sábado, 25 de julho de 2026

 PELO

QUE ANELO,

NÃO ME CALO,

A RAZÃO 

PELO 

QUE TENHO UM CALO.


I


"Por dá

Cá,

Aquela

Bagatela,

Palha"

Trago

O que não consigo

Guardar comigo

Próprio no meu âmago,

Porque não existe 

Um sigilo

No sentimento singelo 

Na minha mente

Ou no meu inconsciente.

Faço 

Um

Grande esforço 

Para não fazer nenhum

Traço,

Nenhum

Esboço,

Mesmo por um

Terço,

Mas não consigo,

Pois, a escrita

É um fogo

Que queima

Quando se ama

Uma mulher tão bonita!


II


Não tenho 

Complexo

De revelar o meu sonho,

Não que seja um trouxo,

Um troglodita,

Um pateta,

Mas um ser

Que acredita

Que a escrita

O complementa,

Que algo o acrescenta,

Que o projeta,

Um ser 

Com uma porta 

Aberta,

Um ser comedido 

De certo modo...


III


A escrita,

Me tira

Da solidão,

Me Liberta

Do silêncio,

Do vazio,

Mas que não me leva

À multidão,

Me salva

Da confusão,

Me livra

Do tédio,

Me leva 

À reflexão 

De tudo

Que  seja sério

Do (No) mundo.


IV


Julho,

O mês de interrupção 

Do trabalho

Que já atingia 

À exaustão

E nos proporciona o descanso 

Imenso

Com as férias,

Momentos de diversão,

Lazer, 

O prazer 

De  convivência 

Com as  famílias,

Alegrias 

Entre miúdos 

E graúdos 

Nas praias...


V


O homem

Que nada 

Tem 

Na vida,

Senão saúde,

Pelo que convém 

Não ir além 

E aquém 

Daqueles que possuem

Um  bem,

O curtem

E o retêm,

Ao contrário dos que nada

Têm,

Nem 

Sequer um vintém...


VI


Acompanho

Os outros,

Tentando ir aos seus encontros

Onde têm os seus centros,

Como verdadeiros

Viveiros,

Celeiros 

De tesouros,

Testemunhos 

De touros

E banqueiros...


( Continua)


BRANDOA ( sexta-feira, 00:30), 25 de julho de 2025.


KKNDO 

(FF1)

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