segunda-feira, 9 de abril de 2012

O CIDADÃO/NA CONDIÇÃO/ DA REJEIÇÃO

I
O ser humano
Quando chega ao abandono,
É so o dano,
Rejeitam-no
E põem-no
Num cano.

II

No meu dia
A dia,
Sinto cada vez
Mais longe,
Hoje,
Dos meus familiares,
Dos meus pares
E de todos os lares
Em todos os lugares.

III
Áquela que eu pensava
que me amava
E que era a minha diva,
É hoje, uma pura ilusão
Do meu coração,
Um pura fantasia
De quem ama em demasia!

IV

Eu queria
Amar até
Ao aproximar da minha morte,
Espalhando a alegria
Ao meu redor,
Dissipando a dor,
Semeando o amor
Com todo o primor,
Por todos
Os lados,
Por todos
Os recantos
E todos
Os postos
Onde habitam os sujeitos!

V

Hoje,
Longe
De constituir
A razão
De viver
Daquela que julgava
Amar-me,
Sou o apagão
Do coração
Que confiava
Coexistir
Com tudo
Deste mundo
No constante prazer!

VI

A cama
Onde se ama,
Já não existe
A chama
Da outra
Parte;
E agora
Só empurra,
Só afasta,
Só se rejeita,
Só se ignora,
Atira,
Acotevela,
E mais nada revela
O amor
Daquela
Donzela
Por aquele príncipe
Firme e de pé!

VII

Tudo tem o princípio
E o fim;
O início
De qualquer novela,
Exibe sempre um delfim
Que imala
O encanto,
O ímpeto
Extraordinário
Como se estivesse num oceanário.

VIII

A princesa,
A namaka
De Utiacor,
Agora,
Patenteia
A outra
Cor
Diferente
Do antigamente
e tudo se estanca!

IX

Já não me beija,
E só rejeita
Tudo o que eu quero
Dar,
Oferecer,
Porque o touro
Que eu era
Desaparecera,
E se calhar,
Vai procurar
O outro melhor
Que lhe dê mais prazer
E porventura,
Mais estabilidade
E, obviamente,
O que mais se sente
E mais felicidade
Que eu já não posso proporcionar!

PV CITY(2ª-FEIRA), 09 DE ABRIL DE 2012

MATTOS (NDO)



Atira

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