quinta-feira, 24 de novembro de 2022

 O MEU SONHO!

ESSE CAMINHO 

QUE ME FOGE,

QUE ESTÁ LONGE!


I


Que praga

Que não me larga,

Que não me deixa,

Que me lixa,

Que me persegue

A que estou entregue

Como se fosse um destino

Tão maligno

Como um menino,

Como um humano,

Como um peregrino

Terreno

Sem tino,

Que pode acabar,

Afogar

Num pântano ?!


II


Meu pai,

Não deixe

Que eu caia!

Me ilumine

Com o feixe

Da Tua luz

Que conduz

Para o além,

Para o paraíso

Para o reino

Tranquilo e sereno

Onde jaz

O homem

Fino,

Mesmo que eu não seja

Perene!

Peço -Lhe que me proteja

De todo o mal

Desse mundo

Que, às vezes,

Para não dizer, mil vezes,

Nos coloca no quintal,

Na margem

Do que é normal!


III


Sou um animal

Com um pedal

Normal

Para andar,

Para marchar

E ir para um lugar

Algum

Prazenteiro,

Um paraíso

Que cada um

Tem como airoso,

Delicioso,

Um terreno verdadeiro

Para esquecer as mágoas

Longínquas

Vindas de muitas águas!


IV


Um mundo

Feito,

Arquitetado,

Dourado,

Visto

Por cada sujeito

Como um canto

Perfeito,

Perto,

Das suas ambições,

Dos seus desejos,

Onde não haja despejos

Para nenhum homem,

Para ninguém,

Um mundo

Onde haja, exista um teto

Para cada um,

Sem pejo

Nenhum,

Sem nenhum

Sem o perigo

De haver um sem-abrigo,

Sem discriminação,

Sem exclusão

Para qualquer cidadão!


(Continua)


Brandoa, quinta-feira, 07:23), 24/11/2022.


          KK(NDO)

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