I
Enxaqueca,
Coisa
Tremenda,
Louca
Que arrasa
a minha vida!
II
Será
Que consigo
Parar
Quando quero?
Haverá
Algo
No escuro
Que me impeça
Marchar,
Ir para frente,
Para o lugar que mais goste
E onde haja mais justiça?
III
Dor
De cabeça
Horrível,
Que não me deixa
Trabalhar adequadamente,
Convenientemente,
Que me lixa
O vigor,
Debilitado e sem força
Para ler
E escrever!
IV
Oh!
Se todos os homens
Pudessem,
Nas suas acções,
Nas suas viagens,
Parar com os vícios
Que os atormentam
No seu dia
A dia!
V
O mundo
Seria
Uma alegria,
Uma maravilha
Onde o sol brilha
Em cada lado,
Dando mais energia
Onde cada um labuta,
Luta
Na sua liturgia
E magia,
Para afastar o mal
Abismal,
Que, cada vez mais, o afecta.
VI
Noites
E noites
Sem sono,
Noites
E noites
Em que não durmo,
Mesmo esforçando ao máximo
No meu íntimo
Como
O dono
De mim,
Mas enfim,
Sem trono!!!
VII
O sono,
A dor
Da cabeça,
As tantas preocupações,
Aflições
Que atormentam
O meu débil coração,
Me levam
Para um pântano
Idêntico as bolanhas de Utiacor,
Quando era a criança!
VIII
(1)
Nha
Djinti,
BÔ ditchang
Ami Fidju
De Nhanha
Sossegadu,
Porque imisti
Bai lundju,
Na pidi bós: Ka bó pintchang!
1- parte escrita em crioulo da Guiné-Bissau:
"
"Deixem-me!
Eu, filho
De Nhanha,
Porque eu quero
Estar sossegado, quero sossego,
Porque eu quero
Ir mais longe!
Peço-vos: Não me empurrem !
CNO,AVELAR BROTERO(ODIVELAS), 12-01-12
MATTOS (NDO)
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
O SANGUE DE FARÃ MATTOS
I
Escrever,
Depois de ver
Com os nossos próprios
Olhos
O que os nossos filhos
Fazem,
Arruinando os nossos duros sacrifícios
De muitos anos,
Sobretudo vendo-os nas redes de facebook!
II
Estou triste
Vendo o mundo
Desvairado
Em que o meu filho está seguindo!
Por que mereço
Isso,
Do filhinho
Que eduquei com todo o apreço
E carinho?!
III
»Este»,
Por que partiste
E me deixaste
Tão triste ,
Sem sorte,
De pelos menos,
Sorrir
Com os filhos,
Que a este
Mundo
Deste?!
IV
Assim,
Vou indo
Neste Mundo,
Minha »Este»,
Iluminado
Com um determinado
Fim,
Mas,que infelizmente,
Vou minguando
E sofrendo
Até
A minha morte!
V
Eu já não sei
Se valerá
Ou não
A pena
Continuar a viver
A sofrer,
A ver
O meu filho
Noutro trilho,
Noutro caminho
Que não era o meu sonho,
No que nunca pensei
Nesta terra,
Não
Divina!
VI
»ESTE»,
Eu já não sei
Se estou bem
Neste »djambarém»,
Depois de tudo o que já passei
Aqui em Portugal,
Em que fui recebido de uma forma fraternal!
VII
Será preconceito
Da minha parte,
Que sou retrógrado,
Tradicionalista,
Conservador,
Atrasado
No tempo,
Em relação ao que vejo,
No comportamento
Do meu querido
Filho?
VIII
Filho de lavrador
Que hoje só tem
A dor,
Que mais nada tem,
Que nem
Um vintém
Obtém
No final de cada mês,
Nem
Um » péss»
Para ajudar
Os que lhe tinham ajudado
Nos momentos difíceis de vida!
IX
O filho de Quínara,
Só chora
Da sua querida terra,
Que o proibira
De regressar
E poder abraçar
Àqueles que tanto amara!
X
Quem me dera
Voltar
À Quínara,
A terra
Que me vira
Nascer,
Pouco crescer
E, depois, vagabundear
Por todo o território
Pátrio!
XI
»Este»,
Este
Homem
Chora
Por desdém
Como criatura
Que sonhara
Ser alguém
E o que hoje
É e está longe
Da sua querida gente!
XII
»Este»,
É
Este
O orgulho
De um filho
Que sonhava no trabalho,
O seu trilho,
Onde pode e poderia
Encontrar o brilho,
E, consequentemente,
A alegria
Na sua família?!
XIII
A família,
A magia
Onde se vivia
Com a harmonia,
Esta palavra
Tornou-se uma fantasia,
Uma quimera,
Uma reminiscência
Da infância,
Da adolescência,
Não da juventude
Ou desta idade!
XIV
Os desencontros,
Por causa dos apuros
Nos centros
Daqueles que juntaram os trapos,
Que juntaram os panos
Como esposa e marido,
Para serem felizes
Neste mundo,
Apesar das crises
Constantes
Presentes
Em todos os continentes,
São as razões da minha infelicidade?
XV
Não mereço
A felicidade,
Como qualquer
Ser,
Dividade,
Neste Universo,
tanto emocional,
Familiar,
Profissional,
Como social?
PV CITY -SEGUNDA-FEIRA, 01H15M -, 09 DE JANEIRO DE 2012.
MATTOS(NDO)
Escrever,
Depois de ver
Com os nossos próprios
Olhos
O que os nossos filhos
Fazem,
Arruinando os nossos duros sacrifícios
De muitos anos,
Sobretudo vendo-os nas redes de facebook!
II
Estou triste
Vendo o mundo
Desvairado
Em que o meu filho está seguindo!
Por que mereço
Isso,
Do filhinho
Que eduquei com todo o apreço
E carinho?!
III
»Este»,
Por que partiste
E me deixaste
Tão triste ,
Sem sorte,
De pelos menos,
Sorrir
Com os filhos,
Que a este
Mundo
Deste?!
IV
Assim,
Vou indo
Neste Mundo,
Minha »Este»,
Iluminado
Com um determinado
Fim,
Mas,que infelizmente,
Vou minguando
E sofrendo
Até
A minha morte!
V
Eu já não sei
Se valerá
Ou não
A pena
Continuar a viver
A sofrer,
A ver
O meu filho
Noutro trilho,
Noutro caminho
Que não era o meu sonho,
No que nunca pensei
Nesta terra,
Não
Divina!
VI
»ESTE»,
Eu já não sei
Se estou bem
Neste »djambarém»,
Depois de tudo o que já passei
Aqui em Portugal,
Em que fui recebido de uma forma fraternal!
VII
Será preconceito
Da minha parte,
Que sou retrógrado,
Tradicionalista,
Conservador,
Atrasado
No tempo,
Em relação ao que vejo,
No comportamento
Do meu querido
Filho?
VIII
Filho de lavrador
Que hoje só tem
A dor,
Que mais nada tem,
Que nem
Um vintém
Obtém
No final de cada mês,
Nem
Um » péss»
Para ajudar
Os que lhe tinham ajudado
Nos momentos difíceis de vida!
IX
O filho de Quínara,
Só chora
Da sua querida terra,
Que o proibira
De regressar
E poder abraçar
Àqueles que tanto amara!
X
Quem me dera
Voltar
À Quínara,
A terra
Que me vira
Nascer,
Pouco crescer
E, depois, vagabundear
Por todo o território
Pátrio!
XI
»Este»,
Este
Homem
Chora
Por desdém
Como criatura
Que sonhara
Ser alguém
E o que hoje
É e está longe
Da sua querida gente!
XII
»Este»,
É
Este
O orgulho
De um filho
Que sonhava no trabalho,
O seu trilho,
Onde pode e poderia
Encontrar o brilho,
E, consequentemente,
A alegria
Na sua família?!
XIII
A família,
A magia
Onde se vivia
Com a harmonia,
Esta palavra
Tornou-se uma fantasia,
Uma quimera,
Uma reminiscência
Da infância,
Da adolescência,
Não da juventude
Ou desta idade!
XIV
Os desencontros,
Por causa dos apuros
Nos centros
Daqueles que juntaram os trapos,
Que juntaram os panos
Como esposa e marido,
Para serem felizes
Neste mundo,
Apesar das crises
Constantes
Presentes
Em todos os continentes,
São as razões da minha infelicidade?
XV
Não mereço
A felicidade,
Como qualquer
Ser,
Dividade,
Neste Universo,
tanto emocional,
Familiar,
Profissional,
Como social?
PV CITY -SEGUNDA-FEIRA, 01H15M -, 09 DE JANEIRO DE 2012.
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