terça-feira, 20 de novembro de 2012
DEIXADO SOLTO E ABANDONADO
I
Neste mundo,
Há de tudo:
Os rejeitados,
Os acolhidos,
Os protegidos,
Os adorados,etc.
II
Eu pertenço
Ao grupo
Dos primeiros,
Aqueles que não têm laço
Com nenhum tempo,
Com nenhum espaço,
Aqueles que não têm póros.
III
O tempo
E o espaço
Cimentam-me,
Fortaleçam-me
Como cal,
Como pedra
Para não perecer,
Para não morrer
Tão cedo
Neste mundo,
Embora
A alegria de viver
Já tenha dissap+ado
Há já muito tempo
NÃO ME DEEM O DINHEIRO SUJO!
I
Senhor Deus,
Criador
Do Céu
E da Terra,
Dê-me
Coragem
E força
Para enfrentar
As dificuldades
Deste Mundo.
II
Apesar
Das dificuldades,
Não quero
Que me dêem
Dinheiro
Sujo;
Nada
Que tenha
A ver
Com o so9frimento
De alguém!
III
20, 10 Euros!
Donde
Vieiram,
Meu querido filho?!
V
Quero ajuda,
Mas uma ajuda
De forma
Mais honesta, mais digna
E mais limpa...!
Deus Criador,
Quero o amor
E não a dor
A meu redor...!
PV. CITY( DOMINGO,19H30MINUTOS), 18 DE NOVEMBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
O MUNDO IRISÓRIO
I
Fechado
Num quarto,
Absorto
Em pensamentos
Sem fim...
II
Um professor
Que o Ministério
De Educação
Deixou fora
Do sistema
E sem meios
De subsistência...!
III
O edjucador
Sem a cor
Nem o teor
Para pôr
O seu saber
Ao redor
Ao seu sabor.
IV
A tristeza apodera-se
Da minha face,
Do meu ser,
Da minha pessoa,
Porque não tenho
Nada para dar,
Do meu grande sonho.
V
Todos já falam mal
De mim
E o o " Mouro"
Informou-me que existe uma mulher
Que fala mal de mim,
Que nme odeia e me deseja mal...
VI
Já não tenho mais ninguém
Para confiar o meu segredo,
Numa palavra, mais ninguém
Para desabafar...
VII
Estamos endividados até aos dentes. Estamos a dever à D. Nabia(Emília Fernandes)a importância de 600 Euros! Eu, pessoalmente, estou a dever-lhe cerca de duzentos euros, resultantes do tratamento do Toninho no "Djambacós" Teresa.
E já nada temos para comer, nem para beber...
Como dever ser em casa!
Sou acusado de não honrar os meus compromissos, isto é, de não pagar ou não gostar de pagar as minhas dívidas.
A minha mulher é autora dessa acusação.
Disse que não paguei nada com os 500 Euros que me entregou para pagar as dívidas( do seu vencimento do mês de Outubro do ano em curso).
Mas, eu pessoalmente, seri que paguei o que me foi possível, pois, receio ficar sem um único cêntimo para fazer face às despesas correntes da casa, para comprar fosse o que fosse. Tento racionalizar o dinheiro para não passar humilhação e não ter nada para as minhas duas filhinhas!
Não estando a trabalhar, tento canalizar o talento e raconalizar o tempo que tenho disponível .
Acordar, levar a Kelcy ( a minha pequena)para o Jardim de Infância e depois ir correr, marchar, caminhar durante uma hora e vinte minutos.
Quando mais ninguém nos quer, temos que interessarmo-nos por nós próprios.
O meu filho António já não dorme, nem come em casa! Estou deveras preocupado com o meu querido filho_! Senhor Deus, acuda-me nestes momentos tão dolorosos!
PV. City( terça -feira, 18h30 minutos), 20 de NOVEMBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
O SUOR/PELO AMOR/ AOS QUE ESTÃO AO MEU REDOR/
I
Embarco
Num barco
Para fugir o cerco
Daqueles que eu critico,
Daqueles que eu detesto
E demonstro o meu protesto.
II
Por amor
Aos que estão ao meu redor,
Consinto o suor
Com todo o vigor,
De tudo o que vem
Do meu interior
Como homem,
Com uma certa coragem
E com um certo pudor.
III
A minha luta
Só termina
Quando nada mais
Tenho a dar,
Quando nada mais
Posso respirar,
Quando nada mais
Tenho a oferecer,
Isto é,
Quando morrer.
PV CITY, 28 DE JUNHO DE 2012.
MATTOS (NDO)
O DESEMPREGO/ APESAQR DE SER UM CASTIGO/, É UM UM FÔLEGO
I
A cada passo
Falso
E crasso,
Uma queda
Em peso.
II
Os desafios,
Os sacrifícios
Consentidos
Ao longo dos anos,
Permitiram
Á minha pessoa
Em Lisboa,
Uma coisa boa:
A consciência
Das minhas fraquezas
E das minhas forças!
III
Com elas,
Vou andando,
Vou vivendo
Como "Ndo",
Porque são estrelas
Que iluminam
O caminho
Do meu sonho.
IV
O sonho
De ver
O meu ninho
Feliz,
Em qualquer país,
Antes de morrer!
PV CITY(5ª-FEIRA-RESTAURANTE "IMPÉRIO DO CRSITAL"), 25 DE OUTUBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
sábado, 3 de novembro de 2012
DE PAU/EM PAU/, A MINHA GUINÉ-BISSAU!/
I
Ó fundador da nacionalidade,
Vinde
Ao nosso socorro,
Porque o país
Está sempre em choro!
Acuda à nossa grande
Dor!
A desgraça
Que cada vez mais,
Ameaça
O nosso país!
II
Ó Amilcar Cabral,
O teu sonho
Transformou-se
Numa guerra inetstinal,
Em interesse mesquinho;
Transformou-se
Em batalha campal,
Em vez de servir
As principais aspirações
Das populações
Actuais e das que hão-de vir!
III
Ó Amilcar Cabral,
Os gatilhos
Premidos
Pelos nossos filhos
Queridos,
Nas matas da Guiné-Bissau,
Para a libertação
Total
Da nossa nação
Sob o jugo colonial,
Não surtiram os efeitos,
Não nos deixaram satisfeitos!!!
IV
As armas
Daqueles que estão no trono,
Continuam a perpetuar lágrimas
Do seu(nosso)povo
E assim, continua escravo
Do seu próprio destino!!!!
V
São golpes
E golpes
Dos galopes,
D,equipes,
D,outras estirpes!
VI
São ceifadas
Vidas
De inocentes vítimas
Pelas armas
Anónimas
Daquelas almas
Que criam traumas,
Que lançam chamas
Que lançam trevas e brumas
Sobre o nosso povo,
Que tinha e tem grande objectivo:
A paz,
A liberdade,
A democracia,
A justiça,
O progresso,
A prosperidade
E a felicidade!
VII
Ó Cabral,
Afinal,
Era esse o sinal
Do seu desaparecimento fatal,
Ainda na época colonial?!
VIII
Quem pode ou poderá
Investir na nossa terra
Com a permanente/constante
Instabilidade política?
IX
Os projetos
São deitados por terra
Por falta de confiança
Política
Desde à época (de ) noventa!
X
Agora,
os`"intocáveis"
São impuníveis,
Fazem
E desfazem,
Porque a terra
Lhes pertence
Ou é a pertença exclusiva deles
E ninguém lhes faz
Face.
X
Os militares
Estão nos altares,
Estão nos lugares
Conferidos pelos poderes
Parlamentares,
Numa palavra, pelos eleitores?
XI
A Guiné
Estará eternamente
Condenada,
Governada
E perdida
Nas malhas da guerra,
Nas malhas da morte
Da sua população,
De cada cidadão,
Nas mãos desses "joguetes",
Desses ignorantes
Que recusam submeter-se
Ao poder civil
E de forma vil,
A exibir-se?!
XII
Ó Cabral,
Faça com que a sua voz
Seja ainda
Ouvida,
Respeitada
E recordada
Por cada um de nós
A nível nacional
E também a nível ineternacional,
Pelo respeito
Ao direito
Fundamental
E integral
Da pessoa humana na sua Pátria!
XIII
"Nha mantenha" (1)
Para àqueles que têm vergonha
Na cara
E não para os que perpetuam
Os malifícios
Da guerra;
Não para os que nos seus comícios
Enchem a palavra "povo"!
A esses, não louvo!
Condeno,
Recrimino
Veemente
E intensamente!
XIV
O que faço,
O que rezo
Em cada dia,
É que Deus tenha misericórdia
Do meu povo;
Que a palavra
Esperança
Permaneça
E cresça
Na nossa terra
E na mente de cada cada guineense
Apesar da crise!
1. Os meus cumprimentos, os meus abraços.
LOJA DO CIDADÃO(ODIVELAS PARQUE-4ª-FEIRA), 31 DE OUTUBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
INSTALADO/DO/LADO/ERRADO/
I
Posicionado,
Instalado
Do lado
Errado,
o Sr. Ndo,
Vai reflectindo,
Vai procurando
Sair desse meandro,
Para o outro
Mundo.
A dúvida
Na vida,
É quando
O nosso fado
Se posiciona
De um lado
Considerado
Errado,
Segundo
A nossa perspectiva,
A prova
Do que nos destina!
III
Quem estará
Errado?
O meu filho
Ou eu?
Será
A sociedade
Onde estamos inseridos?
Estará
Em guerra,
Em conflito,
A perspectiva geracional?
Os valores
Em choque?
IV
A crise
Instalou-se
E o homem desnorteou-se
Perante
Tanta
Gente,
Porque o seu mundo
Desvaneceu-se
E está totalmente
Perdido!
V
O seu filho
Não se encontra
Na cátedra
Que se deslumbra
Na sombra
Que se procura!
VI
Noites
E noites,
O seu leito
Está descoberto
E apenas coberto
Com calças,
Camisas
E outras coisas!
VII
A Deus,
Peço
Perdão
Pelos meus
Pecados,
Pelos pecados
Cometidos
Neste mundo
E ao meu filho querido,
Por não ter podido
Proporcionar-lhe tudo,
Sobretudo,
O mais adequado
E possível deste mundo!
VIII
Todas as noites
Os meus olhos
Estão muito tristes,
Por filhos
Que não eduquei
Convenienetemente;
Por nada que não lhes dei;
Nada da minha parte
E assim, neste mundo, não tiveram sorte!
IX
Não posso sorrir
Como os outros pais
Deste país,
Nem tão pouco posso fugir
A ( minha)responsabilidade
Da(de)paternidade.
X
Eu sofro
Pelo meu suspiro
Quotidiano,
Pelo sono
Desencontrado,
O quão desejado
E ambicionado
Neste mundo!
XI
O meu filho
Não dorme,
O meu filho
Não come
Em casa!
Não tem trabalho,
Não estuda
E por aí anda!
Não descansa
Nem um único dia,
À razão da minha melancolia,
Da tristeza
Que me arrasa!
XII
Em que mundo
Se meteu
O meu querido
Menino?!
Em que estrado
Se bateu
E a mim
Me comprometeu,
Podendo provocar,
Causar
O meu fim?!
XIII
O que faz
O meu querido rapaz
Em cada rua
De Lisboa?!
Tudo isso, me mingua,
Me magoa
Diariamente
E principalmente,
Em cada noite!
XIV
Durante
O dia,
Dorme
Como um verme
E levanta-se à noite,
Para a paródia,
Que só termina
Com o raiar do sol!!!
XV
Que pai
Pode estar
Sossegado,
Tranquilo
Quando o filho sai
E sem voltar,
Senão quando
Os outros estão-se a levantar
Para irem estudar,
Para irem trabalhar
E batalhar
Para um futuro
Melhor e mais seguro?!
Como pode ter consolo?!
XVI
Pai
Celestial,
Tu que és bestial,
Façai
Com que o meu filho
Volte
Para casa!
XVII
Pai
Celestial,
Tu que és bestial,
Façai
Com que a sua cabeça
Se lembre
Do seu casebre!
XVIII
Pai
Celestial,
Tu que és bestial,
Façai
Com que o meu filho
Volte
Para o seio familar!
XIX
Pai
Celestial,
Tu que és bestial,
Rogai
Para que o meu filho
Encontre
O caminho
Do seu sonho
E que tenha saúde
E felicidade!
XX
Pai
Celestial,
Tu que és bestial,
Façai
Com que todos os filhos do mundo
Voltem
As casas
Dos seus pais,
A fim de encontarem o amor
E a paz do espírito !!!
PV CITY(SÁBADO ,3H50), 03 DE NOVEMBRO DE 2012.
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