quinta-feira, 13 de agosto de 2026

 Após a minha licenciatura na Universidade de Évora ( licenciatura em Ensino de História e Ciências Sociais), em 1986, junho, dois meses depois abandonei a cidade museu e vim para Lisboa, com o intuito/ intenção de regressar ao meu país natal, que foi desde muito cedo o meu sonho. Mas, infelizmente, isso nunca aconteceu e ainda cá estou em Portugal. Mais uma luta cheia de peripécias ! O que fazer, como as autoridades guineenses que estão a atrasar o meu regresso, pois,  eu estava dependente do bilhete de passagem para o meu retorno definitivo? Eis a grande questão. Resumindo e concluindo, eu que estava hospedado na casa do meu primo, Dr. António Baticã Ferreira, rua Dr António de Almeida, em Lisboa,resolvi fazer conta à vida, pois, entretanto, já tinha uma filha menor na Guiné e que precisava da minha ajuda, do meu apoio e procurei emprego. Na altura, não era fácil encontrar emprego na área em que me formei, pois, para lecionar na altura, era necessário ser cidadão português, isto é, ter o Bilhete de Identidade português. Então, decidi-me enveredar pelo mundo da construção civil, primeiro em Lisboa, na Parede, concelho de Cascais como servente e mais tarde, rumei-me para o Algarve, uma aventura contra a vontade do meu primo. Fui parar em Tavira, Cabanas de Tavira, numa empresa que na altura se chamava Construções Técnicas.

Os meus pés encheram-se de poeiras diversas zonas de Algarve: Fuzeta,  Loulé, Albufeira, Vila Mora, Portimão, Lagos, Vila Real de Santo António, Monte Gordo, etc.etc.

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