I
Aos cinquenta e cinco anos
De idade,
Foi "forçada"
A emigrar,
Deixando
Para trás,
No país,
Duas filhas
Menores,
Respetivamente, de sete e dez anos de idade
E o marido.
II
Para trás,
Eu não sei se deixou
Boas crecordações,
Saudades,
Pois, a situação económico-financeira
Era
Tão caótica ,
Que até rejeitava
Tudo
O que o marido
A solicitava,
Ou, porventura,
Já não o amava,
O que punha
Em causa
O amor
Que dizia
Que tinha
Para mim
Há muitos anos.
III
Como já não tenho
Nada
Nada para dar,
Estou teso,,
Já não sou o "melhor marido
Do mundo,
Como ela sempre dizia.
IV
Mas, independentemente
Desta aversão
Por mim,
Eu reconheço
Que ela foi muito corajosa
Em emigrar de novo
Para um país sem saber
Quais as condições que irá encontrar;
Pelo que me informou,
Trabalha desde a passada semana, uma semana depois de ter chegado,
Sexta-feira(dia 6/6/2014) DUAS HORAS POR DIA
e ENTRA ÀS CINCO HORAS DA MADRUGADA PARA SAIR ÀS SETE DA MANHÃ..
sAI DE CASA ÀS TRÊS HORAS DA MADRUGADA PARA PODER CHEGAR O NOVO EMPREGO NA TERRA DA SUA mAJESTADE.
a VIDA É DURA!
mUITO DURA
Mesmo
Catujal, 12/06/2014.
kakambal-Ndo-( Mattos)
quarta-feira, 18 de junho de 2014
A CONDIÇÃO DA EMIGRAÇÃO
I
Sem voz
Entre vós
Ou entre nós,
O emigrante
Parte ,
Consciente
Ou inconsciente ,
À procura
De melhores condições
De vida.
II
A emigração
Atual
Atinge a todos
Os grupos sociais
E de diversas idades:
agricultores, pedreiros, carpinteiros, ferreiros, indiferenciados,, advogados, professores, enfermeiros,
psicológos, jornalistas, cientistas, etc, etc e de idades compereendidas entre os vinte e cinco e cinquenta (e mais) anos de idade.
III
O País,
Os pais,
Os maridos,
As esposas,
Não conseguem
Nem
Podem
Impedir este fenómeno
Tão maligno,
Aterrador
E assustador
Que arrasa,
Desgraça,
Destrói amores
E lares.
IV
A emigração
Forçada,
Mas necessária,
Quiçá
Para que a relação
Seja sadia
Entre o marido
E a esposa,
Ou que a separação
Seja definitiva,
Efetiva
E nada a emigração
Salva.
V
A emigração,
A faca de dois gumes
Sem nomes:
Recupera,
Restaura,
Repara
O amor que estava tremido,
Fingido,
Ou dá
Asas para que cada
Um encontre
A sua senda,
O seu caminho,
O seu sonho,
Seja
E esteja
Livre.
V
Condenado
A emigrar
Por amor,
Ou obrigado
A ficar
Pela dor
De não deixar
Ninguém a sofrer,
O ser
Emigrante
Que parte
Ou aquele que fica,
Não peca,
Porque foram
As condições
Alheias a sua sua vontade
Que exerceram
Pressões
Sobre a sua personalidade,
Sobre a sua identidade,
Sobre a sua individualidade.
VII
Ndo
Obrigado
A escrever
Para não sofrer
Tanto,
Muito,
Rflete
Seriamente
Sobre a condição
Da emigração
Que o deixou sem filhos
E esposa.
ALVERCA(QUARTA-FEIRA- 07H35 MINUTOS), 18 DE JUNHO DE 2014.
KANKAMBAL- NDO (MATTOS)
Sem voz
Entre vós
Ou entre nós,
O emigrante
Parte ,
Consciente
Ou inconsciente ,
À procura
De melhores condições
De vida.
II
A emigração
Atual
Atinge a todos
Os grupos sociais
E de diversas idades:
agricultores, pedreiros, carpinteiros, ferreiros, indiferenciados,, advogados, professores, enfermeiros,
psicológos, jornalistas, cientistas, etc, etc e de idades compereendidas entre os vinte e cinco e cinquenta (e mais) anos de idade.
III
O País,
Os pais,
Os maridos,
As esposas,
Não conseguem
Nem
Podem
Impedir este fenómeno
Tão maligno,
Aterrador
E assustador
Que arrasa,
Desgraça,
Destrói amores
E lares.
IV
A emigração
Forçada,
Mas necessária,
Quiçá
Para que a relação
Seja sadia
Entre o marido
E a esposa,
Ou que a separação
Seja definitiva,
Efetiva
E nada a emigração
Salva.
V
A emigração,
A faca de dois gumes
Sem nomes:
Recupera,
Restaura,
Repara
O amor que estava tremido,
Fingido,
Ou dá
Asas para que cada
Um encontre
A sua senda,
O seu caminho,
O seu sonho,
Seja
E esteja
Livre.
V
Condenado
A emigrar
Por amor,
Ou obrigado
A ficar
Pela dor
De não deixar
Ninguém a sofrer,
O ser
Emigrante
Que parte
Ou aquele que fica,
Não peca,
Porque foram
As condições
Alheias a sua sua vontade
Que exerceram
Pressões
Sobre a sua personalidade,
Sobre a sua identidade,
Sobre a sua individualidade.
VII
Ndo
Obrigado
A escrever
Para não sofrer
Tanto,
Muito,
Rflete
Seriamente
Sobre a condição
Da emigração
Que o deixou sem filhos
E esposa.
ALVERCA(QUARTA-FEIRA- 07H35 MINUTOS), 18 DE JUNHO DE 2014.
KANKAMBAL- NDO (MATTOS)
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