terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Seixal, a passagem éfemera

I
Ele ama
Com toda a sua alma,
Porque há uma chama
Da sua dama
Que constantemente lhe chama;
É como algo que lhe trama
E para sempre, lhe enferma.
II
A sua beleza
Extravassa
A fronteira
Da sua terra
E nenhuma baliza
Ousa segurar a sua postura
Com toda a firmeza
Que possa
De forma mais tenra.
III
A formosura
Da minha senhora
É rara,
Porque tem uma fibra
Bastante púrpura
Que me enfeitiçara
Naquela longínqua primavera!
IV
A pele feminina
Desta diva é divina,
Porque a sua existência
É a audácia
Humana
Na pura evidência
Quotidiana.
V
A fraqueza
De um homem
Vem da sua sinceridade,
Da sua humildade
Da imagem que constrói
Como um herói.
VI
Procuro a beleza
Singela,
A beleza
Da natureza
Que enfeitiça
Qualquer criança.

SEIXAL, 09 DE OUTUBRO DE 2007 (16h37 minutos))

MATTOS ( NDO )

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