domingo, 6 de novembro de 2022

 DE PAU/EM PAU/,

A MINHA GUINÉ-BISSAU/!

 

I

 

Ó fundador da nacionalidade,


 Vinde

 Ao nosso socorro,

 Porque o país 

Está sempre em choro!

 Acuda à nossa grande 

Dor!

 A desgraça

 Que cada vez mais,

 Ameaça

 O nosso país!

 

II

 

Ó Amilcar Cabral,

 O teu sonho 

Transformou-se

 Numa guerra inetstinal,

 Em interesse mesquinho;

 Transformou-se

 Em batalha campal,

 Em vez de servir

 As principais aspirações

 Das populações

 Actuais e das que hão-de vir!

 

III

 

Ó Amilcar Cabral,

 Os gatilhos

 Premidos

 Pelos nossos filhos

 Queridos,

 Nas matas da Guiné-Bissau,

 Para a libertação 

Total 

Da nossa nação

 Sob o jugo colonial,

 Não surtiram os efeitos,

 Não nos deixaram satisfeitos!!!

 

IV

 

As armas

 Daqueles que estão no trono,

 Continuam a perpetuar lágrimas

 Do seu(nosso)povo

 E assim, continua escravo

 Do seu próprio destino!!!!

 

V

 

São golpes

 E golpes

 Dos galopes,

 D,equipes,

 D,outras estirpes!

 

VI

 

São ceifadas

 Vidas

 De inocentes vítimas

 Pelas armas

 Anónimas

 Daquelas almas

 Que criam traumas,

 Que lançam chamas

 Que lançam trevas e brumas

 Sobre o nosso povo,

 Que tinha e tem grande objectivo:

 A paz,

 A liberdade,

 A democracia,

 A justiça,

 O progresso,

 A prosperidade

 E a felicidade!

 

VII

 

Ó Cabral,

 Afinal,

 Era esse o sinal

 Do seu desaparecimento fatal,

 Ainda na época colonial?!

 

VIII

 

Quem pode ou poderá

 Investir na nossa terra

 Com a permanente/constante

 Instabilidade política?

 

IX

 

Os projetos 

São deitados por terra

 Por falta de confiança

 Política 

Desde à época (de ) noventa!

 

X

 

Agora,

 os`"intocáveis"

 São impuníveis,

 Fazem

 E desfazem,

 Porque a terra

 Lhes pertence

 Ou é a pertença exclusiva deles

 E ninguém lhes faz

Face.

 

X

 

Os militares

 Estão nos altares,

 Estão nos lugares

 Conferidos pelos poderes

 Parlamentares,

 Numa palavra, pelos eleitores?

 

XI

 

A Guiné

 Estará eternamente

 Condenada,

 Governada

 E perdida

 Nas malhas da guerra,

 Nas malhas da morte

 Da sua população,

 De cada cidadão,

 Nas mãos desses "joguetes",

 Desses ignorantes

 Que recusam submeter-se 

Ao poder civil

 E de forma vil,

 A exibir-se?!

 

XII

 

Ó Cabral,

 Faça com que a sua voz

 Seja ainda

 Ouvida,

 Respeitada

 E recordada

 Por cada um de nós

 A nível nacional

 E também a nível ineternacional,

 Pelo respeito

 Ao direito

 Fundamental 

E integral

 Da pessoa humana na sua Pátria!

 

XIII

 

"Nha mantenha" (1)

 Para àqueles que têm vergonha

 Na cara

 E não para os que perpetuam 

Os malifícios 

Da guerra;

 Não para os que nos seus comícios

 Enchem a palavra "povo"!

 A esses, não louvo!

 Condeno,

 Recrimino

 Veemente

 E intensamente!

 

XIV

 

O que faço,

 O que rezo

 Em cada dia,

 É que Deus tenha misericórdia

 Do meu povo;

 Que a palavra 

Esperança

 Permaneça

 E cresça

 Na nossa terra

 E na mente de cada cada guineense

 Apesar da crise!

 

1. Os meus cumprimentos, os meus abraços.

 

LOJA DO CIDADÃO(ODIVELAS PARQUE-4ª-FEIRA), 31 DE OUTUBRO DE 2012.

 

MATTOS (NDO)

Sem comentários:

Enviar um comentário