sábado, 29 de junho de 2013

A... SENHORA/ ERA/ VADIA/, QUE SÓ QUERIA/ A PARÓDIA/

I

Vivia
Exclusivamente
Cada
Dia
Da minha vida,
em finção
Desta
Senhora
Esbelta,
Elegante,
Alta,
Bela,
Esplêndida,
Linda,
Arosa,
Formosa,
Chaqrmosa!
Era
Uma estrela
Que iluminava
A minha face
Em cada instante.

II

Vivia
Ofuscado
Pela paixão,
 Pelo seu amor,
Porque estava rendido,
Perdido
Pelo seu encanto,
Pelo seu rosto.

III

Pensava
Que ela fosse
Uma amiga,
Uma companheira
Genuína,
Pura
E fidedigna.

IV

Afinal,
Vivia
Na pura
Fantasia,
Uma pura
Cegueira,
Uma miopia!
Uma verdadeira
Utopia,
Vivendo na hipocrisia
Desta senhora
Que tanto amava
Como uma deusa,
Como uma diva!

V

Tantas
Palavras gastas,
Escritas,
Verdadeiras
Literaturas
De várias décadas!
Tantos
Poemas,
Tantas poesias
Escritas
Em demasias,
Que hoje constituem
Os traumas
(Deste) homem

VI

Afinal,
O mar
Onde navegava,
À demanda
Do amor,
Não tinha,
Não continha
Sabor,
Numa palavra,
Não tinha
Sal;
Faltava
Uma certa doçura!
A onda
Estava
Calma,
Porque a sereia
Não sorria,
Porque não amava,
Nem ama.

VII

Oh! Como vivi
E cresci
Durante anos e anos
Entre oceanos,
Na penumbra,
Na sombra
De enganos
De uma senhora
Bonita,
Mas hipócrita,
Cínica,
Pela forma como aparenta
E apresenta
Tão simpática.

VIII

O manjaco
(já está escrita)


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