quarta-feira, 24 de outubro de 2012
O QUE ME RESTA/ DESTA/ VIDA MADRASTA?!
I
As palavras para pronunciar,
As situações para presenciar,
A tudo, renuncio
E abraço
O sacrifício
Com esforço,
Porque nunca fui do ócio,
Mesmo quando sinto um vazio
No meu próprio
Meio!
II
“Bantumbi”(1),
Ainda não percebi
As razões por que nunca mais subi!!!
III
Eu não me interrogo,
Porque não sigo
Normalmente como os outros.
Será que só oiço
Os vossos berros,
E não oiço
A vossa voz,
Senão à sorte atroz
Que me está condenando
Diante de todo
O mundo? !!!
IV
Diante dos meus subordinados,
Estou a ser crucificado,
Porque todos
Estão informados
Do meu atual estado:
Um autêntico farrapo
Neste real, concreto
E exato
Tempo.
V
Seguir-se-ão
Os meus próprios filhos!!!
Porventura, deixarão
De ouvir os meus conselhos,
Porque mais nada valho,
Porque já não tenho trabalho,
Já não tenho emprego
E, consequentemente, nem um amigo!
VI
Neste momento,
O que devo fazer
Para merecer,
(Sobretudo) Pelo menos, respeito??!!
1. MINHA GERAÇÃO
LISBOA, 01 DE JULHO DE 2001.
MATTOS (NDO)
MATTOS (NDO)
MATTOS (NDO)
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