I II
O meu caminho Vou pedindo a Deus
Tem espinho. Que me livre dos estorvos
Rego-o com vinho Da vida diária e humana,
Do meu próprio sonho, Porque nada tenho,
Com seda e linho. A não ser os meus filhos!
III IV
Se estes me negam, Pego no sinto para bater,
Estou feito ao bife, Mas, afinal, o que vai acontecer,
Estou tramado É o bater
Neste mundo, Do coração,
Pois, assim, mais nada me resta. Que me conduz à razão,
V VI
O que está acontecendo O filho que não me obedece,
Comigo nestes dias?! O filho que me desobedece,
Os sonhos assustadores O filho que agora só se preocupa
E terríveis Com os amigos, amigas,
Que me esmagam com sobressaltos! Dormindo dias consecutivos
Fora de casa!
VII VIII
Eu não desejo mal a ninguém! A Deus,
Por isso, peço a Deus Faço prece
Que ninguém me deseje mal também, Para que o caminho
Porque também estou preocupado Trilhado pelos meus
Com os filhos dos outros Filhos, seja correcto,
Que estão a portar-se mal Pautando dentro
E já se transformaram em marginais. Dos limites legais
Da sociedade,
Indo ao encontro
Dos trâmites aceitáveis e normais
Da Humanidade !
PRIOR VELHO CITY, 11 DE AGOSTO DE 2009.
MATTOS ( NDO )
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