domingo, 6 de novembro de 2022

 A TAMANHA

MANHA

QUE NOS ARRANHA

PARA O AMANHÃ...!


I


Quando a bola

É lançada 

No meio,

E quando rola,

Cada

Um baila

À sua maneira:

O tango,

O rumba,

O jazz,

O pimba,

O samba,

O gumbé

Da Guiné,

A morna...

Todos se precipitam

Para o palco;

Cada

Um tentando

Tirar o melhor 

Partido...


II


Me apraz

O jazz

Do rapaz

De Baboque

Jazz

Do meu "chaque",(1),

Para que não peque

E esteja sempre chique

Como na "Belle Époque",

Da minha mocidade,

Da minha juventude

Naquela

Bela

Terra,

Ex- Teixeira

Pinto,

Em Canchungo...


III


É um pecado

O desperdício,

O ócio,

Estar deitado,

Sem nada

Rigorosamente 

Fazer,

O que a mente

Apetece

Como o doce

Preferido

Depois de uma refeição, 

Para adoçar o coração 

Stressado 

Pela debandada 

Da vida...!


IV


Novembro,

Também vai ao rubro

E ao dobro,

Como o mês

Anterior,

O mês 

De outubro,

Que me fez

Com tanto amor,

Para encontrar o melhor

Que está em vigor,

Ao redor

E no mundo

Onde presentemente estou vivendo...,

Tão veloz

Como a minha voz...!


V


Daqui a pouco,

Vem o "ronco"(2)

De dezembro

Com o seu presépio 

Com o seu habitual

Exercício

De Natal,

Momento natalício,

Que agrada os corações 

Famintos de celebrações,

Apresentações 

E aparições 

Jubilosas

E pomposas,

Com semblantes 

Alegres e olhos brilhantes...


VI


O amanhã 

Me arranha,

Porque não está muito longe

E, hoje,

Devo prepará-lo

Com zelo,

Para que seja melhor 

E com o amor,

Como uma flor 

Do Jardim,

Tratada, carinhosamente 

Com todo

O requinte,

Por 

Mim,

NDO,

Para a geração vindoura,

Sobretudo 

Da minha terra...!


1. Em manjaco, terra.

2. Apresentação pomposa de elegância e charme.


(Por concluir)


Brandoa (Amadora, 03:13, sábado), 06 de novembro de 2021.


KHA...KK (NDO)

Sem comentários:

Enviar um comentário