terça-feira, 20 de novembro de 2012
DEIXADO SOLTO E ABANDONADO
I
Neste mundo,
Há de tudo:
Os rejeitados,
Os acolhidos,
Os protegidos,
Os adorados,etc.
II
Eu pertenço
Ao grupo
Dos primeiros,
Aqueles que não têm laço
Com nenhum tempo,
Com nenhum espaço,
Aqueles que não têm póros.
III
O tempo
E o espaço
Cimentam-me,
Fortaleçam-me
Como cal,
Como pedra
Para não perecer,
Para não morrer
Tão cedo
Neste mundo,
Embora
A alegria de viver
Já tenha dissap+ado
Há já muito tempo
NÃO ME DEEM O DINHEIRO SUJO!
I
Senhor Deus,
Criador
Do Céu
E da Terra,
Dê-me
Coragem
E força
Para enfrentar
As dificuldades
Deste Mundo.
II
Apesar
Das dificuldades,
Não quero
Que me dêem
Dinheiro
Sujo;
Nada
Que tenha
A ver
Com o so9frimento
De alguém!
III
20, 10 Euros!
Donde
Vieiram,
Meu querido filho?!
V
Quero ajuda,
Mas uma ajuda
De forma
Mais honesta, mais digna
E mais limpa...!
Deus Criador,
Quero o amor
E não a dor
A meu redor...!
PV. CITY( DOMINGO,19H30MINUTOS), 18 DE NOVEMBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
O MUNDO IRISÓRIO
I
Fechado
Num quarto,
Absorto
Em pensamentos
Sem fim...
II
Um professor
Que o Ministério
De Educação
Deixou fora
Do sistema
E sem meios
De subsistência...!
III
O edjucador
Sem a cor
Nem o teor
Para pôr
O seu saber
Ao redor
Ao seu sabor.
IV
A tristeza apodera-se
Da minha face,
Do meu ser,
Da minha pessoa,
Porque não tenho
Nada para dar,
Do meu grande sonho.
V
Todos já falam mal
De mim
E o o " Mouro"
Informou-me que existe uma mulher
Que fala mal de mim,
Que nme odeia e me deseja mal...
VI
Já não tenho mais ninguém
Para confiar o meu segredo,
Numa palavra, mais ninguém
Para desabafar...
VII
Estamos endividados até aos dentes. Estamos a dever à D. Nabia(Emília Fernandes)a importância de 600 Euros! Eu, pessoalmente, estou a dever-lhe cerca de duzentos euros, resultantes do tratamento do Toninho no "Djambacós" Teresa.
E já nada temos para comer, nem para beber...
Como dever ser em casa!
Sou acusado de não honrar os meus compromissos, isto é, de não pagar ou não gostar de pagar as minhas dívidas.
A minha mulher é autora dessa acusação.
Disse que não paguei nada com os 500 Euros que me entregou para pagar as dívidas( do seu vencimento do mês de Outubro do ano em curso).
Mas, eu pessoalmente, seri que paguei o que me foi possível, pois, receio ficar sem um único cêntimo para fazer face às despesas correntes da casa, para comprar fosse o que fosse. Tento racionalizar o dinheiro para não passar humilhação e não ter nada para as minhas duas filhinhas!
Não estando a trabalhar, tento canalizar o talento e raconalizar o tempo que tenho disponível .
Acordar, levar a Kelcy ( a minha pequena)para o Jardim de Infância e depois ir correr, marchar, caminhar durante uma hora e vinte minutos.
Quando mais ninguém nos quer, temos que interessarmo-nos por nós próprios.
O meu filho António já não dorme, nem come em casa! Estou deveras preocupado com o meu querido filho_! Senhor Deus, acuda-me nestes momentos tão dolorosos!
PV. City( terça -feira, 18h30 minutos), 20 de NOVEMBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
O SUOR/PELO AMOR/ AOS QUE ESTÃO AO MEU REDOR/
I
Embarco
Num barco
Para fugir o cerco
Daqueles que eu critico,
Daqueles que eu detesto
E demonstro o meu protesto.
II
Por amor
Aos que estão ao meu redor,
Consinto o suor
Com todo o vigor,
De tudo o que vem
Do meu interior
Como homem,
Com uma certa coragem
E com um certo pudor.
III
A minha luta
Só termina
Quando nada mais
Tenho a dar,
Quando nada mais
Posso respirar,
Quando nada mais
Tenho a oferecer,
Isto é,
Quando morrer.
PV CITY, 28 DE JUNHO DE 2012.
MATTOS (NDO)
O DESEMPREGO/ APESAQR DE SER UM CASTIGO/, É UM UM FÔLEGO
I
A cada passo
Falso
E crasso,
Uma queda
Em peso.
II
Os desafios,
Os sacrifícios
Consentidos
Ao longo dos anos,
Permitiram
Á minha pessoa
Em Lisboa,
Uma coisa boa:
A consciência
Das minhas fraquezas
E das minhas forças!
III
Com elas,
Vou andando,
Vou vivendo
Como "Ndo",
Porque são estrelas
Que iluminam
O caminho
Do meu sonho.
IV
O sonho
De ver
O meu ninho
Feliz,
Em qualquer país,
Antes de morrer!
PV CITY(5ª-FEIRA-RESTAURANTE "IMPÉRIO DO CRSITAL"), 25 DE OUTUBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
sábado, 3 de novembro de 2012
DE PAU/EM PAU/, A MINHA GUINÉ-BISSAU!/
I
Ó fundador da nacionalidade,
Vinde
Ao nosso socorro,
Porque o país
Está sempre em choro!
Acuda à nossa grande
Dor!
A desgraça
Que cada vez mais,
Ameaça
O nosso país!
II
Ó Amilcar Cabral,
O teu sonho
Transformou-se
Numa guerra inetstinal,
Em interesse mesquinho;
Transformou-se
Em batalha campal,
Em vez de servir
As principais aspirações
Das populações
Actuais e das que hão-de vir!
III
Ó Amilcar Cabral,
Os gatilhos
Premidos
Pelos nossos filhos
Queridos,
Nas matas da Guiné-Bissau,
Para a libertação
Total
Da nossa nação
Sob o jugo colonial,
Não surtiram os efeitos,
Não nos deixaram satisfeitos!!!
IV
As armas
Daqueles que estão no trono,
Continuam a perpetuar lágrimas
Do seu(nosso)povo
E assim, continua escravo
Do seu próprio destino!!!!
V
São golpes
E golpes
Dos galopes,
D,equipes,
D,outras estirpes!
VI
São ceifadas
Vidas
De inocentes vítimas
Pelas armas
Anónimas
Daquelas almas
Que criam traumas,
Que lançam chamas
Que lançam trevas e brumas
Sobre o nosso povo,
Que tinha e tem grande objectivo:
A paz,
A liberdade,
A democracia,
A justiça,
O progresso,
A prosperidade
E a felicidade!
VII
Ó Cabral,
Afinal,
Era esse o sinal
Do seu desaparecimento fatal,
Ainda na época colonial?!
VIII
Quem pode ou poderá
Investir na nossa terra
Com a permanente/constante
Instabilidade política?
IX
Os projetos
São deitados por terra
Por falta de confiança
Política
Desde à época (de ) noventa!
X
Agora,
os`"intocáveis"
São impuníveis,
Fazem
E desfazem,
Porque a terra
Lhes pertence
Ou é a pertença exclusiva deles
E ninguém lhes faz
Face.
X
Os militares
Estão nos altares,
Estão nos lugares
Conferidos pelos poderes
Parlamentares,
Numa palavra, pelos eleitores?
XI
A Guiné
Estará eternamente
Condenada,
Governada
E perdida
Nas malhas da guerra,
Nas malhas da morte
Da sua população,
De cada cidadão,
Nas mãos desses "joguetes",
Desses ignorantes
Que recusam submeter-se
Ao poder civil
E de forma vil,
A exibir-se?!
XII
Ó Cabral,
Faça com que a sua voz
Seja ainda
Ouvida,
Respeitada
E recordada
Por cada um de nós
A nível nacional
E também a nível ineternacional,
Pelo respeito
Ao direito
Fundamental
E integral
Da pessoa humana na sua Pátria!
XIII
"Nha mantenha" (1)
Para àqueles que têm vergonha
Na cara
E não para os que perpetuam
Os malifícios
Da guerra;
Não para os que nos seus comícios
Enchem a palavra "povo"!
A esses, não louvo!
Condeno,
Recrimino
Veemente
E intensamente!
XIV
O que faço,
O que rezo
Em cada dia,
É que Deus tenha misericórdia
Do meu povo;
Que a palavra
Esperança
Permaneça
E cresça
Na nossa terra
E na mente de cada cada guineense
Apesar da crise!
1. Os meus cumprimentos, os meus abraços.
LOJA DO CIDADÃO(ODIVELAS PARQUE-4ª-FEIRA), 31 DE OUTUBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
INSTALADO/DO/LADO/ERRADO/
I
Posicionado,
Instalado
Do lado
Errado,
o Sr. Ndo,
Vai reflectindo,
Vai procurando
Sair desse meandro,
Para o outro
Mundo.
A dúvida
Na vida,
É quando
O nosso fado
Se posiciona
De um lado
Considerado
Errado,
Segundo
A nossa perspectiva,
A prova
Do que nos destina!
III
Quem estará
Errado?
O meu filho
Ou eu?
Será
A sociedade
Onde estamos inseridos?
Estará
Em guerra,
Em conflito,
A perspectiva geracional?
Os valores
Em choque?
IV
A crise
Instalou-se
E o homem desnorteou-se
Perante
Tanta
Gente,
Porque o seu mundo
Desvaneceu-se
E está totalmente
Perdido!
V
O seu filho
Não se encontra
Na cátedra
Que se deslumbra
Na sombra
Que se procura!
VI
Noites
E noites,
O seu leito
Está descoberto
E apenas coberto
Com calças,
Camisas
E outras coisas!
VII
A Deus,
Peço
Perdão
Pelos meus
Pecados,
Pelos pecados
Cometidos
Neste mundo
E ao meu filho querido,
Por não ter podido
Proporcionar-lhe tudo,
Sobretudo,
O mais adequado
E possível deste mundo!
VIII
Todas as noites
Os meus olhos
Estão muito tristes,
Por filhos
Que não eduquei
Convenienetemente;
Por nada que não lhes dei;
Nada da minha parte
E assim, neste mundo, não tiveram sorte!
IX
Não posso sorrir
Como os outros pais
Deste país,
Nem tão pouco posso fugir
A ( minha)responsabilidade
Da(de)paternidade.
X
Eu sofro
Pelo meu suspiro
Quotidiano,
Pelo sono
Desencontrado,
O quão desejado
E ambicionado
Neste mundo!
XI
O meu filho
Não dorme,
O meu filho
Não come
Em casa!
Não tem trabalho,
Não estuda
E por aí anda!
Não descansa
Nem um único dia,
À razão da minha melancolia,
Da tristeza
Que me arrasa!
XII
Em que mundo
Se meteu
O meu querido
Menino?!
Em que estrado
Se bateu
E a mim
Me comprometeu,
Podendo provocar,
Causar
O meu fim?!
XIII
O que faz
O meu querido rapaz
Em cada rua
De Lisboa?!
Tudo isso, me mingua,
Me magoa
Diariamente
E principalmente,
Em cada noite!
XIV
Durante
O dia,
Dorme
Como um verme
E levanta-se à noite,
Para a paródia,
Que só termina
Com o raiar do sol!!!
XV
Que pai
Pode estar
Sossegado,
Tranquilo
Quando o filho sai
E sem voltar,
Senão quando
Os outros estão-se a levantar
Para irem estudar,
Para irem trabalhar
E batalhar
Para um futuro
Melhor e mais seguro?!
Como pode ter consolo?!
XVI
Pai
Celestial,
Tu que és bestial,
Façai
Com que o meu filho
Volte
Para casa!
XVII
Pai
Celestial,
Tu que és bestial,
Façai
Com que a sua cabeça
Se lembre
Do seu casebre!
XVIII
Pai
Celestial,
Tu que és bestial,
Façai
Com que o meu filho
Volte
Para o seio familar!
XIX
Pai
Celestial,
Tu que és bestial,
Rogai
Para que o meu filho
Encontre
O caminho
Do seu sonho
E que tenha saúde
E felicidade!
XX
Pai
Celestial,
Tu que és bestial,
Façai
Com que todos os filhos do mundo
Voltem
As casas
Dos seus pais,
A fim de encontarem o amor
E a paz do espírito !!!
PV CITY(SÁBADO ,3H50), 03 DE NOVEMBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
VOLVIDOS/PASSADOS/DEZASSEIS ANOS/ EM PLENOS/ SONOS/
I
Mãe “ESTE”,
Foi assim
Que partiste
E deixaste
Sem mais palavras
As tuas criaturas!
Foi o fim
De tudo
Que criaste
Neste Mundo.
II
E eu
Suportei,
Aguentei
O peso
Do teu
Excesso
Neste
Mundo,
Que eu
Apelido
De “ESTE”.
III
O choro
Da tua partida
Foi um coro
Em mais de uma década.
IV
Uma década
De sofrimento,
De pranto,
De susto
Em susto,
Por cada
Partida
Que a vida
Foi pregando
Ao teu ” Ndo “,
Querido
E amado
E aos teus filhos,
Que também seguiram os mesmos trilhos.
V
“ESTE”,
Apesar de tanto
Tempo
No espaço,
No meu peito,
Continua o meu afeto,
O mesmo laço
Afetivo,
Continuando com o mesmo objetivo,
Com a visão no mesmo campo.
VI
“ESTE”,
A mim,
Deixaste
A missão
De continuar
A amar,
A educar
Os nossos filhos,
Com os mesmos conselhos
E sempre te
Disse, sim,
Minha “ESTE”:
Comprometo-me
Em meu nome.
VII
Hoje,
Bem longe
Disso,
Nada se verifica,
Nada fica
Do que te
Prometi,
Pois, fracassei,
Pois, falhei.
E hoje,
Estou no fosso,
No lodo,
Estou totalmente
Fracassado,
Sempre desempregado,
Porque não sou de quadro,
Não sou de Setembro.
IX
Ma, “ESTE”,
Só TE
Prometo
Continuar a ter fé,
Enquanto tiver saúde,
Fazendo finca-pé,
Com a esperança,
Força
No mesmo projeto.
X
“ESTE”,
Continue a alimentar,
A iluminar,
A ensinar,
A mostrar
O caminho
Mais certo:
O sonho
Da vida
Regrada,
Sobretudo
Do teu querido
Toninho.
PV CITY (5ª FEIRA- 10H20M), 20 DE SETEMBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
O HOMEM/ E A SUA ORIGEM/
O HOMEM
E A SUA ORIGEM
I
Muitas das vezes,
Algumas das pessoas,
Não sabem
As suas origens;
Não sabem
Donde descendem.
II
Mas lutam
Por elas próprias
Para conseguirem
As suas próprias imagens;
E, a partir delas,
Constituírem os seus impérios,
As suas origens,
As suas imagens,
Numa só palavra,
As suas raízes.
III
Outras,
Com histórias,
Com descendências,
Com referências
E deixam andar,
Isto é, estão-se nas tintas;
Não querem saber de nada,
Porque repousam em boas tendas;
São cobertas com boas mantas;
Não se esforçam,
Não lutam,
Não se empenham,
Porque ainda têm o esteio,
Ainda têm o suporte.
IV
No entanto,
Segundo a minha conceção de vida,
Essas pessoas deveriam esforçar-se
Ainda para preservarem a tradição,
Para manterem o seu próprio nome.
V
Khalifane,
Aquele que pensa
No dia de “fane”(1),
No amanhã
Que se sonha
Onde tudo se repousa.
VI
Com os pés
Bem assentes
Na terra,
Seja uma criatura
Simples e humilde,
Um ser com uma certa personalidade.
VII
Ó Khalifane,
Pensa no “fane”,
Aquele que te dignifique,
No amanhã,
Para não passar
Vergonha,
Para não passar
Humilhação,
Para não passar
Vexame,
Pelo grande nome
De Matos,
De Mengo,
Respetivamente,
Grande lavrador/grande agricultor
E grande comerciante.
Portanto,
Confie nas tuas forças,
Para venceres as tuas fraquezas.
VIII
Ó Docudjune,
Ó Khalifane,
Ó Timanane,
Ó Mattos,
Ó Mengo,
Quero que cada um de vós
Ilumine
O pequeno Khalifane.
MÊS(MERCADO DE ENCARNAÇÃO SUL- SÁBADO) 18 DE MARÇO DE 2006.
MATTOS (NDO)
GICONDA/ É MUITO LINDA/
GIOCONDA
É MUITO LINDA
I
Vários adjetivos para caraterizar
Esta senhora:
- Linda,
-Bonita,
-Formosa,
-Charmosa,
Esplêndida.
II
Descrevê-la
Por palavras,
É muito arriscado,
Pois, poderemos
Cair no frívolo,
No dolo,
No caricato
E sermos
Apelidados
D e plagiadores.
III
Assumo a responsabilidade,
Todas as consequências
Pelo plágio,
Quase que uma ofensa .
IV
Esta é uma forma de expressar
Os meus sentimentos,
Os meus pensamentos
Em relação a arte.
V
A barba
Branca,
O cabelo branco
Foram substituídos
Por uma barba
De um imberbe,
O cabelo e a barba
Pintados
A preto
Para agradar os que suave
E duramente me criticaram.
VI
A arte
É a minha paixão,
O fervor
Do meu coração.
Hoje, bem cedo, acordei por volta das quatros horas da madrugada e fui devorar , falar a natureza, um outro interlocutor meu neste momento.
Nesse devaneio, nesse passeio, vieram bastantes ideias geniais como, por exemplo , um título,” A EXPLOSÃO DO MEU CORAÇÃO””, “A CAMA AMOLECE O MEU CORPO, ENTOPE A MINHA ALMA, DEGENERA A MINHA MENTE “.
Por que tanta degeneração desse cidadão, um imigrante que sente a pulsação , o sangue que circula nas veias.
Livrei-me da barba branca, do cabelo branco, pois, corte o cabelo na barbearia Justin, no Centro Comercial de Sacavém – pagando sete euros( mais um euro gorjeta).
~Esta é a verdadeira história deste homem ,que , neste momento vive miseravelmente aqui em Lisboa.
O João Baticã (Albino Baticã ) Ferreira, despediu-se de nós ! Um grande humanista que, durante a sua vida, só soube zelar pelas pessoas, pelos seus semelhantes!” Deus chamou-o perto de si, porque precisa dele mais do que nós aqui na terra!
PRIOR VELHO( DOMINGO, 16H E QUARENTA E SEIS MINUTOS)) 11 DE SETEMBRO DE 2011
FERNANDO MATOS FERREIRA
O QUE ME RESTA/ DESTA/ VIDA MADRASTA?!
I
As palavras para pronunciar,
As situações para presenciar,
A tudo, renuncio
E abraço
O sacrifício
Com esforço,
Porque nunca fui do ócio,
Mesmo quando sinto um vazio
No meu próprio
Meio!
II
“Bantumbi”(1),
Ainda não percebi
As razões por que nunca mais subi!!!
III
Eu não me interrogo,
Porque não sigo
Normalmente como os outros.
Será que só oiço
Os vossos berros,
E não oiço
A vossa voz,
Senão à sorte atroz
Que me está condenando
Diante de todo
O mundo? !!!
IV
Diante dos meus subordinados,
Estou a ser crucificado,
Porque todos
Estão informados
Do meu atual estado:
Um autêntico farrapo
Neste real, concreto
E exato
Tempo.
V
Seguir-se-ão
Os meus próprios filhos!!!
Porventura, deixarão
De ouvir os meus conselhos,
Porque mais nada valho,
Porque já não tenho trabalho,
Já não tenho emprego
E, consequentemente, nem um amigo!
VI
Neste momento,
O que devo fazer
Para merecer,
(Sobretudo) Pelo menos, respeito??!!
1. MINHA GERAÇÃO
LISBOA, 01 DE JULHO DE 2001.
MATTOS (NDO)
MATTOS (NDO)
MATTOS (NDO)
A ADUBAÇÃO DA MENTE
I
A força
E a inspiração
De cada criança,
Pode provir da sua educação,
Do meio ambiente onde se cresça.
II
É necessário
Levar a sério
A sua educação,
A sua formação
Para que se desenvolva e cresça
Com a esperança
De um mundo melhor
E com muito amor.
III
Tudo depende
Do meio famíliar,
Da sociedade,
Da envolvência
De cada membro
Na formação
E constituição
Salutar
E humano
Do seu cérebro.
IV
As palavras
Não são actos,
Não são acções,
Mas constituem ferramentas,
"Lavras"
Fundamentais
Para atingir metas
Concretas
Para a humanização
E a socialização
Dos seres humanos,
Ainda que seja díspares
Os costumes,,
As culturas,
As civilizações,
Há sempre um denominador comum:
O senso do bem e do mal,
~Do justo e do injusto,
Da morte
E da salvação.
V
É fundamental
O diálogo
Para manter
E ter
Sempre um amigo
Presente,
Seja em que parte.
VI
O egoismo
Aniquila o amor ao próximo;
Enferma
O amor,
Dízima
O amor;
Fomenta
A dor
E, consequentemente,
O ódio,
A vigança
E a guerra.
VII
A ideia
Da partilha,
Da solidariedade,
Deve ser incutida
Nos pequenos
Desde a tenra idade.
VIII
Nos nossos dias,
Devemos fomentar bonanças
Por outras vias,
Sobretudo ideias
Constantes de esperanças,
Em vez de "guerrermos" em porfias
Inúteis que nos conduzem às matanças,
Sobretudo com as notícias
De crises económicas e financeiras em todas as praças,
Que entopem diariamente as nossas cabeças.
PV CITY (4ª FEIRA- 12HOO), 24 DE OUTUBRO DE 2012.
MATTOS(NDO)
A DESILUSÃO/ LEVA-NOS A ATIRAR A TOALHA AO CHÃO/
I
A fronte
Defronte,
Se veste
De elefante,
Para estar presente
Num banquente
Dos que não têm fonte.
II
Imbuído
Do espírito
Combativo,
Pelo objectivo
Previamente traçado,
Cada criatura
Procura
Com honra,
O alicerce
Do futuro
Face
Ao complexo e duro
Momento
Em cada rosto.
III
Chegado
Ao momento
De luto
Em cada posto
De trabalho,
Cada filho acata o conselho
Do velho,
Pela sua experiência
E vivência.
IV
Agarrar
Com unhas
E dentes
Cada oportunidade
Que nos aparece,
Que nos oferece,
Para mais tarde remar
À outras(para) linhas
Longínquas e distantes,
Com "ombredade"
E dignidade.
V
Aos jovens,
Exorto
A coragem
Para a prendizagem
Em todas as margens
E paragens!
VI
Aos da meia idade,
Exorto
A determinação e firmeza,
De nunca perderem a vontade,
A esperança
E continuarem a ensinar
E a iluminar
Os mais novos,
A fim de atingirem os seus objectivos!
VII
A desulusão
Compromete
A missão
De cada ser vivente
Na prossecução
De cada finalidade;
Impede,
Obviamente,
A marcha triunfante.
VIII
A mente
Humana
É brilhante!
O importante
É canalizá-la
Para fins úteis
Que sirvam os interesses básicos
Da pessoa humana;
Orientá-la
Para as acções visíveis,
Banindo os tratos iníquos e cínicos,
Como a tortura,
A ditadura,
A guerra,
Defendendo a justiça,a paz
A harmonia e a alegria
Em tudo o que se faz,
Dia,
Apos dia!
IX
A emigração
Não é a solução,
Mas sim a desilusão
Que pode levar-nos a atirar a toalha ao chão;
E para que isso não aconteça,
A única esperança
É abraçar a emigração,
Porque(visto que) a nossa Nação
Não pode dar à educação,`
Não pode dar à habitação
A cada digno cidadão.
PV CITY (6ª-FEIRA- 11H00), 19 DE oUTUBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
terça-feira, 23 de outubro de 2012
inglês
espanhol
ONCE
PRISONER ...
I
There are times
Already remote
In the fields
Vast,
Among the pasture
And the repast,
A young
Man
Between ignorance
And the innocence
From childhood,
It was believed in the goodness,
Far from thinking of the evil,
Rather,
Do not even think about what this word meant,
For only thought in joy
Each day.
II
Today
Far
This space
Far away,
That was very radiant,
Became withered,
Almost lame
And without tacho
For your nest
Almost definho.
III
O destination
So evil
This boy
African!
By that leads into the swamp
Without at least a nod?!
IV
In Europe
There was a troop,
But climbing
Each ramp
As anyone who has a soup
Only through a magnifying glass!
V
I sit and write
What I think I should
Do,
What should I
Write
Gladly
For every being,
In order to get to know me
While living.
VI
Once,
I was a prisoner
Tent;
Now,
I'ma prisoner
The county
For unemployed
I am obliged
The present myself weekly
In the Parish
From my area,
Otherwise I'm liable to lose the subsidy
Given by Social Security.
VII
In the tent
Where I lived for more than two decades,
I could not leave her
But was subject to losing PER!
VIII
And that's what happened to me!
My tent was demolished without warning,
Claiming the Board of Loures I had absented
And had bought
A home in Merces.
IX
Today
Live
Like an octopus
Grabbed the various networks,
Without four walls
Own,
Living in lordships
And without means
To fulfill my commitments
As a man, as a husband and as a father!
X
Live in silence,
In solitude
Between
Much of the crowd!
XI
The only way
Survival
This creature
From Quinara,
It is the word,
It is written,
Something that frees
And avoids
's Blunder
In life,
Because much love
Their children!
PV CITY (3rd MONDAY-22H35), OCTOBER 23, 2012.
MATTOS (NDO)
OUTRORA /PRISIONEIRO/DA BARRACA/, AGORA/, PRISIONEIRO/ DA COMARCA/!/
OUTRORA
PRISIONEIRO…
I
Há tempos
Já remotos,
Nos campos
Vastos,
Entre o pasto
E o repasto,
Um jovem
Homem
Entre a ignorância
E a inocência
Da infância,
Acreditava-se na bondade,
Longe de pensar na maldade,
Melhor dito,
Nem sequer pensar no que esta palavra significaria,
Pois, só se pensava na alegria
De cada dia.
II
Hoje,
Bem longe
Desse espaço
Bem distante,
Que era muito radiante,
Tornou-se murcho,
Quase coxo
E sem tacho
Para o seu ninho
Quase definho.
III
Ó destino
Tão maligno
Deste menino
Africano !
Por que o leva para o pântano
Sem, pelo menos um aceno?!
IV
Na Europa,
Não foi a tropa,
Mas trepa
Cada rampa
Como quem tem uma sopa
Apenas por uma lupa!
V
Sento-me e escrevo
O que o que eu acho que devo
Fazer,
O que devo
Escrever
Com prazer
Para cada ser,
A fim de me conhecer
Enquanto viver.
VI
Outrora,
Fui prisioneiro
Da barraca;
Agora,
Sou prisioneiro
Da Comarca,
Pois, desempregado,
Sou obrigado
A apresentar-me semanalmente
Na Junta de Freguesia
Da minha área de residência,
Senão sou sujeito a perder o subsídio
Dado pela Segurança Social.
VII
Na barraca
Onde vivi durante mais de duas décadas,
Não podia ausentar-me dela,
Senão estava sujeito a perder o PER!
VIII
E foi o que me aconteceu!
A minha barraca foi demolida sem mais nem menos,
Alegando a Câmara de Loures que eu tinha ausentado
E tinha comprado
Uma casa em Mercês.
IX
Hoje,
Vivo
Como um polvo
Agarrado as várias redes,
Sem quatro paredes
Próprias,
Vivendo em senhorias
E sem meios
Para cumprir os meus compromissos
Como homem, como marido e como pai!
X
Vivo no silêncio,
Na solidão,
No meio
De tanta multidão!
XI
A única maneira
De sobrevivência
Dessa criatura
De Quínara,
É a palavra,
É a escrita,
Algo que o livra
E o evita
Da asneira
Na vida,
Porque ama muito
Os seus filhos!
PV CITY (3ª-FEIRA- 22H35), 23 DE OUTUBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
I
O que se sonha dia após dia, é sinal da vitalidade de um ser humano. O sonho de um dia cada vez melhor, com mais amor, solidariedade, paz, justiça social no nosso mundo, em que se vê um sorriso rasgado de uma criança, pelo facto de ter um simples pão, estar com os pais, ter uma educação condigna, etc. etc...
O dia vinte e três
De cada mês,
Era o dia em que sentia os pés
Bem assentes
Na terra,
Porque podia proporcionar
A uma criatura
Um pão,
Proporcionar
Aos que estão ao meu redor,
O amor,
A educação
Familiar
Integral,..
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
CUTUM MADINA
I
A cada esquina
No bairro Cutim Madina,
Deparo-me com um buraco,
Há sempre um espaço oco,
Onde,arduamente,
Labutam os homens, mesmo sem horizonte.
II
No rosto das pessoas,
Nada nos transparece risonho!
Tudo é tristonho!
Já não há mais gamboas,
Porque o estado está morto
E o povo está faminto!
III
As greves sindicais,
Assolam todo o país.
Tudo está paralisado,
Porque nada está defindo.
Os grandes estão indeferentes
Às tantas
Mortes,
ÀS tantas
Calamidades dos inocentes!!!
IV
Os ministros,
São os maestros;
Os secretários,
São os larápios;
Os directores ,
São os abutres.!
V
Aqui,tudo está quase podre!
Acomoda-se com o compadre,
Porque a própria mulher é comadre!
Porque num estado de putrefacção,
É inevitável a corrupção!
VI
O taxista,
O "candongista",
O carteirista,
O "toca-toca" ou legalista
Motorista,
O pedreiro,
Ou o carpinteiro,
Todos estão contentes,
Porque não há controlo nas fontes
E os outros, estão triste!!!
VII
Não
Têm pão,
Porque não
Lhes dão
O que realmente
Têm,
Porque à custa deles, divertem
Como os nobres da Idade Média,
Que não
Se preocupavam com o seu dia-dia.
VIII
Têm
Bons carros,
Têm
Boas
Casas,
E bonitas
Mulheres;
Não
Sabem
Se os produtos são
Caros;
Têm
Fartas
Mesas
E têm
Esperanças,
Porque pensam ser donos e gestores
Desta
Nossa
Querida terra
Até à sepultura!!!
IX
Aí minha Guiné!
Continuas a ser néné!
Com a tua fama,
Retribuis djarama
Aos que sempre te lembram
E sempre te ajudam
Acompanham
E moram!!!
X
Em nome da estabilidade,
Enterraste
O peso;
Em nome da prosperidade,
Puseste
Em circulação o franco forte e coeso,
Que substitui os habituais milhões,
Que apenas alimentavam ilusões!!!
XI
Percorri
Ruas
E ruas,
Mas nada
Vi
E nada
Encontrei;
Apenas
Misérias,
Pelo que, copiosamente,
Chorei!
Chorei
Devido a indeferença
De tanta
Pobreza,
Na ignota
Massa!
Chorei
Pelos ventres famintos,
Chorei
Pelos desempregados,
inválidos
Hirtos;
Chorei pelos doentes,
Pelos inocentes
Com tantos
Vómitos!!!
( POESIA POR CONCLUIR)
CUTUM MADINA (6ª FEIRA), EM BISSAU, 22 DE AGOSTO DE 1997.
MATTOS (NDO)
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
À ESPERA/EM CADA QUINTA FEIRA!
I
Com a ansiedade,
Cada Professor
Contratado,
Fica à espera
Em cada quinta-feira
Da sua sorte
Ou da sua desdita.
II
A força
Da esperança
Que anima
Cada alma,
Tem sido constante
Em cada semana
Por cada professor,
Por cada educador
Nestas infelizes condições.
III
OH! Como é dolorida,
Como é dolorosa,
A vida,
A desgraça,
A sensação
De não
Colocação
Na educação
De Nuno Crato,
Insensível,
Imperturbável
No seu rosto
E desumano
No seu trono!
IV
Só Deus sabe,
Só Deus percebe,
Só Deus entende,
Só Deus compreende
O sofrimento,
A dor
De cada docente,
De cada professor,
De cada educador
Neste
Momento
Tão complicado,
Tão delicado.
V
Tudo arrasa
Já na 5ª bolsa
De recrutamento,
O ponto
Crucial
De debilidade,
De fragilidade,
De cada personalidade;
Um ser que se sente
Envolto
Num manto
Tão abismal,
Tão inerte,
Tão triste!!!
VI
Para todas as classes,
Em todas as situações e fases,
Eu tenho
Uma única palavra
Cheia de doçura:
O SONHO!
O sonho
Que não nos deixa tristonho
E acreditar num caminho
Airoso,
Radiante
Que nos atira
Para frente,
Que nos atiça
Para a esperança,
Mesmo que estejamos no fosso!
PV CITY(5ª FEIRA- 12H25M), 11 DE OUTUBRO DE 2012
MATTOS (NDO)
segunda-feira, 9 de abril de 2012
O CIDADÃO/NA CONDIÇÃO/ DA REJEIÇÃO
I
O ser humano
Quando chega ao abandono,
É so o dano,
Rejeitam-no
E põem-no
Num cano.
II
No meu dia
A dia,
Sinto cada vez
Mais longe,
Hoje,
Dos meus familiares,
Dos meus pares
E de todos os lares
Em todos os lugares.
III
Áquela que eu pensava
que me amava
E que era a minha diva,
É hoje, uma pura ilusão
Do meu coração,
Um pura fantasia
De quem ama em demasia!
IV
Eu queria
Amar até
Ao aproximar da minha morte,
Espalhando a alegria
Ao meu redor,
Dissipando a dor,
Semeando o amor
Com todo o primor,
Por todos
Os lados,
Por todos
Os recantos
E todos
Os postos
Onde habitam os sujeitos!
V
Hoje,
Longe
De constituir
A razão
De viver
Daquela que julgava
Amar-me,
Sou o apagão
Do coração
Que confiava
Coexistir
Com tudo
Deste mundo
No constante prazer!
VI
A cama
Onde se ama,
Já não existe
A chama
Da outra
Parte;
E agora
Só empurra,
Só afasta,
Só se rejeita,
Só se ignora,
Atira,
Acotevela,
E mais nada revela
O amor
Daquela
Donzela
Por aquele príncipe
Firme e de pé!
VII
Tudo tem o princípio
E o fim;
O início
De qualquer novela,
Exibe sempre um delfim
Que imala
O encanto,
O ímpeto
Extraordinário
Como se estivesse num oceanário.
VIII
A princesa,
A namaka
De Utiacor,
Agora,
Patenteia
A outra
Cor
Diferente
Do antigamente
e tudo se estanca!
IX
Já não me beija,
E só rejeita
Tudo o que eu quero
Dar,
Oferecer,
Porque o touro
Que eu era
Desaparecera,
E se calhar,
Vai procurar
O outro melhor
Que lhe dê mais prazer
E porventura,
Mais estabilidade
E, obviamente,
O que mais se sente
E mais felicidade
Que eu já não posso proporcionar!
PV CITY(2ª-FEIRA), 09 DE ABRIL DE 2012
MATTOS (NDO)
Atira
O ser humano
Quando chega ao abandono,
É so o dano,
Rejeitam-no
E põem-no
Num cano.
II
No meu dia
A dia,
Sinto cada vez
Mais longe,
Hoje,
Dos meus familiares,
Dos meus pares
E de todos os lares
Em todos os lugares.
III
Áquela que eu pensava
que me amava
E que era a minha diva,
É hoje, uma pura ilusão
Do meu coração,
Um pura fantasia
De quem ama em demasia!
IV
Eu queria
Amar até
Ao aproximar da minha morte,
Espalhando a alegria
Ao meu redor,
Dissipando a dor,
Semeando o amor
Com todo o primor,
Por todos
Os lados,
Por todos
Os recantos
E todos
Os postos
Onde habitam os sujeitos!
V
Hoje,
Longe
De constituir
A razão
De viver
Daquela que julgava
Amar-me,
Sou o apagão
Do coração
Que confiava
Coexistir
Com tudo
Deste mundo
No constante prazer!
VI
A cama
Onde se ama,
Já não existe
A chama
Da outra
Parte;
E agora
Só empurra,
Só afasta,
Só se rejeita,
Só se ignora,
Atira,
Acotevela,
E mais nada revela
O amor
Daquela
Donzela
Por aquele príncipe
Firme e de pé!
VII
Tudo tem o princípio
E o fim;
O início
De qualquer novela,
Exibe sempre um delfim
Que imala
O encanto,
O ímpeto
Extraordinário
Como se estivesse num oceanário.
VIII
A princesa,
A namaka
De Utiacor,
Agora,
Patenteia
A outra
Cor
Diferente
Do antigamente
e tudo se estanca!
IX
Já não me beija,
E só rejeita
Tudo o que eu quero
Dar,
Oferecer,
Porque o touro
Que eu era
Desaparecera,
E se calhar,
Vai procurar
O outro melhor
Que lhe dê mais prazer
E porventura,
Mais estabilidade
E, obviamente,
O que mais se sente
E mais felicidade
Que eu já não posso proporcionar!
PV CITY(2ª-FEIRA), 09 DE ABRIL DE 2012
MATTOS (NDO)
Atira
domingo, 8 de abril de 2012
O REJEITADO, O ABANDONADO
I
O dia de hoje,
Está bem longe
De ser um dos melhores;
É um dos piores.
II
Eu queria
Escrever
A minha alegria,
A minha tristeza,
A minha desgraça,
A minha maneira de viver!
III
Hoje,
O mundo
Está conturbado
Para mim,
Parece-me o fim
De tudo,
E eu estou perto e longe
De tudo.
IV
Eu queria
Escrever,
Mas cada vez
Que eu escrevo,
Tudo
Se torna turvo
Aos meus olhos,
Aos meus pés,
E tudo desaparece,
Tanto pelo telefone,
Como computador.
V
Páro aqui
E vou ali
Ver
Se apanho ar
Para não me entristecer,
Para não me embranquecer
E tombar!
PV CITY(DO), 08 DE ABRIL DE 2012
MATTOS (NDO )
O dia de hoje,
Está bem longe
De ser um dos melhores;
É um dos piores.
II
Eu queria
Escrever
A minha alegria,
A minha tristeza,
A minha desgraça,
A minha maneira de viver!
III
Hoje,
O mundo
Está conturbado
Para mim,
Parece-me o fim
De tudo,
E eu estou perto e longe
De tudo.
IV
Eu queria
Escrever,
Mas cada vez
Que eu escrevo,
Tudo
Se torna turvo
Aos meus olhos,
Aos meus pés,
E tudo desaparece,
Tanto pelo telefone,
Como computador.
V
Páro aqui
E vou ali
Ver
Se apanho ar
Para não me entristecer,
Para não me embranquecer
E tombar!
PV CITY(DO), 08 DE ABRIL DE 2012
MATTOS (NDO )
sexta-feira, 2 de março de 2012
O SENTIDO QUE ME FOI DEFINIDO NESTE MUNDO
I
Ai, alguém
Que vem
Dali perto
De Sacavém
Como o alimento
Para a sobrevivência
Desta espécie rara
Desta terra
Como clemência
De algum pecado
Cometido,
Porventura
Neste Mundo !
II
Ontem
De Manhã,
Este homem
Encontrou o seu sonho,
O seu caminho,
O seu companheiro
Verdadeiro,
A linha
Que o conduz
Para uma nova luz,
A esperança
De ou em esmagar a desgraça
Que o definha
Dia
Após dia!
III
Oh! É assim
Que eu encontro
O que avidamente procuro
Diariamente
E constantemente:
Algo
Que me liberta
Do sufoco,
Do perigo,
Para não dizer,
Do fogo
Que me faz perder
O afinco
E o sentido,
O significado
Neste Planeta!
IV
Um portátil,
Um cantil
Do formador
Que anseia mil
E um desejos
Em contextos didácticos
E académicos!
Um portátil
Que me permite
Desabafar as minhas mágoas
Como marido,
Como pai,
Como Homem,
Como professor
E como um ser humano!
V
A escrita,
Coisa
Mais bela
E maravilhosa,
Algo idêntico
Àquele que pinta
Na tela,
Transmitindo
As suas emoções
Em todas as dimensões,
De quando
Em quando.
VI
Já mais ninguém
Me liga,
Pois sou a chaga
Que todos estão borrifando
De lado
Em lado,
Porque agora,
Nada valho,
Apesar de tanto trabalho!
Oh mister!
Que me dera
Ter
A chaleira
Repleta
Do líquido
Raro
Que todos ambicionam!
VII
Sem nenhuma palavra
De nenhuma criatura,
Vou sobrevivendo à minha maneira,
Sem carinho e candura
Da minha senhora,
Que agora,
Completamente me ignora,
Até na própria cama!
Porventura,
Já não me ama!
VIII
O portátil,
O meu canil,
O meu funil
Desde a época juvenil,
Idêntico a antiga máquina de escrever
Onde iniciei a minha arte escrever,
Com muito prazer!
PV CITY(6ª), 02 DE MARÇO DE 2012.
MATTOS (NDO)
Ai, alguém
Que vem
Dali perto
De Sacavém
Como o alimento
Para a sobrevivência
Desta espécie rara
Desta terra
Como clemência
De algum pecado
Cometido,
Porventura
Neste Mundo !
II
Ontem
De Manhã,
Este homem
Encontrou o seu sonho,
O seu caminho,
O seu companheiro
Verdadeiro,
A linha
Que o conduz
Para uma nova luz,
A esperança
De ou em esmagar a desgraça
Que o definha
Dia
Após dia!
III
Oh! É assim
Que eu encontro
O que avidamente procuro
Diariamente
E constantemente:
Algo
Que me liberta
Do sufoco,
Do perigo,
Para não dizer,
Do fogo
Que me faz perder
O afinco
E o sentido,
O significado
Neste Planeta!
IV
Um portátil,
Um cantil
Do formador
Que anseia mil
E um desejos
Em contextos didácticos
E académicos!
Um portátil
Que me permite
Desabafar as minhas mágoas
Como marido,
Como pai,
Como Homem,
Como professor
E como um ser humano!
V
A escrita,
Coisa
Mais bela
E maravilhosa,
Algo idêntico
Àquele que pinta
Na tela,
Transmitindo
As suas emoções
Em todas as dimensões,
De quando
Em quando.
VI
Já mais ninguém
Me liga,
Pois sou a chaga
Que todos estão borrifando
De lado
Em lado,
Porque agora,
Nada valho,
Apesar de tanto trabalho!
Oh mister!
Que me dera
Ter
A chaleira
Repleta
Do líquido
Raro
Que todos ambicionam!
VII
Sem nenhuma palavra
De nenhuma criatura,
Vou sobrevivendo à minha maneira,
Sem carinho e candura
Da minha senhora,
Que agora,
Completamente me ignora,
Até na própria cama!
Porventura,
Já não me ama!
VIII
O portátil,
O meu canil,
O meu funil
Desde a época juvenil,
Idêntico a antiga máquina de escrever
Onde iniciei a minha arte escrever,
Com muito prazer!
PV CITY(6ª), 02 DE MARÇO DE 2012.
MATTOS (NDO)
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
SACRIFÍCIO/, UM FICA-PÉ/ PARA DEIXAR O VÍCIO/ DO CAFÉ/
I
Enxaqueca,
Coisa
Tremenda,
Louca
Que arrasa
a minha vida!
II
Será
Que consigo
Parar
Quando quero?
Haverá
Algo
No escuro
Que me impeça
Marchar,
Ir para frente,
Para o lugar que mais goste
E onde haja mais justiça?
III
Dor
De cabeça
Horrível,
Que não me deixa
Trabalhar adequadamente,
Convenientemente,
Que me lixa
O vigor,
Debilitado e sem força
Para ler
E escrever!
IV
Oh!
Se todos os homens
Pudessem,
Nas suas acções,
Nas suas viagens,
Parar com os vícios
Que os atormentam
No seu dia
A dia!
V
O mundo
Seria
Uma alegria,
Uma maravilha
Onde o sol brilha
Em cada lado,
Dando mais energia
Onde cada um labuta,
Luta
Na sua liturgia
E magia,
Para afastar o mal
Abismal,
Que, cada vez mais, o afecta.
VI
Noites
E noites
Sem sono,
Noites
E noites
Em que não durmo,
Mesmo esforçando ao máximo
No meu íntimo
Como
O dono
De mim,
Mas enfim,
Sem trono!!!
VII
O sono,
A dor
Da cabeça,
As tantas preocupações,
Aflições
Que atormentam
O meu débil coração,
Me levam
Para um pântano
Idêntico as bolanhas de Utiacor,
Quando era a criança!
VIII
(1)
Nha
Djinti,
BÔ ditchang
Ami Fidju
De Nhanha
Sossegadu,
Porque imisti
Bai lundju,
Na pidi bós: Ka bó pintchang!
1- parte escrita em crioulo da Guiné-Bissau:
"
"Deixem-me!
Eu, filho
De Nhanha,
Porque eu quero
Estar sossegado, quero sossego,
Porque eu quero
Ir mais longe!
Peço-vos: Não me empurrem !
CNO,AVELAR BROTERO(ODIVELAS), 12-01-12
MATTOS (NDO)
Enxaqueca,
Coisa
Tremenda,
Louca
Que arrasa
a minha vida!
II
Será
Que consigo
Parar
Quando quero?
Haverá
Algo
No escuro
Que me impeça
Marchar,
Ir para frente,
Para o lugar que mais goste
E onde haja mais justiça?
III
Dor
De cabeça
Horrível,
Que não me deixa
Trabalhar adequadamente,
Convenientemente,
Que me lixa
O vigor,
Debilitado e sem força
Para ler
E escrever!
IV
Oh!
Se todos os homens
Pudessem,
Nas suas acções,
Nas suas viagens,
Parar com os vícios
Que os atormentam
No seu dia
A dia!
V
O mundo
Seria
Uma alegria,
Uma maravilha
Onde o sol brilha
Em cada lado,
Dando mais energia
Onde cada um labuta,
Luta
Na sua liturgia
E magia,
Para afastar o mal
Abismal,
Que, cada vez mais, o afecta.
VI
Noites
E noites
Sem sono,
Noites
E noites
Em que não durmo,
Mesmo esforçando ao máximo
No meu íntimo
Como
O dono
De mim,
Mas enfim,
Sem trono!!!
VII
O sono,
A dor
Da cabeça,
As tantas preocupações,
Aflições
Que atormentam
O meu débil coração,
Me levam
Para um pântano
Idêntico as bolanhas de Utiacor,
Quando era a criança!
VIII
(1)
Nha
Djinti,
BÔ ditchang
Ami Fidju
De Nhanha
Sossegadu,
Porque imisti
Bai lundju,
Na pidi bós: Ka bó pintchang!
1- parte escrita em crioulo da Guiné-Bissau:
"
"Deixem-me!
Eu, filho
De Nhanha,
Porque eu quero
Estar sossegado, quero sossego,
Porque eu quero
Ir mais longe!
Peço-vos: Não me empurrem !
CNO,AVELAR BROTERO(ODIVELAS), 12-01-12
MATTOS (NDO)
domingo, 8 de janeiro de 2012
O SANGUE DE FARÃ MATTOS
I
Escrever,
Depois de ver
Com os nossos próprios
Olhos
O que os nossos filhos
Fazem,
Arruinando os nossos duros sacrifícios
De muitos anos,
Sobretudo vendo-os nas redes de facebook!
II
Estou triste
Vendo o mundo
Desvairado
Em que o meu filho está seguindo!
Por que mereço
Isso,
Do filhinho
Que eduquei com todo o apreço
E carinho?!
III
»Este»,
Por que partiste
E me deixaste
Tão triste ,
Sem sorte,
De pelos menos,
Sorrir
Com os filhos,
Que a este
Mundo
Deste?!
IV
Assim,
Vou indo
Neste Mundo,
Minha »Este»,
Iluminado
Com um determinado
Fim,
Mas,que infelizmente,
Vou minguando
E sofrendo
Até
A minha morte!
V
Eu já não sei
Se valerá
Ou não
A pena
Continuar a viver
A sofrer,
A ver
O meu filho
Noutro trilho,
Noutro caminho
Que não era o meu sonho,
No que nunca pensei
Nesta terra,
Não
Divina!
VI
»ESTE»,
Eu já não sei
Se estou bem
Neste »djambarém»,
Depois de tudo o que já passei
Aqui em Portugal,
Em que fui recebido de uma forma fraternal!
VII
Será preconceito
Da minha parte,
Que sou retrógrado,
Tradicionalista,
Conservador,
Atrasado
No tempo,
Em relação ao que vejo,
No comportamento
Do meu querido
Filho?
VIII
Filho de lavrador
Que hoje só tem
A dor,
Que mais nada tem,
Que nem
Um vintém
Obtém
No final de cada mês,
Nem
Um » péss»
Para ajudar
Os que lhe tinham ajudado
Nos momentos difíceis de vida!
IX
O filho de Quínara,
Só chora
Da sua querida terra,
Que o proibira
De regressar
E poder abraçar
Àqueles que tanto amara!
X
Quem me dera
Voltar
À Quínara,
A terra
Que me vira
Nascer,
Pouco crescer
E, depois, vagabundear
Por todo o território
Pátrio!
XI
»Este»,
Este
Homem
Chora
Por desdém
Como criatura
Que sonhara
Ser alguém
E o que hoje
É e está longe
Da sua querida gente!
XII
»Este»,
É
Este
O orgulho
De um filho
Que sonhava no trabalho,
O seu trilho,
Onde pode e poderia
Encontrar o brilho,
E, consequentemente,
A alegria
Na sua família?!
XIII
A família,
A magia
Onde se vivia
Com a harmonia,
Esta palavra
Tornou-se uma fantasia,
Uma quimera,
Uma reminiscência
Da infância,
Da adolescência,
Não da juventude
Ou desta idade!
XIV
Os desencontros,
Por causa dos apuros
Nos centros
Daqueles que juntaram os trapos,
Que juntaram os panos
Como esposa e marido,
Para serem felizes
Neste mundo,
Apesar das crises
Constantes
Presentes
Em todos os continentes,
São as razões da minha infelicidade?
XV
Não mereço
A felicidade,
Como qualquer
Ser,
Dividade,
Neste Universo,
tanto emocional,
Familiar,
Profissional,
Como social?
PV CITY -SEGUNDA-FEIRA, 01H15M -, 09 DE JANEIRO DE 2012.
MATTOS(NDO)
Escrever,
Depois de ver
Com os nossos próprios
Olhos
O que os nossos filhos
Fazem,
Arruinando os nossos duros sacrifícios
De muitos anos,
Sobretudo vendo-os nas redes de facebook!
II
Estou triste
Vendo o mundo
Desvairado
Em que o meu filho está seguindo!
Por que mereço
Isso,
Do filhinho
Que eduquei com todo o apreço
E carinho?!
III
»Este»,
Por que partiste
E me deixaste
Tão triste ,
Sem sorte,
De pelos menos,
Sorrir
Com os filhos,
Que a este
Mundo
Deste?!
IV
Assim,
Vou indo
Neste Mundo,
Minha »Este»,
Iluminado
Com um determinado
Fim,
Mas,que infelizmente,
Vou minguando
E sofrendo
Até
A minha morte!
V
Eu já não sei
Se valerá
Ou não
A pena
Continuar a viver
A sofrer,
A ver
O meu filho
Noutro trilho,
Noutro caminho
Que não era o meu sonho,
No que nunca pensei
Nesta terra,
Não
Divina!
VI
»ESTE»,
Eu já não sei
Se estou bem
Neste »djambarém»,
Depois de tudo o que já passei
Aqui em Portugal,
Em que fui recebido de uma forma fraternal!
VII
Será preconceito
Da minha parte,
Que sou retrógrado,
Tradicionalista,
Conservador,
Atrasado
No tempo,
Em relação ao que vejo,
No comportamento
Do meu querido
Filho?
VIII
Filho de lavrador
Que hoje só tem
A dor,
Que mais nada tem,
Que nem
Um vintém
Obtém
No final de cada mês,
Nem
Um » péss»
Para ajudar
Os que lhe tinham ajudado
Nos momentos difíceis de vida!
IX
O filho de Quínara,
Só chora
Da sua querida terra,
Que o proibira
De regressar
E poder abraçar
Àqueles que tanto amara!
X
Quem me dera
Voltar
À Quínara,
A terra
Que me vira
Nascer,
Pouco crescer
E, depois, vagabundear
Por todo o território
Pátrio!
XI
»Este»,
Este
Homem
Chora
Por desdém
Como criatura
Que sonhara
Ser alguém
E o que hoje
É e está longe
Da sua querida gente!
XII
»Este»,
É
Este
O orgulho
De um filho
Que sonhava no trabalho,
O seu trilho,
Onde pode e poderia
Encontrar o brilho,
E, consequentemente,
A alegria
Na sua família?!
XIII
A família,
A magia
Onde se vivia
Com a harmonia,
Esta palavra
Tornou-se uma fantasia,
Uma quimera,
Uma reminiscência
Da infância,
Da adolescência,
Não da juventude
Ou desta idade!
XIV
Os desencontros,
Por causa dos apuros
Nos centros
Daqueles que juntaram os trapos,
Que juntaram os panos
Como esposa e marido,
Para serem felizes
Neste mundo,
Apesar das crises
Constantes
Presentes
Em todos os continentes,
São as razões da minha infelicidade?
XV
Não mereço
A felicidade,
Como qualquer
Ser,
Dividade,
Neste Universo,
tanto emocional,
Familiar,
Profissional,
Como social?
PV CITY -SEGUNDA-FEIRA, 01H15M -, 09 DE JANEIRO DE 2012.
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