Devo
Reler
Sempre o que escrevi
Como na altura vivi,
O que escrevo:
COMO HISTORIADOR,
TENHO O PENDOR,
REPETINDO
O PASSADO...
I
Ei-me
Sempre em meu nome,
Ou em meu cognome,
À defesa para para que não haja a fome,
Manchando o renome
Daquele que fora sublime,
Que nunca quis vexame
Em qualquer direção ou volume.
II
Não é uma publicidade
A minha poesia,
Mas sim, a realidade
De cada dia,
Que eu transmito,
Que eu relato,
Que eu ponho
Ao conhecimento,
Que ponho
A descoberto,
Que ponho
Ao relento,
Para que não seja
Levado
Pelo vento,
Escondido
De todo
O mundo...
III
O papel
Do poeta
E distribuir o mel,
Dar o moscatel
Que não seja o fel,
Mas sim, o (nosso) gel
Que perfuma e agiganta
Um humanista
Pacifista
E não belicista...
IV
A função
De um poeta,
É como a de um jornalista
Que presta
Uma informação
Isenta,
Credível,
Objetiva,
Louvável
Aos olhos da opinião
Pública,
Uma informação ou comunicação
Massiva,
Que torna genérica,
Não eletista.
V
O poeta
Taciturno,
Torna-se um escritor
Noturno
Que se esconde
E dorme até muito tarde,
Para que a sua escrita
Se torne melhor,
De amor,
Posta
À vista
De qualquer leitor,
De qualquer curioso
Na leitura do verso
Harmonioso
E amoroso.
VI
Eu sou um escritor,
Isto é, pretendo
Ser um escritor,
Um poeta,
Um humanista
Insatisfeito
Com o feito
Conturbado
Do mundo
Atual,
Tanto
A nível nacional,
Como internacional
Em(a) diversos aspetos,
Sobretudo,
As desigualdades sociais
Gritantes
E humilhantes,
Para não dizer, vergonhosas,
A fome,
A miséria,
A pobreza envergonhada,
O incentivo à guerra
A todos os quadrantes,
Em todos os continentes...
,(Continua)
BRANDOA ( quinta-feira, 02:14), 31 de julho de 2025.
kKNDO
(FF1)

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