A OUSADIA,
A TEIMOSIA
EM CADA DIA
NA POESIA...
I
Não sem o sim,
Sim sem o não.
Ambos andam juntos,
Entrelaçados
Colados
Um ao outro
Por meio do alcatrão
No chão
Da estrada
Da vida...
II
A poesia,
Vicia
O poeta
Que se contenta
Com uma faísca
Que o desperta
Na sua parte
Intrínseca,
No seu inconsciente,
Para a vida
Que o espera
Em cada momento,
Em cada instante
Do dia
Ou da noite,
Para o habitual
Banquete
Ou para qualquer cerimonial.
III
A poesia
Vem antes da bica
Matinal,
A fim de dar sinal,
Dar a dica
Para a nossa existência,
Graças à misericórdia
Em cada dia
Do nosso Senhor,
Do Criador
De cada pecador,
Das coisas
Maravilhosas
Que existem na Natureza
Bondosa,
Protetora
De cada criatura
Que se movimenta,
Que se move,
Que vive
Neste Planeta...
IV
Com uma poesia
Se inicia,
Se principia
A teia
Daquele que vive
Na aldeia,
Daquele que habita
Na cidade,
Com mais vontade
De participar,
De começar
Qualquer atividade
Laboral,
Física ou intelectual
De forma normal,
Suave
Dando o seu quinhão,
A sua contribuição
Como cidadão
Numa sociedade
Que se pretende
De inclusão,
De solidariedade.
V
Contamos
Os segundos,
Os minutos,
As horas,
As semanas
Os meses
Para cada evento,
Para o que planeamos,
Pelo que vivemos
Com muita ansiedade
E inquietude,
Mas com certeza,
Porém, que tudo
Se concretize
E se realize
Com grande
Expetativa
De uma vida nova,
Mais ativa,
Dinâmica,
A esperança
De melhores dias
Com elevadas alegrias.
VI
Estou viajando
Diariamente
Numa carruagem,
Esperando
Que a viagem
Seja coroada de êxitos
Pelos conhecimentos
De novas maneiras
De vivência,
De convivência,
De culturas
Diversas
Interculturalidades,
E multiculturalidades
Mesmo não deslocando,
Apenas de leituras.
VII
Terminada,
Finda
A poesia,
Me sinto
Com uma enorme energia
E me levanto,
Me ergo
E sigo
A rotina
Quotidiana
Da minha faina,
Mais enérgico,
Forte,
Confiante
Como filho de manjaco,
"Abuk uronco (uronku)",
Na terra do branco.
(Continua)
BRANDOA (sábado, 11:00), 20 de julho de 2024.
kKNDO ( FF)

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