domingo, 19 de julho de 2026

 A OUSADIA,

A TEIMOSIA 

EM CADA DIA 

NA POESIA...


I


Não sem o sim,

Sim sem o não.

Ambos andam juntos,

Entrelaçados

Colados

Um ao outro

Por meio do alcatrão 

No chão 

Da estrada 

Da vida...


II


A poesia,

Vicia

O poeta

Que se contenta

Com uma faísca 

Que o desperta 

Na sua parte

Intrínseca,

No seu inconsciente, 

Para a vida

Que o espera

Em cada momento,

Em cada instante 

Do dia 

Ou da noite,

Para o habitual

Banquete

Ou para qualquer cerimonial.


III


A poesia

Vem antes da bica

Matinal,

A fim de dar sinal,

Dar a dica

Para  a nossa existência,

Graças à  misericórdia

Em cada dia

Do nosso Senhor,

Do Criador

De cada pecador,

Das coisas 

Maravilhosas

Que existem na Natureza

Bondosa,

Protetora 

De cada criatura

Que se movimenta,

Que se move,

Que vive 

Neste Planeta...


IV


Com uma poesia

Se inicia,

Se principia 

A teia

Daquele que vive

Na aldeia,

Daquele que habita 

Na cidade, 

Com mais vontade 

De participar,

De começar 

Qualquer atividade

Laboral,

Física ou intelectual

De forma normal,

Suave

Dando o seu quinhão,

A sua contribuição 

Como cidadão 

Numa sociedade

Que se pretende

De inclusão,

De solidariedade.


V


Contamos

Os segundos,

Os minutos,

As horas,

As semanas

Os meses

Para cada evento,

Para o que planeamos,

Pelo que vivemos

Com muita ansiedade 

E inquietude,

Mas com certeza,

Porém, que tudo

Se concretize 

E se realize

Com grande 

Expetativa

De uma vida nova,

Mais ativa,

Dinâmica,

A esperança 

De melhores dias

Com elevadas alegrias.


VI


Estou viajando

Diariamente

Numa carruagem,

Esperando

Que a viagem

Seja coroada de êxitos 

Pelos conhecimentos 

De novas maneiras

De vivência,

De convivência,

De culturas 

Diversas

Interculturalidades, 

E multiculturalidades

Mesmo não deslocando,

Apenas de leituras.


VII


Terminada,

Finda 

A poesia,

Me sinto

Com uma enorme energia

E me levanto,

Me ergo 

E sigo

A rotina

Quotidiana 

Da minha faina,

Mais enérgico,

Forte,

Confiante

Como filho de manjaco, 

"Abuk  uronco (uronku)",

Na terra do branco.


(Continua)


BRANDOA (sábado, 11:00), 20 de julho de 2024.


kKNDO ( FF)

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