quinta-feira, 18 de abril de 2013
LONGO/ TEMPO CEGO/
I
Oh! Quanto
Tempo
Naquele campo
Tão hirto
E hermético,
Que condicionou o meu ser
Em todo o meu viver!
II
Não sabia
O que era
Não,
Em relação
A tudo que dizia
Respeito
A qualquer
Criatura,
A qualquer
Sujeito!
A minha mão,
Evitava
Qualquer
Tampão,
Quando um irmão,
Necessitava
De um empurrão
Para vir a ter
Um pão.
Apenas ansiava
Que cada um tivesse
E abraçasse
À evolução,
À progressão,
Na medida da sua missão
E da sua ambição,
Pessoal
E profissional.
III
Ao longo
De muito
Tempo,
Tenho escrito
O meu pensamento
Relativamente ao meu sentimento,
Sobre tudo o que sinto
Concernente a um vulto
Que tem feito
E deixado o meu coração desfeito
De leito
Em leito
Num estrago.
IV
A paixão,
Deixa a visão
Em erosão
Até a um caixão,
Pois a razão,
Nunca vem de antemão,
Para a prevenção
Da desilusão
Do coração!
V
O amor
É o primor
Do esplendor
Que afasta a dor,
Ao nosso redor,
E faz cada um de nós um servidor
Para qualquer pecador!
V
Oh! Como me mergulhei
Na Idade
Média!
Como fui um estupor
A todo o vapor!
Tudo, por causa da fome e da sede
Do amor!
Espalhei
A dor
Ao meu redor,
Julgando ser um defensor
De um amor
Genuíno,
Puro,
Verdadeiro,
Quase divino,
Incolor,
Algo
Que irradia
A felicidade,
Mesmo na miséria
E na precaridade
Da nossa condição humana
E terrena!
Oh! Como fui cego
Ao longo
De muito tempo!
Um simples farrapo!
Um trapo
Para deixar tudo limpo!
VI
Mas, no entanto,
Não me arrependo
De tudo
O que tenho feito
Para o bem do meu semelhante!
Sinto-me radiante,
Ainda que triste
Por ter falhado
Como um pai,
Como um marido
Que não sai
E vai
À procura
Duma farra,
Para compensar
A mágoa
Em (ou de ) Lisboa!!!
FREAMUNDE (PAÇOS DE FERREIRA- 5ª FEIRA, 22 H 30 MINUTOS), 18 DE ABRIL DE 2013.
KANKAMBAL (MATTOS FERREIRA-NDO)
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