DE PAU/EM PAU/,
A MINHA GUINÉ-BISSAU/!
I
Ó fundador da nacionalidade,
Vinde
Ao nosso socorro,
Porque o país
Está sempre em choro!
Acuda à nossa grande
Dor!
A desgraça
Que cada vez mais,
Ameaça
O nosso país!
II
Ó Amilcar Cabral,
O teu sonho
Transformou-se
Numa guerra inetstinal,
Em interesse mesquinho;
Transformou-se
Em batalha campal,
Em vez de servir
As principais aspirações
Das populações
Actuais e das que hão-de vir!
III
Ó Amilcar Cabral,
Os gatilhos
Premidos
Pelos nossos filhos
Queridos,
Nas matas da Guiné-Bissau,
Para a libertação
Total
Da nossa nação
Sob o jugo colonial,
Não surtiram os efeitos,
Não nos deixaram satisfeitos!!!
IV
As armas
Daqueles que estão no trono,
Continuam a perpetuar lágrimas
Do seu(nosso)povo
E assim, continua escravo
Do seu próprio destino!!!!
V
São golpes
E golpes
Dos galopes,
D,equipes,
D,outras estirpes!
VI
São ceifadas
Vidas
De inocentes vítimas
Pelas armas
Anónimas
Daquelas almas
Que criam traumas,
Que lançam chamas
Que lançam trevas e brumas
Sobre o nosso povo,
Que tinha e tem grande objectivo:
A paz,
A liberdade,
A democracia,
A justiça,
O progresso,
A prosperidade
E a felicidade!
VII
Ó Cabral,
Afinal,
Era esse o sinal
Do seu desaparecimento fatal,
Ainda na época colonial?!
VIII
Quem pode ou poderá
Investir na nossa terra
Com a permanente/constante
Instabilidade política?
IX
Os projetos
São deitados por terra
Por falta de confiança
Política
Desde à época (de ) noventa!
X
Agora,
os`"intocáveis"
São impuníveis,
Fazem
E desfazem,
Porque a terra
Lhes pertence
Ou é a pertença exclusiva deles
E ninguém lhes faz
Face.
X
Os militares
Estão nos altares,
Estão nos lugares
Conferidos pelos poderes
Parlamentares,
Numa palavra, pelos eleitores?
XI
A Guiné
Estará eternamente
Condenada,
Governada
E perdida
Nas malhas da guerra,
Nas malhas da morte
Da sua população,
De cada cidadão,
Nas mãos desses "joguetes",
Desses ignorantes
Que recusam submeter-se
Ao poder civil
E de forma vil,
A exibir-se?!
XII
Ó Cabral,
Faça com que a sua voz
Seja ainda
Ouvida,
Respeitada
E recordada
Por cada um de nós
A nível nacional
E também a nível ineternacional,
Pelo respeito
Ao direito
Fundamental
E integral
Da pessoa humana na sua Pátria!
XIII
"Nha mantenha" (1)
Para àqueles que têm vergonha
Na cara
E não para os que perpetuam
Os malifícios
Da guerra;
Não para os que nos seus comícios
Enchem a palavra "povo"!
A esses, não louvo!
Condeno,
Recrimino
Veemente
E intensamente!
XIV
O que faço,
O que rezo
Em cada dia,
É que Deus tenha misericórdia
Do meu povo;
Que a palavra
Esperança
Permaneça
E cresça
Na nossa terra
E na mente de cada cada guineense
Apesar da crise!
1. Os meus cumprimentos, os meus abraços.
LOJA DO CIDADÃO(ODIVELAS PARQUE-4ª-FEIRA), 31 DE OUTUBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)