DESENHO POR ATREVIMENTO,
O ASSUNTO
QUE NÃO ME DIZ RESPEITO...
I
Em cada esboço
Que faço,
Começo
Por pedir desculpas
Aos artistas,
Aos pintores,
Por blasfémias
Nas suas áreas,
Mas é pela paixão,
Por amor,
Pela admiração
Que tenho
Por cada desenho,
Exibido,
Apresentado
Com todo
O pormenor
E rigor
As suas
Obras,
Principalmente pelos mais destacados
E eminentes
Na pintura...
II
Eu queria
Ser um deles,
Penetrar-me,
Mergulhar -me
Nas suas peles,
Nos seus interiores,
Ser conduzido por cada veia
Que circula nos seus organismos,
Nos seus talentos,
Nos seus conhecimentos
Máximos,
Os exímios,
Os génios...
Eu queria
Ser um polímata,
Aquele que não se limita,
Que não se contenta
Com um único conhecimento,
Isto é, um conhecimento
De modo restrito
Numa determinada área...
III
Mas para isso,
Era preciso
Que eu pudesse
Ter a chance
De frequentar
Uma academia
Das Artes plásticas,
Das artes visuais,
E adquirisse
A técnica,
Alguma dica
Para fazer,
Pelo menos um esboço,
Um traço
Elementar,
Básico
Do rosto,
Da fisionomia
De um homem ou de uma mulher,
Numa palavra, entrar,
Estar
No assunto.
IV
Eu sou um artista
Em bruto,
De pouco trato,
Pois, as arestas
Não são bem tratadas,
Não são polidas,
Não são perfeitas,
Não são feitas
De forma a produzir obras lindas,
Bonitas,
Apreciadas.
Os desenhos são considerados
Bonecos,
Pois, são ainda toscos,
Poucos
Refinados
E que alguns até chamam de porcarias.
No entanto,
Para mim, são alegrias,
Pois, constituem o meu entretenimento,
O( meu) amor,
Que alivia a minha dor;
A fuga
Do que me castiga...
V
A luta
É o caminho
Percorrido
Pelo sonho
De algo intrínseco,
Um desejo ardente muito cedo
Em conseguir uma satisfação
Do coração,
Mesmo que seja pouco,
Mas que seja uma conquista
Adquirida
E sólida.
VI
O que não tenho,
Como o desenho,
Vou à procura
Na (n,outra) outra
Esfera,
Na tentava
Que não seja vã
Ou perda de tempo,
Machucando o corpo,
Mas que seja o deleite
Da minha mente...
(Continua)
BRANDOA ( domingo, 17:13), 20 de julho de 2925.
KKNDO
(FF1)

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