O LIVRO BRANCO
DO MANJACO
NA TERRA DO BRANCO
OS MEUS ESCRITOS E AS MINHAS ADVERTÊNCIAS SOBRE
OS MEUS SUCESSOS E PERCALÇOS
O LIVRO:
Em branco
Do manjaco,
Na terra do branco
O meu companheiro
Diário,
Aquele que me guia,
Aquele em que consta o itinerário
Onde o meu todo seguia
Se encontrar o intermediário;
Neste livro,
Poderá encontrar o roteiro
Do meu solitário retiro
Onde cada dia que passa
Faço reparo
Da minha tábua rasa;
O seu conteúdo,
É pobre ou rico
Conforme a perspectiva ou sentido
De cada pessoa, de cada crítico.
Por isso, sois livres
De apresentarem os vossos digníssimos pareceres.
LISBOA(5ª-FEIRA), 16 DE MARÇO DE 2000.
MATTOS (NDO)
AOS MEUS QUERIDOS FILHOS
Na esperança de vencer
E a todos convencer,
Nunca poupei esforços
Nem pouparei
Para conseguir sucessos
E enquanto respirar,
Jamais poderei parar.
Porque parar
É morrer,
Porque parar,
É se render
Aos inimigos e forças estranhas,
É se render
Aos seus caprichos e façanhas;
Meus estimados filhos!
O mundo é o que realmente
Temos;
Não é o que alegremente
Pintamos;
Não são caudilhos
Que nós podemos
Dobrar,
Que nós podemos
Cortar
E esmagar.
LISBOA (5ª-FEIRA), 16 DE MARÇO DE 2000.
MATTOS (NDO)

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