I
O saltibanco,
O nómada,
Não tem
Banco,
Nem
Lugar certo;
Salta
De um lado
Par o outro
Quando
Acaba o que lhe alimenta;
Só tem
A estrada,
O seu metro,
Dentro.
II
O contratado,
Não pertence
Ao Estado,
Nem
A ninguém;
Aparece
E desaparece
Consoante
A necessidade
Da sociedade,
Em cada instante.
III
Depende
De todos,
Porque todos
O querem
Quando
Necessitarem
Dele;
É chamado
Para qualquer lide
E é o que lhe vale
Para a própria
Existência,
Para a própria
Sobrevivência.
IV
Sobrevive
Mediante,
Consoante
As necessidades
Dos outros ;
Vai para onde
O pedirem,
Para onde
O chamarem.
V
Não tem
Lugar.
Vai e vem,
Para não minguar,
Para não mendigar.
VI
Vem de Queluz,
Porque de lá
Já não produz
Nenhuma vela.
VII
Agora
É Odivelas,
Num Agrupamento de Escolas
Que lhe pode dar algum alimento
Para o sustento
Da sua família,
E o alivia
Do sofrimento,
Do padecimento.
VIII
O meu dever
É ensinar
E aprender;
E, assim,
Estar
Sempre a ganhar
Até ao fim!
IX
Com sono,
Estou feliz,
Porque nasceu um menino
Aqui neste país.
X
Nasceu o menino,
Embora africano,
Também é europeu,
Onde a avó
Viveu
E ainda sobrevive.
ODIVELAS,( 4ª FEIRA, 13H18 MINUTOS),21 DE SETEMBRO DE 2011.
MATTOS (NDO )
domingo, 25 de setembro de 2011
DE QUELUZ/BELAS/, EIS O AVESTRUZ/ EM ODIVELAS
I
O saltibanco,
O que não tem
Banco,
O que não tem
Um lugar certo,
Aquele que salta
De um lado
Para o outro,
Aquele que não tem
Nenhuma ementa,
Aquele que faz um giro
Quando acaba
O que lhe alimenta.
II
O contratdo
Não tem estado,
O saltibanco,
O que não tem
Banco,
O que não tem
Um lugar certo,
Aquele que salta
De um lado
Para o outro,
Aquele que não tem
Nenhuma ementa,
Aquele que faz um giro
Quando acaba
O que lhe alimenta.
II
O contratdo
Não tem estado,
domingo, 18 de setembro de 2011
HELÉNIO, DEUS PROTEGE O TEU DESÍGNÍO
I
Só a Deus
Pode compensar
Os favores
Que hoje me concedeste.
Não tenho palavras
Para agradecer
O que hoje me fizeste,
Meu querido filho.
II
Quinhentos
Euros
Postos
Nos meus bolsos!
Nunca ninguém
Me tem dado
Tanto dinheiro!
III
Eu que trabalho
Todos os dias,
A ninguém
Tenho feito
Tanta proeza,
Tanto benefício,
Tanto favor!
IV
Helénio,
Te dê
O dobro
Do dinheiro
Que hoje me deste,
ou pelo menos,
A saúde
E felicidade
Na tua caminhada!
V
Um filho
Não é só aquele
Que nós concebemos,
Não é só o nosso filho biológico.
Um ser, um filho
Desque que venha ao mundo,
É para todos.
VI
Estando-me à
Porta d,outro mundo,
Alguém como tu,
Teve a benevolência
De me resgatar,
Melhor dito,
Prorrogar,
Dilatar
Os meus dias,
Evitar
À minha humilhação
Perante os meus sobrinhos,
Perante à minha famíliar,
Aliviar
O meu coração,
Evitar
O meu vexame,
Honrar o meu nome,
Evitar
O falatório
E a infâmia do tio!
VII
A todos,
Tinha recorrido,
Inclusivé os meus filhos
Biológicos,
A de salvarem à minha face,
À minha vergonha.
Mas,infelizmente,
Nenhum foi capaz
De me resgatar,
De me honrar,
De me fazer
Valer
Nesta aflição!
VIII
Quase nas mãos dos lobos,
Chegaste
E valeste-me!
Salvaste-me
Da morte certa!
As tribos
Bantumbi
E Blomg,
Respectivamente
Da linha masculina
E e da linha feminina,
Acudiram o meu apelo
Com o teu zelo
E triunfaste
Nesta floresta,
Onde estava
A ser comido,
Onde estava
Pestes a ser devorado
Pelos bichos
Fèmeas e machos !
IX
Helénio,
Muito obrigado
Pelo teu génio,
Pelo teu gesto
Sublime e humano!
Obrigado
Por todo
O resto
Que me já tens feito,
Salvando
Este quinquagenário,
Este homem quase sexagenário.
PRIOR VELHO, 18 DE SETEMBRO DE 2011
MATTOS (NDO)
Só a Deus
Pode compensar
Os favores
Que hoje me concedeste.
Não tenho palavras
Para agradecer
O que hoje me fizeste,
Meu querido filho.
II
Quinhentos
Euros
Postos
Nos meus bolsos!
Nunca ninguém
Me tem dado
Tanto dinheiro!
III
Eu que trabalho
Todos os dias,
A ninguém
Tenho feito
Tanta proeza,
Tanto benefício,
Tanto favor!
IV
Helénio,
Te dê
O dobro
Do dinheiro
Que hoje me deste,
ou pelo menos,
A saúde
E felicidade
Na tua caminhada!
V
Um filho
Não é só aquele
Que nós concebemos,
Não é só o nosso filho biológico.
Um ser, um filho
Desque que venha ao mundo,
É para todos.
VI
Estando-me à
Porta d,outro mundo,
Alguém como tu,
Teve a benevolência
De me resgatar,
Melhor dito,
Prorrogar,
Dilatar
Os meus dias,
Evitar
À minha humilhação
Perante os meus sobrinhos,
Perante à minha famíliar,
Aliviar
O meu coração,
Evitar
O meu vexame,
Honrar o meu nome,
Evitar
O falatório
E a infâmia do tio!
VII
A todos,
Tinha recorrido,
Inclusivé os meus filhos
Biológicos,
A de salvarem à minha face,
À minha vergonha.
Mas,infelizmente,
Nenhum foi capaz
De me resgatar,
De me honrar,
De me fazer
Valer
Nesta aflição!
VIII
Quase nas mãos dos lobos,
Chegaste
E valeste-me!
Salvaste-me
Da morte certa!
As tribos
Bantumbi
E Blomg,
Respectivamente
Da linha masculina
E e da linha feminina,
Acudiram o meu apelo
Com o teu zelo
E triunfaste
Nesta floresta,
Onde estava
A ser comido,
Onde estava
Pestes a ser devorado
Pelos bichos
Fèmeas e machos !
IX
Helénio,
Muito obrigado
Pelo teu génio,
Pelo teu gesto
Sublime e humano!
Obrigado
Por todo
O resto
Que me já tens feito,
Salvando
Este quinquagenário,
Este homem quase sexagenário.
PRIOR VELHO, 18 DE SETEMBRO DE 2011
MATTOS (NDO)
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
OS MEUS OBJECTIVOS/ESTÃO TURVOS/
I
É este o caminho
Que o menino
Ndo
Tinha planeado?
Era esse o meu grande sonho
Desde a minha infância?
Estar nesta inércia,
Quase à beira do abismo
E sem poder ajudar o próximo?!
II
Mattos,
Não era esse o caminho,
O sonho
Que conduziu o teu filho
à estas paragens!
Para isso, era preferível
Regressar ao meu país natal,
Seguir outro trilho,
Noutras viagens
Diferentes
Ou permanecer no quintal
Onde cada manhã,
Ia buscar umas mandiocas
Para matar o bicho
Em companhia dos meus irmãos!
III
Bolama
Chama
E a minha alma
Nao acata o chamamento
Daquele que permitiu o meu nascimento,
À minha vinda
À esta vida,
A este mundo
Que actualmente me está consumindo
Aos poucos
Longe doutros manjacos!
IV
o que me resta
Nesta terra
Madrasta,
Que rejeita,
Que me repele para a valeta,
Que não me respeita,
Mesmo para aquilo de se alimenta?
V
O desemprego
Bateu-me a porta,
Linge do desafogo
Daqueles que o destino
Reservou o modo digno,
Daqueles que a Providência
Traçou uma essência
Sublime
Do seu próprio nome:
O ser humano
No seu trono
Condigno!
V
Hoje,
Longe
Como um monge
Dos seus semelhantes,
Estou prestes
A partir
Sem, no entanto, nada reunir
Para aqueles que eu fiz vir
A este mundo
Actualmente conturbado!
VI
Hoje,
O que me atinge,
Aos meus filhos
Também os atinge,
Devido os meus falhos!
VII
Hoje,
Dependo dos outros
E vou aos seus encontros
Para me ajudarem,
Para me auxiliarem,
Pedindo-lhes dinheiro
a fim de diminuirem
O que eu sofro
No meu dia
a dia!
VIII
Eu, filho
De kantoma,
Filho
De Bolama,
Filho
De Quínara,
Produto
Da licenciatura
Em Évora,
Sou a vergonha,
Não sou digno
De ser filho
De Nha
Nhanha,
Menino
De Timanane,
Neto
De Docudjune!
PRIOR VELHO(6ª- 11H35m), 16 DE SETEMBRO DE 2011.
MATTOS (NDO)
É este o caminho
Que o menino
Ndo
Tinha planeado?
Era esse o meu grande sonho
Desde a minha infância?
Estar nesta inércia,
Quase à beira do abismo
E sem poder ajudar o próximo?!
II
Mattos,
Não era esse o caminho,
O sonho
Que conduziu o teu filho
à estas paragens!
Para isso, era preferível
Regressar ao meu país natal,
Seguir outro trilho,
Noutras viagens
Diferentes
Ou permanecer no quintal
Onde cada manhã,
Ia buscar umas mandiocas
Para matar o bicho
Em companhia dos meus irmãos!
III
Bolama
Chama
E a minha alma
Nao acata o chamamento
Daquele que permitiu o meu nascimento,
À minha vinda
À esta vida,
A este mundo
Que actualmente me está consumindo
Aos poucos
Longe doutros manjacos!
IV
o que me resta
Nesta terra
Madrasta,
Que rejeita,
Que me repele para a valeta,
Que não me respeita,
Mesmo para aquilo de se alimenta?
V
O desemprego
Bateu-me a porta,
Linge do desafogo
Daqueles que o destino
Reservou o modo digno,
Daqueles que a Providência
Traçou uma essência
Sublime
Do seu próprio nome:
O ser humano
No seu trono
Condigno!
V
Hoje,
Longe
Como um monge
Dos seus semelhantes,
Estou prestes
A partir
Sem, no entanto, nada reunir
Para aqueles que eu fiz vir
A este mundo
Actualmente conturbado!
VI
Hoje,
O que me atinge,
Aos meus filhos
Também os atinge,
Devido os meus falhos!
VII
Hoje,
Dependo dos outros
E vou aos seus encontros
Para me ajudarem,
Para me auxiliarem,
Pedindo-lhes dinheiro
a fim de diminuirem
O que eu sofro
No meu dia
a dia!
VIII
Eu, filho
De kantoma,
Filho
De Bolama,
Filho
De Quínara,
Produto
Da licenciatura
Em Évora,
Sou a vergonha,
Não sou digno
De ser filho
De Nha
Nhanha,
Menino
De Timanane,
Neto
De Docudjune!
PRIOR VELHO(6ª- 11H35m), 16 DE SETEMBRO DE 2011.
MATTOS (NDO)
domingo, 4 de setembro de 2011
O MEU SONHO/TERMINOU NO DIA QUE CONCLUÍ
I
A grande
Expectativa,
A grande
Euforia
Quer deriva
Do fim do curso,
O sucesso
Resultante
Do grande
Esforço
Como estudante.
II
A cidade
De Évora,
A Universidade,
Foi um grande
Marco
Do manjaco
Vindo
De Pelundo,
O pedagogo
Queque teve o embrião
Da educação
Em Canchungo,
Chão
Manjaco,
No Norte
Da Guiné-Bissau.
III
O sonho
Do menino
Africano
Terminou,
Findou,
Acabou
Quando,
Por ironia
Do destino,
E, por coincidência,
O menino
"Ndo"
Concluiu
O seu curso
De Ensino de História
E ciências Sociais,
Pela Universidade
De Évora,
Em 1985/86!
IV
Eu sonhava,
Eu acalentava
O sonho
Do tamanho
Mundos
Do mundo,
Que albergava
Outros
Mundos,
Incluindo
A própria vila de Pelundo!
V
Oh! Afinal
Era um simples sonho
Enquanto o menino
Não estava ainda a caminho
Do destino!
Depois do quintal
Da terra natal;
Tudo começava
A revelar
Outros contornos,
Se mostrava
Outros meandros,
Próprios dos humanos
Nos seus encontros ,
Nas suas acções,
Nas suas manifestações,
Nas suas actuações
E decisões.
VI
E já velho
No Prior Velho,
Caduco
Na terra do branco,
o "manjaco"
Nao encontra
O que sonhara
Quando
Era
Criança,
Quando
Era
Menino
E ainda tinha a esperança
Para lá
Do Oceano
Atlântico,
Naquela
Lala
Onde habitava o
O velho
Manjaco.
VII
O sonho
Dourado,
Algo que apenas existe na imaginação
De um mundo
Maravilhoso,!
O Paraíso
Onde se ouvia
A correria,
A gritaria
Da criançada
Animada,
Alegre
Como os animais do mundo silvestre!
VIII
A fantasia
De quem
Tinha
E tem
Um grande coração,
A fantasia
Que não residia
Apenas na correria,
Na alegria
Patenteada pelo sorriso
Nesse mundo imenso
E harmonioso,
Mas também
Na saúde
E na felicidade!
IX
Um professor
Contratado
Desempregado
Na dor!
Algo jamais imaginado,
Nunca pensado!
X
Volvidos
Vinte e cinco anos,
O sonho
Do menino
Não se concretizou,
Não se materializou!!
XI
Não sou um homem
Feliz
Neste
País,
Porque nada
Tenho
Do meu grande sonho!
XII
Os outros
Têm
E são felizes,
Mesmo nestes momentos
De crises!
Nestes momentos
De prantos!!
XIII
Eu só tenho
Queda
Atrás de queda
Nesta vida
Tão atribulada,
Sem emprego e sem amigo.
O mundo
A ruir,
E todo
O mundo
A fugir
Para outros
Mundos,
À procura de trabalho,
à Procura de melhores condições de vida!!
PV CITY( PASTELARIA "KISS CREAM"), 04 DE SETEMBRO DE 2011.
MATTOS (NDO)
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