Aqui sentado,
Pensativo,
Isolado,
Quase inativo,
Lembro-me
Que o meu nome
Já não vale nada
Nesta vida !
II
A vida de quem sempre sonhou
Com a felicidade,
Daquele que sempre desenhou
A realidade
Com uma rosa,
Sente-se triste,
Sente-se que algo o arrasa
Totalmente,
Dia
Após dia.
III
Oh mãe Nhanha,
Eu, que vim da sua entranha,
Quero que intercedas
Nas "borradas"
Do percurso,
Do trilho
Tortuoso
Do teu filho!
IV
Estou cansado,
Estou exausto,
Estou abatido,
Acabado
Pelo sofrimento
Imposto
Ou consentido,
Evidenciado
No meu rosto.
V
Há doze anos
Contraí o matrimónio
Com uma pessoa
Que pensava
Que efetivamente me amava!
Eu amava-a
E ainda a amo!
VI
Mas o amor,
Não pode,
Nem deve
Ser
A dor;
Nem deve
Ser
O sofrimento
Do sujeito!
VII
Quando as coisas já não funcionam,
Não devemos continuar a pô- las em ação.
Deve-se procurar a alternativa,
A via para o problema,
Evitando
A dor,
O drama
Ainda maior.
VIII
Eu, algures
Noutros lugares,
Noutros tempos,
Em diversos campos,
Escrevi
Na base do que vi
E vivi,
Que o casamento
Era o consentimento
De cada sujeito
Em tomar compromisso
Em relação ao outro semelhante,
Para em conjunto,
Seguirem em frente
Na caminhada
Da vida!
IX
Afinal,
O mal
Estava para vir,
O porvir.
Depois do casamento,
Vem o divórcio,
O sofrimento,
O vazio.
FREAMUNDE (PAÇOS DE FERREIRA-DO-00H40
MINUTOS), 09/06/2013.
KANKAMBAL (NDO)

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