O MEU SONHO!
ESSE CAMINHO
QUE ME FOGE,
QUE ESTÁ LONGE!
I
Que praga
Que não me larga,
Que não me deixa,
Que me lixa,
Que me persegue
A que estou entregue
Como se fosse um destino
Tão maligno
Como um menino,
Como um humano,
Como um peregrino
Terreno
Sem tino,
Que pode acabar,
Afogar
Num pântano ?!
II
Meu pai,
Não deixe
Que eu caia!
Me ilumine
Com o feixe
Da Tua luz
Que conduz
Para o além,
Para o paraíso
Para o reino
Tranquilo e sereno
Onde jaz
O homem
Fino,
Mesmo que eu não seja
Perene!
Peço -Lhe que me proteja
De todo o mal
Desse mundo
Que, às vezes,
Para não dizer, mil vezes,
Nos coloca no quintal,
Na margem
Do que é normal!
III
Sou um animal
Com um pedal
Normal
Para andar,
Para marchar
E ir para um lugar
Algum
Prazenteiro,
Um paraíso
Que cada um
Tem como airoso,
Delicioso,
Um terreno verdadeiro
Para esquecer as mágoas
Longínquas
Vindas de muitas águas!
IV
Um mundo
Feito,
Arquitetado,
Dourado,
Visto
Por cada sujeito
Como um canto
Perfeito,
Perto,
Das suas ambições,
Dos seus desejos,
Onde não haja despejos
Para nenhum homem,
Para ninguém,
Um mundo
Onde haja, exista um teto
Para cada um,
Sem pejo
Nenhum,
Sem nenhum
Sem o perigo
De haver um sem-abrigo,
Sem discriminação,
Sem exclusão
Para qualquer cidadão!
(Continua)
Brandoa, quinta-feira, 07:23), 24/11/2022.
KK(NDO)

Sem comentários:
Enviar um comentário