terça-feira, 20 de novembro de 2012

DEIXADO SOLTO E ABANDONADO


I
Neste mundo,
Há de tudo:
Os rejeitados,
Os acolhidos,
Os protegidos,
Os adorados,etc.

II

Eu pertenço
Ao grupo
Dos primeiros,
Aqueles que não têm laço
Com nenhum tempo,
Com nenhum espaço,
Aqueles que não têm póros.

III

O tempo
E o espaço
Cimentam-me,
Fortaleçam-me
Como cal,
Como pedra
Para não perecer,
Para não morrer
Tão cedo
Neste mundo,
Embora
A alegria de viver
Já tenha dissap+ado
Há já muito tempo

NÃO ME DEEM O DINHEIRO SUJO!

I Senhor Deus, Criador Do Céu E da Terra, Dê-me Coragem E força Para enfrentar As dificuldades Deste Mundo. II Apesar Das dificuldades, Não quero Que me dêem Dinheiro Sujo; Nada Que tenha A ver Com o so9frimento De alguém! III 20, 10 Euros! Donde Vieiram, Meu querido filho?! V Quero ajuda, Mas uma ajuda De forma Mais honesta, mais digna E mais limpa...! Deus Criador, Quero o amor E não a dor A meu redor...! PV. CITY( DOMINGO,19H30MINUTOS), 18 DE NOVEMBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

O MUNDO IRISÓRIO

I Fechado Num quarto, Absorto Em pensamentos Sem fim... II Um professor Que o Ministério De Educação Deixou fora Do sistema E sem meios De subsistência...! III O edjucador Sem a cor Nem o teor Para pôr O seu saber Ao redor Ao seu sabor. IV A tristeza apodera-se Da minha face, Do meu ser, Da minha pessoa, Porque não tenho Nada para dar, Do meu grande sonho. V Todos já falam mal De mim E o o " Mouro" Informou-me que existe uma mulher Que fala mal de mim, Que nme odeia e me deseja mal... VI Já não tenho mais ninguém Para confiar o meu segredo, Numa palavra, mais ninguém Para desabafar... VII Estamos endividados até aos dentes. Estamos a dever à D. Nabia(Emília Fernandes)a importância de 600 Euros! Eu, pessoalmente, estou a dever-lhe cerca de duzentos euros, resultantes do tratamento do Toninho no "Djambacós" Teresa. E já nada temos para comer, nem para beber... Como dever ser em casa! Sou acusado de não honrar os meus compromissos, isto é, de não pagar ou não gostar de pagar as minhas dívidas. A minha mulher é autora dessa acusação. Disse que não paguei nada com os 500 Euros que me entregou para pagar as dívidas( do seu vencimento do mês de Outubro do ano em curso). Mas, eu pessoalmente, seri que paguei o que me foi possível, pois, receio ficar sem um único cêntimo para fazer face às despesas correntes da casa, para comprar fosse o que fosse. Tento racionalizar o dinheiro para não passar humilhação e não ter nada para as minhas duas filhinhas! Não estando a trabalhar, tento canalizar o talento e raconalizar o tempo que tenho disponível . Acordar, levar a Kelcy ( a minha pequena)para o Jardim de Infância e depois ir correr, marchar, caminhar durante uma hora e vinte minutos. Quando mais ninguém nos quer, temos que interessarmo-nos por nós próprios. O meu filho António já não dorme, nem come em casa! Estou deveras preocupado com o meu querido filho_! Senhor Deus, acuda-me nestes momentos tão dolorosos! PV. City( terça -feira, 18h30 minutos), 20 de NOVEMBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O SUOR/PELO AMOR/ AOS QUE ESTÃO AO MEU REDOR/

I Embarco Num barco Para fugir o cerco Daqueles que eu critico, Daqueles que eu detesto E demonstro o meu protesto. II Por amor Aos que estão ao meu redor, Consinto o suor Com todo o vigor, De tudo o que vem Do meu interior Como homem, Com uma certa coragem E com um certo pudor. III A minha luta Só termina Quando nada mais Tenho a dar, Quando nada mais Posso respirar, Quando nada mais Tenho a oferecer, Isto é, Quando morrer. PV CITY, 28 DE JUNHO DE 2012. MATTOS (NDO)

O DESEMPREGO/ APESAQR DE SER UM CASTIGO/, É UM UM FÔLEGO

I A cada passo Falso E crasso, Uma queda Em peso. II Os desafios, Os sacrifícios Consentidos Ao longo dos anos, Permitiram Á minha pessoa Em Lisboa, Uma coisa boa: A consciência Das minhas fraquezas E das minhas forças! III Com elas, Vou andando, Vou vivendo Como "Ndo", Porque são estrelas Que iluminam O caminho Do meu sonho. IV O sonho De ver O meu ninho Feliz, Em qualquer país, Antes de morrer! PV CITY(5ª-FEIRA-RESTAURANTE "IMPÉRIO DO CRSITAL"), 25 DE OUTUBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

sábado, 3 de novembro de 2012

DE PAU/EM PAU/, A MINHA GUINÉ-BISSAU!/

I Ó fundador da nacionalidade, Vinde Ao nosso socorro, Porque o país Está sempre em choro! Acuda à nossa grande Dor! A desgraça Que cada vez mais, Ameaça O nosso país! II Ó Amilcar Cabral, O teu sonho Transformou-se Numa guerra inetstinal, Em interesse mesquinho; Transformou-se Em batalha campal, Em vez de servir As principais aspirações Das populações Actuais e das que hão-de vir! III Ó Amilcar Cabral, Os gatilhos Premidos Pelos nossos filhos Queridos, Nas matas da Guiné-Bissau, Para a libertação Total Da nossa nação Sob o jugo colonial, Não surtiram os efeitos, Não nos deixaram satisfeitos!!! IV As armas Daqueles que estão no trono, Continuam a perpetuar lágrimas Do seu(nosso)povo E assim, continua escravo Do seu próprio destino!!!! V São golpes E golpes Dos galopes, D,equipes, D,outras estirpes! VI São ceifadas Vidas De inocentes vítimas Pelas armas Anónimas Daquelas almas Que criam traumas, Que lançam chamas Que lançam trevas e brumas Sobre o nosso povo, Que tinha e tem grande objectivo: A paz, A liberdade, A democracia, A justiça, O progresso, A prosperidade E a felicidade! VII Ó Cabral, Afinal, Era esse o sinal Do seu desaparecimento fatal, Ainda na época colonial?! VIII Quem pode ou poderá Investir na nossa terra Com a permanente/constante Instabilidade política? IX Os projetos São deitados por terra Por falta de confiança Política Desde à época (de ) noventa! X Agora, os`"intocáveis" São impuníveis, Fazem E desfazem, Porque a terra Lhes pertence Ou é a pertença exclusiva deles E ninguém lhes faz Face. X Os militares Estão nos altares, Estão nos lugares Conferidos pelos poderes Parlamentares, Numa palavra, pelos eleitores? XI A Guiné Estará eternamente Condenada, Governada E perdida Nas malhas da guerra, Nas malhas da morte Da sua população, De cada cidadão, Nas mãos desses "joguetes", Desses ignorantes Que recusam submeter-se Ao poder civil E de forma vil, A exibir-se?! XII Ó Cabral, Faça com que a sua voz Seja ainda Ouvida, Respeitada E recordada Por cada um de nós A nível nacional E também a nível ineternacional, Pelo respeito Ao direito Fundamental E integral Da pessoa humana na sua Pátria! XIII "Nha mantenha" (1) Para àqueles que têm vergonha Na cara E não para os que perpetuam Os malifícios Da guerra; Não para os que nos seus comícios Enchem a palavra "povo"! A esses, não louvo! Condeno, Recrimino Veemente E intensamente! XIV O que faço, O que rezo Em cada dia, É que Deus tenha misericórdia Do meu povo; Que a palavra Esperança Permaneça E cresça Na nossa terra E na mente de cada cada guineense Apesar da crise! 1. Os meus cumprimentos, os meus abraços. LOJA DO CIDADÃO(ODIVELAS PARQUE-4ª-FEIRA), 31 DE OUTUBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

INSTALADO/DO/LADO/ERRADO/

I Posicionado, Instalado Do lado Errado, o Sr. Ndo, Vai reflectindo, Vai procurando Sair desse meandro, Para o outro Mundo. A dúvida Na vida, É quando O nosso fado Se posiciona De um lado Considerado Errado, Segundo A nossa perspectiva, A prova Do que nos destina! III Quem estará Errado? O meu filho Ou eu? Será A sociedade Onde estamos inseridos? Estará Em guerra, Em conflito, A perspectiva geracional? Os valores Em choque? IV A crise Instalou-se E o homem desnorteou-se Perante Tanta Gente, Porque o seu mundo Desvaneceu-se E está totalmente Perdido! V O seu filho Não se encontra Na cátedra Que se deslumbra Na sombra Que se procura! VI Noites E noites, O seu leito Está descoberto E apenas coberto Com calças, Camisas E outras coisas! VII A Deus, Peço Perdão Pelos meus Pecados, Pelos pecados Cometidos Neste mundo E ao meu filho querido, Por não ter podido Proporcionar-lhe tudo, Sobretudo, O mais adequado E possível deste mundo! VIII Todas as noites Os meus olhos Estão muito tristes, Por filhos Que não eduquei Convenienetemente; Por nada que não lhes dei; Nada da minha parte E assim, neste mundo, não tiveram sorte! IX Não posso sorrir Como os outros pais Deste país, Nem tão pouco posso fugir A ( minha)responsabilidade Da(de)paternidade. X Eu sofro Pelo meu suspiro Quotidiano, Pelo sono Desencontrado, O quão desejado E ambicionado Neste mundo! XI O meu filho Não dorme, O meu filho Não come Em casa! Não tem trabalho, Não estuda E por aí anda! Não descansa Nem um único dia, À razão da minha melancolia, Da tristeza Que me arrasa! XII Em que mundo Se meteu O meu querido Menino?! Em que estrado Se bateu E a mim Me comprometeu, Podendo provocar, Causar O meu fim?! XIII O que faz O meu querido rapaz Em cada rua De Lisboa?! Tudo isso, me mingua, Me magoa Diariamente E principalmente, Em cada noite! XIV Durante O dia, Dorme Como um verme E levanta-se à noite, Para a paródia, Que só termina Com o raiar do sol!!! XV Que pai Pode estar Sossegado, Tranquilo Quando o filho sai E sem voltar, Senão quando Os outros estão-se a levantar Para irem estudar, Para irem trabalhar E batalhar Para um futuro Melhor e mais seguro?! Como pode ter consolo?! XVI Pai Celestial, Tu que és bestial, Façai Com que o meu filho Volte Para casa! XVII Pai Celestial, Tu que és bestial, Façai Com que a sua cabeça Se lembre Do seu casebre! XVIII Pai Celestial, Tu que és bestial, Façai Com que o meu filho Volte Para o seio familar! XIX Pai Celestial, Tu que és bestial, Rogai Para que o meu filho Encontre O caminho Do seu sonho E que tenha saúde E felicidade! XX Pai Celestial, Tu que és bestial, Façai Com que todos os filhos do mundo Voltem As casas Dos seus pais, A fim de encontarem o amor E a paz do espírito !!! PV CITY(SÁBADO ,3H50), 03 DE NOVEMBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

VOLVIDOS/PASSADOS/DEZASSEIS ANOS/ EM PLENOS/ SONOS/

I Mãe “ESTE”, Foi assim Que partiste E deixaste Sem mais palavras As tuas criaturas! Foi o fim De tudo Que criaste Neste Mundo. II E eu Suportei, Aguentei O peso Do teu Excesso Neste Mundo, Que eu Apelido De “ESTE”. III O choro Da tua partida Foi um coro Em mais de uma década. IV Uma década De sofrimento, De pranto, De susto Em susto, Por cada Partida Que a vida Foi pregando Ao teu ” Ndo “, Querido E amado E aos teus filhos, Que também seguiram os mesmos trilhos. V “ESTE”, Apesar de tanto Tempo No espaço, No meu peito, Continua o meu afeto, O mesmo laço Afetivo, Continuando com o mesmo objetivo, Com a visão no mesmo campo. VI “ESTE”, A mim, Deixaste A missão De continuar A amar, A educar Os nossos filhos, Com os mesmos conselhos E sempre te Disse, sim, Minha “ESTE”: Comprometo-me Em meu nome. VII Hoje, Bem longe Disso, Nada se verifica, Nada fica Do que te Prometi, Pois, fracassei, Pois, falhei. E hoje, Estou no fosso, No lodo, Estou totalmente Fracassado, Sempre desempregado, Porque não sou de quadro, Não sou de Setembro. IX Ma, “ESTE”, Só TE Prometo Continuar a ter fé, Enquanto tiver saúde, Fazendo finca-pé, Com a esperança, Força No mesmo projeto. X “ESTE”, Continue a alimentar, A iluminar, A ensinar, A mostrar O caminho Mais certo: O sonho Da vida Regrada, Sobretudo Do teu querido Toninho. PV CITY (5ª FEIRA- 10H20M), 20 DE SETEMBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

O HOMEM/ E A SUA ORIGEM/

O HOMEM E A SUA ORIGEM I Muitas das vezes, Algumas das pessoas, Não sabem As suas origens; Não sabem Donde descendem. II Mas lutam Por elas próprias Para conseguirem As suas próprias imagens; E, a partir delas, Constituírem os seus impérios, As suas origens, As suas imagens, Numa só palavra, As suas raízes. III Outras, Com histórias, Com descendências, Com referências E deixam andar, Isto é, estão-se nas tintas; Não querem saber de nada, Porque repousam em boas tendas; São cobertas com boas mantas; Não se esforçam, Não lutam, Não se empenham, Porque ainda têm o esteio, Ainda têm o suporte. IV No entanto, Segundo a minha conceção de vida, Essas pessoas deveriam esforçar-se Ainda para preservarem a tradição, Para manterem o seu próprio nome. V Khalifane, Aquele que pensa No dia de “fane”(1), No amanhã Que se sonha Onde tudo se repousa. VI Com os pés Bem assentes Na terra, Seja uma criatura Simples e humilde, Um ser com uma certa personalidade. VII Ó Khalifane, Pensa no “fane”, Aquele que te dignifique, No amanhã, Para não passar Vergonha, Para não passar Humilhação, Para não passar Vexame, Pelo grande nome De Matos, De Mengo, Respetivamente, Grande lavrador/grande agricultor E grande comerciante. Portanto, Confie nas tuas forças, Para venceres as tuas fraquezas. VIII Ó Docudjune, Ó Khalifane, Ó Timanane, Ó Mattos, Ó Mengo, Quero que cada um de vós Ilumine O pequeno Khalifane. MÊS(MERCADO DE ENCARNAÇÃO SUL- SÁBADO) 18 DE MARÇO DE 2006. MATTOS (NDO)

GICONDA/ É MUITO LINDA/

GIOCONDA É MUITO LINDA I Vários adjetivos para caraterizar Esta senhora: - Linda, -Bonita, -Formosa, -Charmosa, Esplêndida. II Descrevê-la Por palavras, É muito arriscado, Pois, poderemos Cair no frívolo, No dolo, No caricato E sermos Apelidados D e plagiadores. III Assumo a responsabilidade, Todas as consequências Pelo plágio, Quase que uma ofensa . IV Esta é uma forma de expressar Os meus sentimentos, Os meus pensamentos Em relação a arte. V A barba Branca, O cabelo branco Foram substituídos Por uma barba De um imberbe, O cabelo e a barba Pintados A preto Para agradar os que suave E duramente me criticaram. VI A arte É a minha paixão, O fervor Do meu coração. Hoje, bem cedo, acordei por volta das quatros horas da madrugada e fui devorar , falar a natureza, um outro interlocutor meu neste momento. Nesse devaneio, nesse passeio, vieram bastantes ideias geniais como, por exemplo , um título,” A EXPLOSÃO DO MEU CORAÇÃO””, “A CAMA AMOLECE O MEU CORPO, ENTOPE A MINHA ALMA, DEGENERA A MINHA MENTE “. Por que tanta degeneração desse cidadão, um imigrante que sente a pulsação , o sangue que circula nas veias. Livrei-me da barba branca, do cabelo branco, pois, corte o cabelo na barbearia Justin, no Centro Comercial de Sacavém – pagando sete euros( mais um euro gorjeta). ~Esta é a verdadeira história deste homem ,que , neste momento vive miseravelmente aqui em Lisboa. O João Baticã (Albino Baticã ) Ferreira, despediu-se de nós ! Um grande humanista que, durante a sua vida, só soube zelar pelas pessoas, pelos seus semelhantes!” Deus chamou-o perto de si, porque precisa dele mais do que nós aqui na terra! PRIOR VELHO( DOMINGO, 16H E QUARENTA E SEIS MINUTOS)) 11 DE SETEMBRO DE 2011 FERNANDO MATOS FERREIRA

O QUE ME RESTA/ DESTA/ VIDA MADRASTA?!

I As palavras para pronunciar, As situações para presenciar, A tudo, renuncio E abraço O sacrifício Com esforço, Porque nunca fui do ócio, Mesmo quando sinto um vazio No meu próprio Meio! II “Bantumbi”(1), Ainda não percebi As razões por que nunca mais subi!!! III Eu não me interrogo, Porque não sigo Normalmente como os outros. Será que só oiço Os vossos berros, E não oiço A vossa voz, Senão à sorte atroz Que me está condenando Diante de todo O mundo? !!! IV Diante dos meus subordinados, Estou a ser crucificado, Porque todos Estão informados Do meu atual estado: Um autêntico farrapo Neste real, concreto E exato Tempo. V Seguir-se-ão Os meus próprios filhos!!! Porventura, deixarão De ouvir os meus conselhos, Porque mais nada valho, Porque já não tenho trabalho, Já não tenho emprego E, consequentemente, nem um amigo! VI Neste momento, O que devo fazer Para merecer, (Sobretudo) Pelo menos, respeito??!! 1. MINHA GERAÇÃO LISBOA, 01 DE JULHO DE 2001. MATTOS (NDO) MATTOS (NDO) MATTOS (NDO)

A ADUBAÇÃO DA MENTE

I A força E a inspiração De cada criança, Pode provir da sua educação, Do meio ambiente onde se cresça. II É necessário Levar a sério A sua educação, A sua formação Para que se desenvolva e cresça Com a esperança De um mundo melhor E com muito amor. III Tudo depende Do meio famíliar, Da sociedade, Da envolvência De cada membro Na formação E constituição Salutar E humano Do seu cérebro. IV As palavras Não são actos, Não são acções, Mas constituem ferramentas, "Lavras" Fundamentais Para atingir metas Concretas Para a humanização E a socialização Dos seres humanos, Ainda que seja díspares Os costumes,, As culturas, As civilizações, Há sempre um denominador comum: O senso do bem e do mal, ~Do justo e do injusto, Da morte E da salvação. V É fundamental O diálogo Para manter E ter Sempre um amigo Presente, Seja em que parte. VI O egoismo Aniquila o amor ao próximo; Enferma O amor, Dízima O amor; Fomenta A dor E, consequentemente, O ódio, A vigança E a guerra. VII A ideia Da partilha, Da solidariedade, Deve ser incutida Nos pequenos Desde a tenra idade. VIII Nos nossos dias, Devemos fomentar bonanças Por outras vias, Sobretudo ideias Constantes de esperanças, Em vez de "guerrermos" em porfias Inúteis que nos conduzem às matanças, Sobretudo com as notícias De crises económicas e financeiras em todas as praças, Que entopem diariamente as nossas cabeças. PV CITY (4ª FEIRA- 12HOO), 24 DE OUTUBRO DE 2012. MATTOS(NDO)

REGISTO / CADA ASSUNTO/

A DESILUSÃO/ LEVA-NOS A ATIRAR A TOALHA AO CHÃO/

I A fronte Defronte, Se veste De elefante, Para estar presente Num banquente Dos que não têm fonte. II Imbuído Do espírito Combativo, Pelo objectivo Previamente traçado, Cada criatura Procura Com honra, O alicerce Do futuro Face Ao complexo e duro Momento Em cada rosto. III Chegado Ao momento De luto Em cada posto De trabalho, Cada filho acata o conselho Do velho, Pela sua experiência E vivência. IV Agarrar Com unhas E dentes Cada oportunidade Que nos aparece, Que nos oferece, Para mais tarde remar À outras(para) linhas Longínquas e distantes, Com "ombredade" E dignidade. V Aos jovens, Exorto A coragem Para a prendizagem Em todas as margens E paragens! VI Aos da meia idade, Exorto A determinação e firmeza, De nunca perderem a vontade, A esperança E continuarem a ensinar E a iluminar Os mais novos, A fim de atingirem os seus objectivos! VII A desulusão Compromete A missão De cada ser vivente Na prossecução De cada finalidade; Impede, Obviamente, A marcha triunfante. VIII A mente Humana É brilhante! O importante É canalizá-la Para fins úteis Que sirvam os interesses básicos Da pessoa humana; Orientá-la Para as acções visíveis, Banindo os tratos iníquos e cínicos, Como a tortura, A ditadura, A guerra, Defendendo a justiça,a paz A harmonia e a alegria Em tudo o que se faz, Dia, Apos dia! IX A emigração Não é a solução, Mas sim a desilusão Que pode levar-nos a atirar a toalha ao chão; E para que isso não aconteça, A única esperança É abraçar a emigração, Porque(visto que) a nossa Nação Não pode dar à educação,` Não pode dar à habitação A cada digno cidadão. PV CITY (6ª-FEIRA- 11H00), 19 DE oUTUBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

terça-feira, 23 de outubro de 2012

inglês espanhol ONCE PRISONER ... I There are times Already remote In the fields Vast, Among the pasture And the repast, A young Man Between ignorance And the innocence From childhood, It was believed in the goodness, Far from thinking of the evil, Rather, Do not even think about what this word meant, For only thought in joy Each day. II Today Far This space Far away, That was very radiant, Became withered, Almost lame And without tacho For your nest Almost definho. III O destination So evil This boy African! By that leads into the swamp Without at least a nod?! IV In Europe There was a troop, But climbing Each ramp As anyone who has a soup Only through a magnifying glass! V I sit and write What I think I should Do, What should I Write Gladly For every being, In order to get to know me While living. VI Once, I was a prisoner Tent; Now, I'ma prisoner The county For unemployed I am obliged The present myself weekly In the Parish From my area, Otherwise I'm liable to lose the subsidy Given by Social Security. VII In the tent Where I lived for more than two decades, I could not leave her But was subject to losing PER! VIII And that's what happened to me! My tent was demolished without warning, Claiming the Board of Loures I had absented And had bought A home in Merces. IX Today Live Like an octopus Grabbed the various networks, Without four walls Own, Living in lordships And without means To fulfill my commitments As a man, as a husband and as a father! X Live in silence, In solitude Between Much of the crowd! XI The only way Survival This creature From Quinara, It is the word, It is written, Something that frees And avoids 's Blunder In life, Because much love Their children! PV CITY (3rd MONDAY-22H35), OCTOBER 23, 2012. MATTOS (NDO)

OUTRORA /PRISIONEIRO/DA BARRACA/, AGORA/, PRISIONEIRO/ DA COMARCA/!/

OUTRORA PRISIONEIRO… I Há tempos Já remotos, Nos campos Vastos, Entre o pasto E o repasto, Um jovem Homem Entre a ignorância E a inocência Da infância, Acreditava-se na bondade, Longe de pensar na maldade, Melhor dito, Nem sequer pensar no que esta palavra significaria, Pois, só se pensava na alegria De cada dia. II Hoje, Bem longe Desse espaço Bem distante, Que era muito radiante, Tornou-se murcho, Quase coxo E sem tacho Para o seu ninho Quase definho. III Ó destino Tão maligno Deste menino Africano ! Por que o leva para o pântano Sem, pelo menos um aceno?! IV Na Europa, Não foi a tropa, Mas trepa Cada rampa Como quem tem uma sopa Apenas por uma lupa! V Sento-me e escrevo O que o que eu acho que devo Fazer, O que devo Escrever Com prazer Para cada ser, A fim de me conhecer Enquanto viver. VI Outrora, Fui prisioneiro Da barraca; Agora, Sou prisioneiro Da Comarca, Pois, desempregado, Sou obrigado A apresentar-me semanalmente Na Junta de Freguesia Da minha área de residência, Senão sou sujeito a perder o subsídio Dado pela Segurança Social. VII Na barraca Onde vivi durante mais de duas décadas, Não podia ausentar-me dela, Senão estava sujeito a perder o PER! VIII E foi o que me aconteceu! A minha barraca foi demolida sem mais nem menos, Alegando a Câmara de Loures que eu tinha ausentado E tinha comprado Uma casa em Mercês. IX Hoje, Vivo Como um polvo Agarrado as várias redes, Sem quatro paredes Próprias, Vivendo em senhorias E sem meios Para cumprir os meus compromissos Como homem, como marido e como pai! X Vivo no silêncio, Na solidão, No meio De tanta multidão! XI A única maneira De sobrevivência Dessa criatura De Quínara, É a palavra, É a escrita, Algo que o livra E o evita Da asneira Na vida, Porque ama muito Os seus filhos! PV CITY (3ª-FEIRA- 22H35), 23 DE OUTUBRO DE 2012. MATTOS (NDO)
I O que se sonha dia após dia, é sinal da vitalidade de um ser humano. O sonho de um dia cada vez melhor, com mais amor, solidariedade, paz, justiça social no nosso mundo, em que se vê um sorriso rasgado de uma criança, pelo facto de ter um simples pão, estar com os pais, ter uma educação condigna, etc. etc... O dia vinte e três De cada mês, Era o dia em que sentia os pés Bem assentes Na terra, Porque podia proporcionar A uma criatura Um pão, Proporcionar Aos que estão ao meu redor, O amor, A educação Familiar Integral,..

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

CUTUM MADINA

I A cada esquina No bairro Cutim Madina, Deparo-me com um buraco, Há sempre um espaço oco, Onde,arduamente, Labutam os homens, mesmo sem horizonte. II No rosto das pessoas, Nada nos transparece risonho! Tudo é tristonho! Já não há mais gamboas, Porque o estado está morto E o povo está faminto! III As greves sindicais, Assolam todo o país. Tudo está paralisado, Porque nada está defindo. Os grandes estão indeferentes Às tantas Mortes, ÀS tantas Calamidades dos inocentes!!! IV Os ministros, São os maestros; Os secretários, São os larápios; Os directores , São os abutres.! V Aqui,tudo está quase podre! Acomoda-se com o compadre, Porque a própria mulher é comadre! Porque num estado de putrefacção, É inevitável a corrupção! VI O taxista, O "candongista", O carteirista, O "toca-toca" ou legalista Motorista, O pedreiro, Ou o carpinteiro, Todos estão contentes, Porque não há controlo nas fontes E os outros, estão triste!!! VII Não Têm pão, Porque não Lhes dão O que realmente Têm, Porque à custa deles, divertem Como os nobres da Idade Média, Que não Se preocupavam com o seu dia-dia. VIII Têm Bons carros, Têm Boas Casas, E bonitas Mulheres; Não Sabem Se os produtos são Caros; Têm Fartas Mesas E têm Esperanças, Porque pensam ser donos e gestores Desta Nossa Querida terra Até à sepultura!!! IX Aí minha Guiné! Continuas a ser néné! Com a tua fama, Retribuis djarama Aos que sempre te lembram E sempre te ajudam Acompanham E moram!!! X Em nome da estabilidade, Enterraste O peso; Em nome da prosperidade, Puseste Em circulação o franco forte e coeso, Que substitui os habituais milhões, Que apenas alimentavam ilusões!!! XI Percorri Ruas E ruas, Mas nada Vi E nada Encontrei; Apenas Misérias, Pelo que, copiosamente, Chorei! Chorei Devido a indeferença De tanta Pobreza, Na ignota Massa! Chorei Pelos ventres famintos, Chorei Pelos desempregados, inválidos Hirtos; Chorei pelos doentes, Pelos inocentes Com tantos Vómitos!!! ( POESIA POR CONCLUIR) CUTUM MADINA (6ª FEIRA), EM BISSAU, 22 DE AGOSTO DE 1997. MATTOS (NDO)

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

À ESPERA/EM CADA QUINTA FEIRA!

I Com a ansiedade, Cada Professor Contratado, Fica à espera Em cada quinta-feira Da sua sorte Ou da sua desdita. II A força Da esperança Que anima Cada alma, Tem sido constante Em cada semana Por cada professor, Por cada educador Nestas infelizes condições. III OH! Como é dolorida, Como é dolorosa, A vida, A desgraça, A sensação De não Colocação Na educação De Nuno Crato, Insensível, Imperturbável No seu rosto E desumano No seu trono! IV Só Deus sabe, Só Deus percebe, Só Deus entende, Só Deus compreende O sofrimento, A dor De cada docente, De cada professor, De cada educador Neste Momento Tão complicado, Tão delicado. V Tudo arrasa Já na 5ª bolsa De recrutamento, O ponto Crucial De debilidade, De fragilidade, De cada personalidade; Um ser que se sente Envolto Num manto Tão abismal, Tão inerte, Tão triste!!! VI Para todas as classes, Em todas as situações e fases, Eu tenho Uma única palavra Cheia de doçura: O SONHO! O sonho Que não nos deixa tristonho E acreditar num caminho Airoso, Radiante Que nos atira Para frente, Que nos atiça Para a esperança, Mesmo que estejamos no fosso! PV CITY(5ª FEIRA- 12H25M), 11 DE OUTUBRO DE 2012 MATTOS (NDO)

segunda-feira, 9 de abril de 2012

O CIDADÃO/NA CONDIÇÃO/ DA REJEIÇÃO

I
O ser humano
Quando chega ao abandono,
É so o dano,
Rejeitam-no
E põem-no
Num cano.

II

No meu dia
A dia,
Sinto cada vez
Mais longe,
Hoje,
Dos meus familiares,
Dos meus pares
E de todos os lares
Em todos os lugares.

III
Áquela que eu pensava
que me amava
E que era a minha diva,
É hoje, uma pura ilusão
Do meu coração,
Um pura fantasia
De quem ama em demasia!

IV

Eu queria
Amar até
Ao aproximar da minha morte,
Espalhando a alegria
Ao meu redor,
Dissipando a dor,
Semeando o amor
Com todo o primor,
Por todos
Os lados,
Por todos
Os recantos
E todos
Os postos
Onde habitam os sujeitos!

V

Hoje,
Longe
De constituir
A razão
De viver
Daquela que julgava
Amar-me,
Sou o apagão
Do coração
Que confiava
Coexistir
Com tudo
Deste mundo
No constante prazer!

VI

A cama
Onde se ama,
Já não existe
A chama
Da outra
Parte;
E agora
Só empurra,
Só afasta,
Só se rejeita,
Só se ignora,
Atira,
Acotevela,
E mais nada revela
O amor
Daquela
Donzela
Por aquele príncipe
Firme e de pé!

VII

Tudo tem o princípio
E o fim;
O início
De qualquer novela,
Exibe sempre um delfim
Que imala
O encanto,
O ímpeto
Extraordinário
Como se estivesse num oceanário.

VIII

A princesa,
A namaka
De Utiacor,
Agora,
Patenteia
A outra
Cor
Diferente
Do antigamente
e tudo se estanca!

IX

Já não me beija,
E só rejeita
Tudo o que eu quero
Dar,
Oferecer,
Porque o touro
Que eu era
Desaparecera,
E se calhar,
Vai procurar
O outro melhor
Que lhe dê mais prazer
E porventura,
Mais estabilidade
E, obviamente,
O que mais se sente
E mais felicidade
Que eu já não posso proporcionar!

PV CITY(2ª-FEIRA), 09 DE ABRIL DE 2012

MATTOS (NDO)



Atira

domingo, 8 de abril de 2012

O REJEITADO, O ABANDONADO

I

O dia de hoje,
Está bem longe
De ser um dos melhores;
É um dos piores.

II

Eu queria
Escrever
A minha alegria,
A minha tristeza,
A minha desgraça,
A minha maneira de viver!

III

Hoje,
O mundo
Está conturbado
Para mim,
Parece-me o fim
De tudo,
E eu estou perto e longe
De tudo.

IV

Eu queria
Escrever,
Mas cada vez
Que eu escrevo,
Tudo
Se torna turvo
Aos meus olhos,
Aos meus pés,
E tudo desaparece,
Tanto pelo telefone,
Como computador.

V
Páro aqui
E vou ali
Ver
Se apanho ar
Para não me entristecer,
Para não me embranquecer
E tombar!

PV CITY(DO), 08 DE ABRIL DE 2012

MATTOS (NDO )

sexta-feira, 2 de março de 2012

O SENTIDO QUE ME FOI DEFINIDO NESTE MUNDO

I

Ai, alguém
Que vem
Dali perto
De Sacavém
Como o alimento
Para a sobrevivência
Desta espécie rara
Desta terra
Como clemência
De algum pecado
Cometido,
Porventura
Neste Mundo !

II

Ontem
De Manhã,
Este homem
Encontrou o seu sonho,
O seu caminho,
O seu companheiro
Verdadeiro,
A linha
Que o conduz
Para uma nova luz,
A esperança
De ou em esmagar a desgraça
Que o definha
Dia
Após dia!

III
Oh! É assim
Que eu encontro
O que avidamente procuro
Diariamente
E constantemente:
Algo
Que me liberta
Do sufoco,
Do perigo,
Para não dizer,
Do fogo
Que me faz perder
O afinco
E o sentido,
O significado
Neste Planeta!

IV

Um portátil,
Um cantil
Do formador
Que anseia mil
E um desejos
Em contextos didácticos
E académicos!

Um portátil
Que me permite
Desabafar as minhas mágoas
Como marido,
Como pai,
Como Homem,
Como professor
E como um ser humano!

V
A escrita,
Coisa
Mais bela
E maravilhosa,
Algo idêntico
Àquele que pinta
Na tela,
Transmitindo
As suas emoções
Em todas as dimensões,
De quando
Em quando.

VI
Já mais ninguém
Me liga,
Pois sou a chaga
Que todos estão borrifando
De lado
Em lado,
Porque agora,
Nada valho,
Apesar de tanto trabalho!
Oh mister!
Que me dera
Ter
A chaleira
Repleta
Do líquido
Raro
Que todos ambicionam!

VII

Sem nenhuma palavra
De nenhuma criatura,
Vou sobrevivendo à minha maneira,
Sem carinho e candura
Da minha senhora,
Que agora,
Completamente me ignora,
Até na própria cama!
Porventura,
Já não me ama!

VIII
O portátil,
O meu canil,
O meu funil
Desde a época juvenil,
Idêntico a antiga máquina de escrever
Onde iniciei a minha arte escrever,
Com muito prazer!



PV CITY(6ª), 02 DE MARÇO DE 2012.

MATTOS (NDO)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

SACRIFÍCIO/, UM FICA-PÉ/ PARA DEIXAR O VÍCIO/ DO CAFÉ/

I

Enxaqueca,
Coisa
Tremenda,
Louca
Que arrasa
a minha vida!

II

Será
Que consigo
Parar
Quando quero?
Haverá
Algo
No escuro
Que me impeça
Marchar,
Ir para frente,
Para o lugar que mais goste
E onde haja mais justiça?

III
Dor
De cabeça
Horrível,
Que não me deixa
Trabalhar adequadamente,
Convenientemente,
Que me lixa
O vigor,
Debilitado e sem força
Para ler
E escrever!

IV
Oh!
Se todos os homens
Pudessem,
Nas suas acções,
Nas suas viagens,
Parar com os vícios
Que os atormentam
No seu dia
A dia!

V

O mundo
Seria
Uma alegria,
Uma maravilha
Onde o sol brilha
Em cada lado,
Dando mais energia
Onde cada um labuta,
Luta
Na sua liturgia
E magia,
Para afastar o mal
Abismal,
Que, cada vez mais, o afecta.

VI

Noites
E noites
Sem sono,
Noites
E noites
Em que não durmo,
Mesmo esforçando ao máximo
No meu íntimo
Como
O dono
De mim,
Mas enfim,
Sem trono!!!

VII

O sono,
A dor
Da cabeça,
As tantas preocupações,
Aflições
Que atormentam
O meu débil coração,
Me levam
Para um pântano
Idêntico as bolanhas de Utiacor,
Quando era a criança!

VIII
(1)
Nha
Djinti,
BÔ ditchang
Ami Fidju
De Nhanha
Sossegadu,
Porque imisti
Bai lundju,
Na pidi bós: Ka bó pintchang!

1- parte escrita em crioulo da Guiné-Bissau:
"
"Deixem-me!
Eu, filho
De Nhanha,
Porque eu quero
Estar sossegado, quero sossego,
Porque eu quero
Ir mais longe!
Peço-vos: Não me empurrem !

CNO,AVELAR BROTERO(ODIVELAS), 12-01-12

MATTOS (NDO)

domingo, 8 de janeiro de 2012

O SANGUE DE FARÃ MATTOS

I

Escrever,
Depois de ver
Com os nossos próprios
Olhos
O que os nossos filhos
Fazem,
Arruinando os nossos duros sacrifícios
De muitos anos,
Sobretudo vendo-os nas redes de facebook!

II

Estou triste
Vendo o mundo
Desvairado
Em que o meu filho está seguindo!
Por que mereço
Isso,
Do filhinho
Que eduquei com todo o apreço
E carinho?!

III

»Este»,
Por que partiste
E me deixaste
Tão triste ,
Sem sorte,
De pelos menos,
Sorrir
Com os filhos,
Que a este
Mundo
Deste?!

IV

Assim,
Vou indo
Neste Mundo,
Minha »Este»,
Iluminado
Com um determinado
Fim,
Mas,que infelizmente,
Vou minguando
E sofrendo
Até
A minha morte!

V

Eu já não sei
Se valerá
Ou não
A pena
Continuar a viver
A sofrer,
A ver
O meu filho
Noutro trilho,
Noutro caminho
Que não era o meu sonho,
No que nunca pensei
Nesta terra,
Não
Divina!

VI

»ESTE»,
Eu já não sei
Se estou bem
Neste »djambarém»,
Depois de tudo o que já passei
Aqui em Portugal,
Em que fui recebido de uma forma fraternal!

VII

Será preconceito
Da minha parte,
Que sou retrógrado,
Tradicionalista,
Conservador,
Atrasado
No tempo,
Em relação ao que vejo,
No comportamento
Do meu querido
Filho?

VIII

Filho de lavrador
Que hoje só tem
A dor,
Que mais nada tem,
Que nem
Um vintém
Obtém
No final de cada mês,
Nem
Um » péss»
Para ajudar
Os que lhe tinham ajudado
Nos momentos difíceis de vida!



IX

O filho de Quínara,
Só chora
Da sua querida terra,
Que o proibira
De regressar
E poder abraçar
Àqueles que tanto amara!

X

Quem me dera
Voltar
À Quínara,
A terra
Que me vira
Nascer,
Pouco crescer
E, depois, vagabundear
Por todo o território
Pátrio!

XI

»Este»,
Este
Homem
Chora
Por desdém
Como criatura
Que sonhara
Ser alguém
E o que hoje
É e está longe
Da sua querida gente!

XII

»Este»,
É
Este
O orgulho
De um filho
Que sonhava no trabalho,
O seu trilho,
Onde pode e poderia
Encontrar o brilho,
E, consequentemente,
A alegria
Na sua família?!

XIII

A família,
A magia
Onde se vivia
Com a harmonia,
Esta palavra
Tornou-se uma fantasia,
Uma quimera,
Uma reminiscência
Da infância,
Da adolescência,
Não da juventude
Ou desta idade!

XIV

Os desencontros,
Por causa dos apuros
Nos centros
Daqueles que juntaram os trapos,
Que juntaram os panos
Como esposa e marido,
Para serem felizes
Neste mundo,
Apesar das crises
Constantes
Presentes
Em todos os continentes,
São as razões da minha infelicidade?

XV

Não mereço
A felicidade,
Como qualquer
Ser,
Dividade,
Neste Universo,
tanto emocional,
Familiar,
Profissional,
Como social?

PV CITY -SEGUNDA-FEIRA, 01H15M -, 09 DE JANEIRO DE 2012.


MATTOS(NDO)