1.
O MEU ORGULHO!
I
As palavras
Raras
Vezes pronunciadas,
São ouvidas
Com muita atenção
Pela audiência.
Falta saber se houve a compreensão
Da sua essência.
II
Eu que tanto
Detesto
A mentira,
A hipocrisia,
Durante muito
Tempo, vivia
Na miopia!
III
A senda
Seguida
Há mais de uma década
Produziu uma ferida
Bastante profunda!
IV
Quem
É que não tem
Uma religião?
Quem
Não tem
Uma crença?
Quem
Não tem
A esperança
Em si ou numa criança?
V
Todos
Somos
Religiosos,
E até os criminosos!
VI
Acredita-se
Sempre numa coisa,
Numa força
Superior,
Num amor
Até quando se
Definha,
Se espinha
E se transforma numa dor!
VI
A “cotovelada”
Levada
Na cama
Por quem não nos ama,
É um sintoma
De que o amor enferma,
A que posição
Do coração
Se extrema.
VII
Eu não acredito
Na maldade
Da individualidade,
Apesar do reconhecimento
Da sua existência
Na nossa vivência,
No nosso dia
A dia.
VIII
Acredito na pessoa
Humana,
Na sua bondade
Natural,
Apesar da maldade,
Que se perpetua
Em cada local,
Que nos mina
E nos domina.
IX
Reza-se tantas Avés - Marias
Todos
Os dias;
Os santos
Em todos
Os quartos,
Em todos
Os cantos!
Mas nos atos,
Só semeia
Desgostos;
Só semeia
Sofrimentos;
Frequenta-se
Igreja,
Mas tem uma alma
Rija,
Uma alma
Cheia
De vingança,
Cheia
De ódio,
De repúdio,
Pela criança
Sem uma defesa,
Sem mãe
E um pai
Em ausência!
Não! Não! Uma mãe
Ama !!!
Uma mãe,
Perdoa !!!
Compreende !!
Não fere suscetibilidade !!
X
"BACA
K KA TENE RABU,
DEUS K TA BANAL"
FREAMUNDE( PAÇOS DE FERREIRA, SÁ- 01H45 MINUTOS), 15
DE JUNHO DE 2013.
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2. 
SOU MAIOR,
SOU SUPERIOR
PARA ULTRAPASSAR A DOR
DO AMOR
I
Eis o gladiador,
Filho do lavrador
Aquele que aprendeu a dar o valor
A qualquer feitor,
A qualquer construtor
Que se empenha com vigor
E com muito suor,
Para proporcionar o amor
A criança, mulher, velho,
Numa palavra, o pão
E a compreensão.
II
A minha preocupação
Maior,
Não é tanto o amor,
Mas sim a dor
Da desagregação
De qualquer
Lar,
Em qualquer
Lugar.
III
A minha aflição,
É a afeição
Que se tem no coração,
Em relação
Àqueles que estão
Na nossa alma
E que poderão
Enfrentar o drama
Da separação.
IV
Como sonhador,
Venho expôr
A dor
Que vem do meu interior
Em relação às pessoas que muito amo,
Em relação às pessoas que muito estimo.
V
No entanto,
Sei redimensionar
E separar
Cada contexto,
Tanto
A nível pessoal,
Famiar,
Bem como profissional.
V
Estou firme
No leme,
Em direcção
À missão
Que o Criador,
O meu meu progenitor
Me confiou
E posteriormente, alguém me segredou.
Pelo que, sou maior,
Superior,
Para ultrapassar a dor
Do amor
E nunca vacilar
Em relação a um pilar
Basilar:
A esperança
Da criança !
FREAMUNDE (PAÇOS DE FERREIRA- 2ª FEIRA, 10 HORAS), 10
DE JUNHO DE 2013.
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3. 
A fonte!
Fonte, das nossas almas,
mato da nossa infancia
Vi as lagrimas nos olhos
de bandjumpor,
Mas as suas lagrimas quente
nao vim dos olhos
mas da profunidade da alma
e num misterio de remorço
inconsolavelmente,chorei
li nos meus proprios olhos
o trageco desfecho
Perdi o tino:
E para nao acobardar,
Aminha pobre cachimona,
dava volta do meu cerebro
nas ideias e, nas ondas cilenciosas
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Fernando Matos Ferreira Esta poesia do meu sobrinho Osvaldo, realçando àquele lugar sagrado da
família e que a todos toca. Oh! Como me lembro do Banjumpôr! O outrora, o lago,
a fonte, o desígnio dos princípes! As nossas brincadeiras, as nossas correrias,
os jogos!
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4. 
E ... VOU...
PARA ONDE ALGUÉM CAVOU...
I
A réstia da esperança
É mínima
Na alma
Que já não encontra a sua própria raça.
II
No entanto,
Me mergulho
No meu próprio orgulho
Para ter o ímpeto
Na senda
Que é a própria vida!
III
No meu fundo,
Vem o manto
De Pelundo,
O canto
Dos pássaros
De Banjumpôr
Lá em Utiacôr,
Dando-me temperos,
Adubos
Das tribos
De "bantumbi",(1),
Para enfrentar tempestades,
Para enfrentar as dificuldades,
Com coragem e determinação,
Em cada instante e em cada ocasião.
IV
Quando o sonho
Não definha,
Leva-nos a escalar a montanha,
E nada nos impede
Continuar, enquanto tivermos a saúde
E a força
Para seguirmos o caminho,
Com a esperança.
V
Dedico este poema
No fundo
Da minha alma,
Para todos os meus sobrinhos,
Os meus filhinhos,
Desejando
Que lutem pelos seus sonhos!
VI
Só se engana
Aquele que faina,
Aquele que trabalha,
Aquele que batalha,
Dia
Após dia,
Pois, quem está deitado,
Não tem fado.
VII
Despeço-me
Por agora
E vou à procura
D,outra
Doçura,
D,outra
Postura,
Que me alegra
Como criatura,
Digna desse nome.
VII
O deleite
Da leitura,
Da escrita,
Incita
A minha mente
À demanda,
À procura
Do que não me peque
Da vida
Terrena,
Da coisa obscena
E assim, me purifique.
VIII
O sonho
Do tacanho
Manjaco
Na terra do branco,
Esbarra-se
Com a crise
Na Europa,
Porque nem a sopa,
Garante
Àquele
Que dele,
É dependente.
IX
A máxima,
Ou, a música
Manjaca
Do manjaco
Américo,
Começa a ter sentido,
A ter significado:
"Os kotas"
Já não são apostas
Na Europa.
O momento é, arrumar a sua roupa,
Porque a terra os chama"
1. Bantumbi, a geração da minha (a nossa) tribo(?).
FREAMUNDE( PAÇOS DE FERREIRA-DO-18H20MINUTOS), 09 DE
JUNHO DE 2013.
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5. 
VIDA
SERIA BELA
SE EM CADA
VILA...
I
O que custa
Cada um fazer um pequeno,
Esforço,
Um laço
Como humano,
Para o entendimento
À nossa volta,
Evitando o conflito?!
II
Diariamente,
Amiudadamente,
Se assiste
Querelas
Frívolas,
Sem piedade
No seio da família,
Da sociedade,
Tertúlia!
III
Para quê, irmãos?!
Por que não darmos às mãos
E vivermos em paz
No que cada um faz?
Por que se fervilha
A guerrilha
Feroz
Em cada um de nós?!
IV
Perdemos imenso tempo,
Machucando o nosso corpo
E a nossa mente,
Esquecendo o que existe
À nossa frente,
Não resiste
A morte!
V
Toda a riqueza
Humana,
Emana
Da nossa
Pureza,
Do que cada um se sente
Para cada semelhante.
VI
O convívio
Seria um alívio
Para todos os problemas reles,
Para todos os males
Que afetam a nossa sociedade,
Que afetam a humanidade...
VI
A felicidade,
Depende
Da atitude,
Da sinceridade,
Da ombreadade
Em que se incide
À resolução de cada tema,
De cada problema
No seu global,
No seio tribal
Ou familiar.
VII
O trono
Não é eterno
Para sicrano,
Ou para beltrano.
O destino
Cinge um pano
A cada um, para um determinado
Reinado.
VIII
O sorriso
Verídico
Em cada fisionomia,
É um passo
Autêntico
Para a autonomia
Da nossa vivência,
Da nossa existência
Como seres,
Não extraterrestres
Com muitos poderes.
IX
Neste espaço,
Faço
Um esboço,
Um troço
Que me leva a um laço
Escasso
E sem excesso
A cada sujeito,
Numa palavra, com todo o respeito.
FREAMUNDE (PAÇOS DE FERREIRA-DO - 17HORAS), 09 DE
JUNHO DE 2013.
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