SAUDADES DA TY
Oh! TY!
Como é tão triste
Eu sem ti!
Que sorte!
Mas, digo-te,
Que não desisti
Quando tu partiste!
Ao partires, fiquei
Ainda mais pobre,
Porque mais ninguém me cobre,
Porque, durante dois anos, á ninguém trocei
Nem toquei.
Toda a gente percebe
Que eu te amo muito
No fundo do meu peito!
Isso todo o mundo sabe!
Não é por estares tão
longe
Que eu escrevo estás bonitas palavras,
Porque quem verdadeiramente ama,
Nunca finge.
Eu sempre as escrevi,
Em casa, na rua ou nas obras
E sempre as deixei em cima da cama
Durante este tempo que, contigo vivi.
É a verdadeira loucura
O momento que partiste para a nossa Terra!
Parece-me a mim uma mentira
Ou estou dentro duma masmorra!
Ó minha querida Naty!
Ó My baby!
Como vai dizer ser difícil
Para não dizer ardil
O tempo de espera
Enquanto permanece na Terra?
Chegaste na altura exacta,
Mas também partiste na altura “preta”
Na vida do teu “NDO”,
Momento tão conturbado!
Por isso, tanto chorei,
Porque nunca esperei,
Outra vez separar-me da minha “TY”,
Ou viver outra vez sem ti!
As palavras saem soltas,
Estas da tua partida!
Custa-me acreditar que me deixaste
Indo bem longe para um outro canto!
Deus despedaçou uma parte
Da minha própria carne,
Enquanto tu continuares ausente?
O que será de mim?
A tua partida, será o nosso fim?
Eu te entendo,
Eu te percebo
Foram razões
suficientes,
Foram razões importantes,
Que eu respeito,
Porque sou outro sujeito! O tempo encarregar-se-á
De sarar essas feridas.
Se um dia resolveres esquecer-me,
Esquecendo inclusive o meu nome
Por causa de um outro Homem!
Um beijo
Que não cabe num estojo,
Mas sim num espaço
Imenso!
Tapada das Mercês, 24 de outro de 1999.
Matos (NDO)
O teu Fernando0atéb
a eternidade!
