quarta-feira, 24 de outubro de 2012
VOLVIDOS/PASSADOS/DEZASSEIS ANOS/ EM PLENOS/ SONOS/
I
Mãe “ESTE”,
Foi assim
Que partiste
E deixaste
Sem mais palavras
As tuas criaturas!
Foi o fim
De tudo
Que criaste
Neste Mundo.
II
E eu
Suportei,
Aguentei
O peso
Do teu
Excesso
Neste
Mundo,
Que eu
Apelido
De “ESTE”.
III
O choro
Da tua partida
Foi um coro
Em mais de uma década.
IV
Uma década
De sofrimento,
De pranto,
De susto
Em susto,
Por cada
Partida
Que a vida
Foi pregando
Ao teu ” Ndo “,
Querido
E amado
E aos teus filhos,
Que também seguiram os mesmos trilhos.
V
“ESTE”,
Apesar de tanto
Tempo
No espaço,
No meu peito,
Continua o meu afeto,
O mesmo laço
Afetivo,
Continuando com o mesmo objetivo,
Com a visão no mesmo campo.
VI
“ESTE”,
A mim,
Deixaste
A missão
De continuar
A amar,
A educar
Os nossos filhos,
Com os mesmos conselhos
E sempre te
Disse, sim,
Minha “ESTE”:
Comprometo-me
Em meu nome.
VII
Hoje,
Bem longe
Disso,
Nada se verifica,
Nada fica
Do que te
Prometi,
Pois, fracassei,
Pois, falhei.
E hoje,
Estou no fosso,
No lodo,
Estou totalmente
Fracassado,
Sempre desempregado,
Porque não sou de quadro,
Não sou de Setembro.
IX
Ma, “ESTE”,
Só TE
Prometo
Continuar a ter fé,
Enquanto tiver saúde,
Fazendo finca-pé,
Com a esperança,
Força
No mesmo projeto.
X
“ESTE”,
Continue a alimentar,
A iluminar,
A ensinar,
A mostrar
O caminho
Mais certo:
O sonho
Da vida
Regrada,
Sobretudo
Do teu querido
Toninho.
PV CITY (5ª FEIRA- 10H20M), 20 DE SETEMBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
O HOMEM/ E A SUA ORIGEM/
O HOMEM
E A SUA ORIGEM
I
Muitas das vezes,
Algumas das pessoas,
Não sabem
As suas origens;
Não sabem
Donde descendem.
II
Mas lutam
Por elas próprias
Para conseguirem
As suas próprias imagens;
E, a partir delas,
Constituírem os seus impérios,
As suas origens,
As suas imagens,
Numa só palavra,
As suas raízes.
III
Outras,
Com histórias,
Com descendências,
Com referências
E deixam andar,
Isto é, estão-se nas tintas;
Não querem saber de nada,
Porque repousam em boas tendas;
São cobertas com boas mantas;
Não se esforçam,
Não lutam,
Não se empenham,
Porque ainda têm o esteio,
Ainda têm o suporte.
IV
No entanto,
Segundo a minha conceção de vida,
Essas pessoas deveriam esforçar-se
Ainda para preservarem a tradição,
Para manterem o seu próprio nome.
V
Khalifane,
Aquele que pensa
No dia de “fane”(1),
No amanhã
Que se sonha
Onde tudo se repousa.
VI
Com os pés
Bem assentes
Na terra,
Seja uma criatura
Simples e humilde,
Um ser com uma certa personalidade.
VII
Ó Khalifane,
Pensa no “fane”,
Aquele que te dignifique,
No amanhã,
Para não passar
Vergonha,
Para não passar
Humilhação,
Para não passar
Vexame,
Pelo grande nome
De Matos,
De Mengo,
Respetivamente,
Grande lavrador/grande agricultor
E grande comerciante.
Portanto,
Confie nas tuas forças,
Para venceres as tuas fraquezas.
VIII
Ó Docudjune,
Ó Khalifane,
Ó Timanane,
Ó Mattos,
Ó Mengo,
Quero que cada um de vós
Ilumine
O pequeno Khalifane.
MÊS(MERCADO DE ENCARNAÇÃO SUL- SÁBADO) 18 DE MARÇO DE 2006.
MATTOS (NDO)
GICONDA/ É MUITO LINDA/
GIOCONDA
É MUITO LINDA
I
Vários adjetivos para caraterizar
Esta senhora:
- Linda,
-Bonita,
-Formosa,
-Charmosa,
Esplêndida.
II
Descrevê-la
Por palavras,
É muito arriscado,
Pois, poderemos
Cair no frívolo,
No dolo,
No caricato
E sermos
Apelidados
D e plagiadores.
III
Assumo a responsabilidade,
Todas as consequências
Pelo plágio,
Quase que uma ofensa .
IV
Esta é uma forma de expressar
Os meus sentimentos,
Os meus pensamentos
Em relação a arte.
V
A barba
Branca,
O cabelo branco
Foram substituídos
Por uma barba
De um imberbe,
O cabelo e a barba
Pintados
A preto
Para agradar os que suave
E duramente me criticaram.
VI
A arte
É a minha paixão,
O fervor
Do meu coração.
Hoje, bem cedo, acordei por volta das quatros horas da madrugada e fui devorar , falar a natureza, um outro interlocutor meu neste momento.
Nesse devaneio, nesse passeio, vieram bastantes ideias geniais como, por exemplo , um título,” A EXPLOSÃO DO MEU CORAÇÃO””, “A CAMA AMOLECE O MEU CORPO, ENTOPE A MINHA ALMA, DEGENERA A MINHA MENTE “.
Por que tanta degeneração desse cidadão, um imigrante que sente a pulsação , o sangue que circula nas veias.
Livrei-me da barba branca, do cabelo branco, pois, corte o cabelo na barbearia Justin, no Centro Comercial de Sacavém – pagando sete euros( mais um euro gorjeta).
~Esta é a verdadeira história deste homem ,que , neste momento vive miseravelmente aqui em Lisboa.
O João Baticã (Albino Baticã ) Ferreira, despediu-se de nós ! Um grande humanista que, durante a sua vida, só soube zelar pelas pessoas, pelos seus semelhantes!” Deus chamou-o perto de si, porque precisa dele mais do que nós aqui na terra!
PRIOR VELHO( DOMINGO, 16H E QUARENTA E SEIS MINUTOS)) 11 DE SETEMBRO DE 2011
FERNANDO MATOS FERREIRA
O QUE ME RESTA/ DESTA/ VIDA MADRASTA?!
I
As palavras para pronunciar,
As situações para presenciar,
A tudo, renuncio
E abraço
O sacrifício
Com esforço,
Porque nunca fui do ócio,
Mesmo quando sinto um vazio
No meu próprio
Meio!
II
“Bantumbi”(1),
Ainda não percebi
As razões por que nunca mais subi!!!
III
Eu não me interrogo,
Porque não sigo
Normalmente como os outros.
Será que só oiço
Os vossos berros,
E não oiço
A vossa voz,
Senão à sorte atroz
Que me está condenando
Diante de todo
O mundo? !!!
IV
Diante dos meus subordinados,
Estou a ser crucificado,
Porque todos
Estão informados
Do meu atual estado:
Um autêntico farrapo
Neste real, concreto
E exato
Tempo.
V
Seguir-se-ão
Os meus próprios filhos!!!
Porventura, deixarão
De ouvir os meus conselhos,
Porque mais nada valho,
Porque já não tenho trabalho,
Já não tenho emprego
E, consequentemente, nem um amigo!
VI
Neste momento,
O que devo fazer
Para merecer,
(Sobretudo) Pelo menos, respeito??!!
1. MINHA GERAÇÃO
LISBOA, 01 DE JULHO DE 2001.
MATTOS (NDO)
MATTOS (NDO)
MATTOS (NDO)
A ADUBAÇÃO DA MENTE
I
A força
E a inspiração
De cada criança,
Pode provir da sua educação,
Do meio ambiente onde se cresça.
II
É necessário
Levar a sério
A sua educação,
A sua formação
Para que se desenvolva e cresça
Com a esperança
De um mundo melhor
E com muito amor.
III
Tudo depende
Do meio famíliar,
Da sociedade,
Da envolvência
De cada membro
Na formação
E constituição
Salutar
E humano
Do seu cérebro.
IV
As palavras
Não são actos,
Não são acções,
Mas constituem ferramentas,
"Lavras"
Fundamentais
Para atingir metas
Concretas
Para a humanização
E a socialização
Dos seres humanos,
Ainda que seja díspares
Os costumes,,
As culturas,
As civilizações,
Há sempre um denominador comum:
O senso do bem e do mal,
~Do justo e do injusto,
Da morte
E da salvação.
V
É fundamental
O diálogo
Para manter
E ter
Sempre um amigo
Presente,
Seja em que parte.
VI
O egoismo
Aniquila o amor ao próximo;
Enferma
O amor,
Dízima
O amor;
Fomenta
A dor
E, consequentemente,
O ódio,
A vigança
E a guerra.
VII
A ideia
Da partilha,
Da solidariedade,
Deve ser incutida
Nos pequenos
Desde a tenra idade.
VIII
Nos nossos dias,
Devemos fomentar bonanças
Por outras vias,
Sobretudo ideias
Constantes de esperanças,
Em vez de "guerrermos" em porfias
Inúteis que nos conduzem às matanças,
Sobretudo com as notícias
De crises económicas e financeiras em todas as praças,
Que entopem diariamente as nossas cabeças.
PV CITY (4ª FEIRA- 12HOO), 24 DE OUTUBRO DE 2012.
MATTOS(NDO)
A DESILUSÃO/ LEVA-NOS A ATIRAR A TOALHA AO CHÃO/
I
A fronte
Defronte,
Se veste
De elefante,
Para estar presente
Num banquente
Dos que não têm fonte.
II
Imbuído
Do espírito
Combativo,
Pelo objectivo
Previamente traçado,
Cada criatura
Procura
Com honra,
O alicerce
Do futuro
Face
Ao complexo e duro
Momento
Em cada rosto.
III
Chegado
Ao momento
De luto
Em cada posto
De trabalho,
Cada filho acata o conselho
Do velho,
Pela sua experiência
E vivência.
IV
Agarrar
Com unhas
E dentes
Cada oportunidade
Que nos aparece,
Que nos oferece,
Para mais tarde remar
À outras(para) linhas
Longínquas e distantes,
Com "ombredade"
E dignidade.
V
Aos jovens,
Exorto
A coragem
Para a prendizagem
Em todas as margens
E paragens!
VI
Aos da meia idade,
Exorto
A determinação e firmeza,
De nunca perderem a vontade,
A esperança
E continuarem a ensinar
E a iluminar
Os mais novos,
A fim de atingirem os seus objectivos!
VII
A desulusão
Compromete
A missão
De cada ser vivente
Na prossecução
De cada finalidade;
Impede,
Obviamente,
A marcha triunfante.
VIII
A mente
Humana
É brilhante!
O importante
É canalizá-la
Para fins úteis
Que sirvam os interesses básicos
Da pessoa humana;
Orientá-la
Para as acções visíveis,
Banindo os tratos iníquos e cínicos,
Como a tortura,
A ditadura,
A guerra,
Defendendo a justiça,a paz
A harmonia e a alegria
Em tudo o que se faz,
Dia,
Apos dia!
IX
A emigração
Não é a solução,
Mas sim a desilusão
Que pode levar-nos a atirar a toalha ao chão;
E para que isso não aconteça,
A única esperança
É abraçar a emigração,
Porque(visto que) a nossa Nação
Não pode dar à educação,`
Não pode dar à habitação
A cada digno cidadão.
PV CITY (6ª-FEIRA- 11H00), 19 DE oUTUBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
terça-feira, 23 de outubro de 2012
inglês
espanhol
ONCE
PRISONER ...
I
There are times
Already remote
In the fields
Vast,
Among the pasture
And the repast,
A young
Man
Between ignorance
And the innocence
From childhood,
It was believed in the goodness,
Far from thinking of the evil,
Rather,
Do not even think about what this word meant,
For only thought in joy
Each day.
II
Today
Far
This space
Far away,
That was very radiant,
Became withered,
Almost lame
And without tacho
For your nest
Almost definho.
III
O destination
So evil
This boy
African!
By that leads into the swamp
Without at least a nod?!
IV
In Europe
There was a troop,
But climbing
Each ramp
As anyone who has a soup
Only through a magnifying glass!
V
I sit and write
What I think I should
Do,
What should I
Write
Gladly
For every being,
In order to get to know me
While living.
VI
Once,
I was a prisoner
Tent;
Now,
I'ma prisoner
The county
For unemployed
I am obliged
The present myself weekly
In the Parish
From my area,
Otherwise I'm liable to lose the subsidy
Given by Social Security.
VII
In the tent
Where I lived for more than two decades,
I could not leave her
But was subject to losing PER!
VIII
And that's what happened to me!
My tent was demolished without warning,
Claiming the Board of Loures I had absented
And had bought
A home in Merces.
IX
Today
Live
Like an octopus
Grabbed the various networks,
Without four walls
Own,
Living in lordships
And without means
To fulfill my commitments
As a man, as a husband and as a father!
X
Live in silence,
In solitude
Between
Much of the crowd!
XI
The only way
Survival
This creature
From Quinara,
It is the word,
It is written,
Something that frees
And avoids
's Blunder
In life,
Because much love
Their children!
PV CITY (3rd MONDAY-22H35), OCTOBER 23, 2012.
MATTOS (NDO)
OUTRORA /PRISIONEIRO/DA BARRACA/, AGORA/, PRISIONEIRO/ DA COMARCA/!/
OUTRORA
PRISIONEIRO…
I
Há tempos
Já remotos,
Nos campos
Vastos,
Entre o pasto
E o repasto,
Um jovem
Homem
Entre a ignorância
E a inocência
Da infância,
Acreditava-se na bondade,
Longe de pensar na maldade,
Melhor dito,
Nem sequer pensar no que esta palavra significaria,
Pois, só se pensava na alegria
De cada dia.
II
Hoje,
Bem longe
Desse espaço
Bem distante,
Que era muito radiante,
Tornou-se murcho,
Quase coxo
E sem tacho
Para o seu ninho
Quase definho.
III
Ó destino
Tão maligno
Deste menino
Africano !
Por que o leva para o pântano
Sem, pelo menos um aceno?!
IV
Na Europa,
Não foi a tropa,
Mas trepa
Cada rampa
Como quem tem uma sopa
Apenas por uma lupa!
V
Sento-me e escrevo
O que o que eu acho que devo
Fazer,
O que devo
Escrever
Com prazer
Para cada ser,
A fim de me conhecer
Enquanto viver.
VI
Outrora,
Fui prisioneiro
Da barraca;
Agora,
Sou prisioneiro
Da Comarca,
Pois, desempregado,
Sou obrigado
A apresentar-me semanalmente
Na Junta de Freguesia
Da minha área de residência,
Senão sou sujeito a perder o subsídio
Dado pela Segurança Social.
VII
Na barraca
Onde vivi durante mais de duas décadas,
Não podia ausentar-me dela,
Senão estava sujeito a perder o PER!
VIII
E foi o que me aconteceu!
A minha barraca foi demolida sem mais nem menos,
Alegando a Câmara de Loures que eu tinha ausentado
E tinha comprado
Uma casa em Mercês.
IX
Hoje,
Vivo
Como um polvo
Agarrado as várias redes,
Sem quatro paredes
Próprias,
Vivendo em senhorias
E sem meios
Para cumprir os meus compromissos
Como homem, como marido e como pai!
X
Vivo no silêncio,
Na solidão,
No meio
De tanta multidão!
XI
A única maneira
De sobrevivência
Dessa criatura
De Quínara,
É a palavra,
É a escrita,
Algo que o livra
E o evita
Da asneira
Na vida,
Porque ama muito
Os seus filhos!
PV CITY (3ª-FEIRA- 22H35), 23 DE OUTUBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
I
O que se sonha dia após dia, é sinal da vitalidade de um ser humano. O sonho de um dia cada vez melhor, com mais amor, solidariedade, paz, justiça social no nosso mundo, em que se vê um sorriso rasgado de uma criança, pelo facto de ter um simples pão, estar com os pais, ter uma educação condigna, etc. etc...
O dia vinte e três
De cada mês,
Era o dia em que sentia os pés
Bem assentes
Na terra,
Porque podia proporcionar
A uma criatura
Um pão,
Proporcionar
Aos que estão ao meu redor,
O amor,
A educação
Familiar
Integral,..
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
CUTUM MADINA
I
A cada esquina
No bairro Cutim Madina,
Deparo-me com um buraco,
Há sempre um espaço oco,
Onde,arduamente,
Labutam os homens, mesmo sem horizonte.
II
No rosto das pessoas,
Nada nos transparece risonho!
Tudo é tristonho!
Já não há mais gamboas,
Porque o estado está morto
E o povo está faminto!
III
As greves sindicais,
Assolam todo o país.
Tudo está paralisado,
Porque nada está defindo.
Os grandes estão indeferentes
Às tantas
Mortes,
ÀS tantas
Calamidades dos inocentes!!!
IV
Os ministros,
São os maestros;
Os secretários,
São os larápios;
Os directores ,
São os abutres.!
V
Aqui,tudo está quase podre!
Acomoda-se com o compadre,
Porque a própria mulher é comadre!
Porque num estado de putrefacção,
É inevitável a corrupção!
VI
O taxista,
O "candongista",
O carteirista,
O "toca-toca" ou legalista
Motorista,
O pedreiro,
Ou o carpinteiro,
Todos estão contentes,
Porque não há controlo nas fontes
E os outros, estão triste!!!
VII
Não
Têm pão,
Porque não
Lhes dão
O que realmente
Têm,
Porque à custa deles, divertem
Como os nobres da Idade Média,
Que não
Se preocupavam com o seu dia-dia.
VIII
Têm
Bons carros,
Têm
Boas
Casas,
E bonitas
Mulheres;
Não
Sabem
Se os produtos são
Caros;
Têm
Fartas
Mesas
E têm
Esperanças,
Porque pensam ser donos e gestores
Desta
Nossa
Querida terra
Até à sepultura!!!
IX
Aí minha Guiné!
Continuas a ser néné!
Com a tua fama,
Retribuis djarama
Aos que sempre te lembram
E sempre te ajudam
Acompanham
E moram!!!
X
Em nome da estabilidade,
Enterraste
O peso;
Em nome da prosperidade,
Puseste
Em circulação o franco forte e coeso,
Que substitui os habituais milhões,
Que apenas alimentavam ilusões!!!
XI
Percorri
Ruas
E ruas,
Mas nada
Vi
E nada
Encontrei;
Apenas
Misérias,
Pelo que, copiosamente,
Chorei!
Chorei
Devido a indeferença
De tanta
Pobreza,
Na ignota
Massa!
Chorei
Pelos ventres famintos,
Chorei
Pelos desempregados,
inválidos
Hirtos;
Chorei pelos doentes,
Pelos inocentes
Com tantos
Vómitos!!!
( POESIA POR CONCLUIR)
CUTUM MADINA (6ª FEIRA), EM BISSAU, 22 DE AGOSTO DE 1997.
MATTOS (NDO)
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
À ESPERA/EM CADA QUINTA FEIRA!
I
Com a ansiedade,
Cada Professor
Contratado,
Fica à espera
Em cada quinta-feira
Da sua sorte
Ou da sua desdita.
II
A força
Da esperança
Que anima
Cada alma,
Tem sido constante
Em cada semana
Por cada professor,
Por cada educador
Nestas infelizes condições.
III
OH! Como é dolorida,
Como é dolorosa,
A vida,
A desgraça,
A sensação
De não
Colocação
Na educação
De Nuno Crato,
Insensível,
Imperturbável
No seu rosto
E desumano
No seu trono!
IV
Só Deus sabe,
Só Deus percebe,
Só Deus entende,
Só Deus compreende
O sofrimento,
A dor
De cada docente,
De cada professor,
De cada educador
Neste
Momento
Tão complicado,
Tão delicado.
V
Tudo arrasa
Já na 5ª bolsa
De recrutamento,
O ponto
Crucial
De debilidade,
De fragilidade,
De cada personalidade;
Um ser que se sente
Envolto
Num manto
Tão abismal,
Tão inerte,
Tão triste!!!
VI
Para todas as classes,
Em todas as situações e fases,
Eu tenho
Uma única palavra
Cheia de doçura:
O SONHO!
O sonho
Que não nos deixa tristonho
E acreditar num caminho
Airoso,
Radiante
Que nos atira
Para frente,
Que nos atiça
Para a esperança,
Mesmo que estejamos no fosso!
PV CITY(5ª FEIRA- 12H25M), 11 DE OUTUBRO DE 2012
MATTOS (NDO)
Subscrever:
Mensagens (Atom)
