATTOS FERREIRA (NDO)
FORA DE CASA/, O TEMPO PARECE QUE NÃO PASSA/
I
Enquanto
Via o jogo
Do Benfica
E o Gil Vicente,
Fui desenhando,
E, por fim,
Pintei
Com letras
E palavras
O espaço
Que estava
Em branco.
II
O jogo terminou
com o resultdo
Bastante expressivo
A favor do Benfica:
5-0 .
III
Terminada
A partida,
Pensa-se
Na retirada
Para a casa,
Para as quatro paredes
Que me prendem
Aqui na cidade
De Freamunde!
IV
A noite
Está prestes
A terminar
E tenho
Que me recolher,
Porque os testes
Do décimo (E) ano ,
Turma E,
Do Agrupamento de Escolas
Dr. Manuel Pinto de Vasconcelos,
Em Freamunde
Me esperam .
V
E, mesmo assim,
Õ tempo não passa
Fora de casa
Para este delfim!
CAFÉ C e S, FREAMUNDE( PAÇOS DE FERREIRA, DO- 21H25 MINUTOS), 10 DE MARÇO DE 2013.
KANKAMBAL- MATTOS FERREIRA (NDO)
domingo, 23 de junho de 2013
BGA/ ALAU NATHONG/!
BGA
ALAU
NATHONG ! (1)
I
Nathass,
Napate,
Nalempe,
Atchi toujours
Nathon,
Parce que
Na kô
Khath
Place,
Khath
Ulugar!
II
Nathong
Atchi
Nathass
Kó pa babukul,
Pa famille lul,
Pa banhanul.
III
Bga
Alau
Nathong,
Bga
Alauin,
Má udjitu
Tchith!
IV
N,dja, bathass kó,
N,dja kanhane
Nacimbathi
P,iss
Ni ulempe,
Thi utchak nhane,
Thi utchak nababu,
Parce que banhane ndja
Thi utchak,
Kalimpin ndja,
Ka keiunde !
1. EM DIALETO MANJACO( a traduzir brevemente)
FREAMUNDE(PAÇOS DE FERREIRA- Do- 13 H), 03/02/2013.
KANKAMBAL- MATTOS FERREIRA (NDO)
A ... MINHA SENHORA/ ERA UMA GRANDE VADIA/, APENAS QUERIA/ A PARÓDIA/ !
A… SENHORA
ERA UMA GRANDE VADIA,
QUE APENAS QUERIA
A PARÓDIA !
|
I
Vivia
Exclusivamente
Cada
Dia
Da minha vida
Em função desta senhora,
Esbelta,
Elegante,
Alta,
Bela,
Esplêndida,
Linda,
Airosa,
Formosa,
Charmosa!
Era uma estrela
Incandescente
Que iluminava
A minha face
Em cada
Instante!
II
Vivia
Ofuscado
Pela sua paixão,
Pelo seu amor,
Porque estava completamente
Rendido,
Perdido
Pelo seu encanto,
Pelo seu rosto!
III
Pensava
Que ela fosse
Uma amiga,
Uma companheira,
Uma fiel esposa,
Compreensiva,
Genuína,
Pura
E fidedigna.
IV
Afinal,
Numa palavra,
Vivia
Na pura
Fantasia,
Numa pura
Cegueira,
Uma miopia,
Uma verdadeira
Utopia,
Vivendo na hipocrisia
Desta senhora,
Que tanto amava
Como uma deusa,
Como uma diva.
V
Tantas
Palavras
Gastas,
Escritas;
Verdadeiras
Literaturas
De várias décadas!
Tantos
Poemas
E poesias
Escritos
Em demasias,
Tantos
Pensamentos,
Que constituem
Traumas
Do (deste) homem!
VI
Afinal,
O mar
Onde navegava
À demanda
Do amor,
Numa palavra,
Não tina sal!
Faltava
Uma certa doçura!
A onda
Estava
Calma,
Porque a sereia
Não sorria,
Porque não amava
Nem ama!
VII
Oh! Como vivi
E cresci
Durante anos
Anos
Entre Oceanos
Na penumbra
De enganos
De uma senhora
Bonita,
Mas hipócrita ?!
VIII
O manjaco
Serviu-se como um
isco
Para atrair o marisco
Do mar,
Para atingir os objetivos
Pretendidos
E depois, desarmar,
~largar
O barco
Com o manjaco
Que apenas queria amar,
Amar, amar, amar,
Até morrer!!!
IX
A culpa
Foi minha,
Porque na Europa
Não ouvi,
Nem obedeci
Os conselhos
De NHA
NHANHA,
Os conselhos
Dos meus velhos
Em Kantoma,
Em Bolama,
Em Pelundo,
Em Utiacôr,
Em Canchungo!
X
Mas, já não adianta
Chorar
Pelo leite
Derramado!
O que importa
Agora, é agarrar
O presente
E seguir em frente !!!
Centro Comercial Ferrara Plaza( Paços de Ferreira- DO- 13H10
MINUTOS), 23 DE JU7NHO DE 2013.
KANKAMBAL- MATTOS
FERREIRA (NDO )
sexta-feira, 14 de junho de 2013
ONDE ESTÁ O MEU SONHO? O MEU ORGULHO !
A cutevelada
Levada
Na cama
Por quem não nos ama,
É um sintoma
De que o amor enferma,
A que posição
Do coração
Se extrema.
VII
Eu não acredito
Na maldade
Da individualidade,
Apesar do reconhecimento
Da sua existência
Na nossa vivência,
No nosso dia
A dia.
VIII
Acredito na pessoa
Humana,
Na sua bondade
Natural,
Apesar da maldade,
Que se perpetua
Em cada local,
Que nos mina
E nos domina.
IX
Reza-se tantas avés- marias
Todos
Os dias;
Os santos
Em todos
Os quartos,
Em todos
Os cantos!
Mas nos atos,
Só semeia
Desgostos;
Só semeia
Sofrimentos;
Frequenta-se
Igreja,
Mas tem uma alma
Rija,
Uma alma
Cheia
De vingança,
Cheia
De ódio,
De repúdio,
Pela criança
Sem uma defesa,
Sem mãe
E um pai
Em ausência!
Não,não! Uma mãe
Ama !!!
Uma mãe,
Perdoa!!!
Compreende!!!
Não fere susceptibilidade !!!
X
"BACA
K KA TENE RABU,
DEUS K TA BANAL"
FREAMUNDE( PAÇOS DE FERREIRA, SÁ- 01H45 MINUTOS), 15 DE JUNHO DE 2013.
KANKAMBAL- MATTOS FERREIRA (NDO)
domingo, 9 de junho de 2013
ARESTA/ QUE ME RESTA/
I
"Chutado "
Pela mulher,
Pela família,
Pela vida
Em Lisboa,
Em Bissau,
Em Bolama,
Vim parar nesta
Cidade
Tão recôndita
De Freamunde,
No Norte de Portugal,
Vivendo quase como um marginal.
II
Trabalho como um burro,
Como um escravo,
Como um preto,
Que, por coincidência
Sou,
Mas nada tenho.
III
Chego
Ao final do mês,
Recebo,
Mas fico sem dinheiro,
Fico sem um cêntimo
Com nada fico,
Nem para mim,
Nem para o meu querido filho!
IV
Eu não não quero
Ser
Uma compaixão,
Mas uma paixão
Como uma brasa
Que nunca apaga,
Senão por uma grande praga.
Eu não quero
Ser
Um zé ninguém,
Mas simplesmente um homem
Com carácter.
V
Hoje,
Longe
Do tempo
Longínquo,
Sou um indívíduo
De corpo
Frouxo
Como um lixo
E de mente
Débil e decadente.
VI
Tirou-me as filhas
Ou pretende tirar-me as filhas,
Pois, manda-as para uma amiga
Nos fins-de-semana,
Para poder
Ter
Tempo
Para as suas constantes
E frequentes
Festas.
VII
Foi o que aconteceu
Este fim-de-semana,
Com mais um "cabaz"
Um "sara"
Da Nixinha
Em Bacarena/ Massamá.
Mais um pretexto
Para mais uma festa.
V III
Hoje,
Com o ultraje
Da minha esposa,
Toda a gente me despreza,
Toda a gente me pisa
E me vê como uma trouxa,
Que não deve entrar em nenhuma faixa.
IX
O gozo,
O menosprezo
É tanto,
Que já não me sinto
Como um ser humano
Digno
Deste "terreno".
FREAMUNDE(PAÇOS DE FERREIRA-DO-13H45M ), 09/06/2013.
KANKAMBAL (NDO)
sábado, 8 de junho de 2013
DEPOIS DO CASAMENTO/, VEM O DIVÓRCIO/, O SOFRIMENTO/, O VAZIO/!
Aqui sentado,
Pensativo,
Isolado,
Quase inativo,
Lembro-me
Que o meu nome
Já não vale nada
Nesta vida !
II
A vida de quem sempre sonhou
Com a felicidade,
Daquele que sempre desenhou
A realidade
Com uma rosa,
Sente-se triste,
Sente-se que algo o arrasa
Totalmente,
Dia
Após dia.
III
Oh mãe Nhanha,
Eu, que vim da sua entranha,
Quero que intercedas
Nas "borradas"
Do percurso,
Do trilho
Tortuoso
Do teu filho!
IV
Estou cansado,
Estou exausto,
Estou abatido,
Acabado
Pelo sofrimento
Imposto
Ou consentido,
Evidenciado
No meu rosto.
V
Há doze anos
Contraí o matrimónio
Com uma pessoa
Que pensava
Que efetivamente me amava!
Eu amava-a
E ainda a amo!
VI
Mas o amor,
Não pode,
Nem deve
Ser
A dor;
Nem deve
Ser
O sofrimento
Do sujeito!
VII
Quando as coisas já não funcionam,
Não devemos continuar a pô- las em ação.
Deve-se procurar a alternativa,
A via para o problema,
Evitando
A dor,
O drama
Ainda maior.
VIII
Eu, algures
Noutros lugares,
Noutros tempos,
Em diversos campos,
Escrevi
Na base do que vi
E vivi,
Que o casamento
Era o consentimento
De cada sujeito
Em tomar compromisso
Em relação ao outro semelhante,
Para em conjunto,
Seguirem em frente
Na caminhada
Da vida!
IX
Afinal,
O mal
Estava para vir,
O porvir.
Depois do casamento,
Vem o divórcio,
O sofrimento,
O vazio.
FREAMUNDE (PAÇOS DE FERREIRA-DO-00H40
MINUTOS), 09/06/2013.
KANKAMBAL (NDO)
Subscrever:
Mensagens (Atom)
