PELO
QUE ANELO,
NÃO ME CALO,
A RAZÃO
PELO
QUE TENHO UM CALO.
I
"Por dá
Cá,
Aquela
Bagatela,
Palha"
Trago
O que não consigo
Guardar comigo
Próprio no meu âmago,
Porque não existe
Um sigilo
No sentimento singelo
Na minha mente
Ou no meu inconsciente.
Faço
Um
Grande esforço
Para não fazer nenhum
Traço,
Nenhum
Esboço,
Mesmo por um
Terço,
Mas não consigo,
Pois, a escrita
É um fogo
Que queima
Quando se ama
Uma mulher tão bonita!
II
Não tenho
Complexo
De revelar o meu sonho,
Não que seja um trouxo,
Um troglodita,
Um pateta,
Mas um ser
Que acredita
Que a escrita
O complementa,
Que algo o acrescenta,
Que o projeta,
Um ser
Com uma porta
Aberta,
Um ser comedido
De certo modo...
III
A escrita,
Me tira
Da solidão,
Me Liberta
Do silêncio,
Do vazio,
Mas que não me leva
À multidão,
Me salva
Da confusão,
Me livra
Do tédio,
Me leva
À reflexão
De tudo
Que seja sério
Do (No) mundo.
IV
Julho,
O mês de interrupção
Do trabalho
Que já atingia
À exaustão
E nos proporciona o descanso
Imenso
Com as férias,
Momentos de diversão,
Lazer,
O prazer
De convivência
Com as famílias,
Alegrias
Entre miúdos
E graúdos
Nas praias...
V
O homem
Que nada
Tem
Na vida,
Senão saúde,
Pelo que convém
Não ir além
E aquém
Daqueles que possuem
Um bem,
O curtem
E o retêm,
Ao contrário dos que nada
Têm,
Nem
Sequer um vintém...
VI
Acompanho
Os outros,
Tentando ir aos seus encontros
Onde têm os seus centros,
Como verdadeiros
Viveiros,
Celeiros
De tesouros,
Testemunhos
De touros
E banqueiros...
( Continua)
BRANDOA ( sexta-feira, 00:30), 25 de julho de 2025.
KKNDO
(FF1)

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