sábado, 4 de maio de 2013

O INÍCIO/ DO PRECIPÍCIO/


I

Em lado nenhum,
Encontro
Um
Puro
Amigo,
Para um
Diálogo
Frutífero
E sincero.

II

Com pouco
Ou nenhum
Dinheiro,
Eu, como um
Manjaco
íntegro,
Me viro
Dum
Modo
Incómodo.

III

O meu baba,
O soba
De Buba,
Arremassou-me
Para a cidade de Tuba,
Terra íngreme,
O vexame
Do nosso bom nome.

IV

Aqui sentado,
Meditando
No meu futuro
Incerto
E inseguro
E sem rosto
Humanao
E digno,
Faço uma retrospectiva
Da deriva
De cada
Década
Da minha vida.

V

Sem poder (puder)
Ajudar os meus filhos,
Nem tão pouco aos meus netos,
Que trilhos
Ainda posso percorrer
Para concretizar os meus projectos?

VI

No meu horizomte,
Tudo
É negrume,
Tudo
Me deprime,
Tudo
Está triste
Em toda a plenitude
E em toda latitude;
Tudo
Treme,
Causando fome!

VII

Eu, o que posso dizer
E afirmar,
É que Deus
Ainda me pôde conceder
Saúde
E dar
 Alguma felicidade
A todos os meus.
Do resto,
Nada positivo,
Mas sim negativo,
Tudo turvo
No meu rosto!

Freamunde(Paços Ferreira- Sábado- 14h32m ), 04 de Maio de 2013.

                                                                                         MATTOS (NDO)

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