... DE PORTA
ABERTA...
I
Eu sou aquele
Que
Quer
Ser
O poeta
De porta
Aberta,
Porque o meu perfil
Não chega
Aos mil
Calcanhares
De grandes poetas,
Nem tão pouco pretendo.
Quero ser
Apenas eu,
De tudo
Que é meu
E vem
Do meu
Fundo
Como homem
Que albega
Cada ser
Como colega...
II
Escrevo
Por gosto,
Por prazer
Que vivo
De letras,
De palavras,
Porque sou um misto,
De um projeto
De duas mulheres
De dois seres
Germinadas
Vindas
Do Pelundo
Profundo,
De seus
Nomes,
Docudjune
E Tymanane...
III
Sou um produto
Do conjunto
Cujo nascimento,
Descendência
Por coincidência
No Arquipélago
Dos Bijagós
E educação,
Formação
Em Canchungo,
Nos lagos
De Banjumpôr
E de Plumpe,
Em Uthiacor,
Com uma reverência
Exemplar,
Uma referência
Espetacular,
De um senhor
Nobre, sublime
E de grande renome...
IV
Não tenho
Complexo
De (em)revelar a minha origem
Humilde
Como homem,
Pelo que nada deixo
De referir,
De mencionar,
Sem no entanto,
Ferir
Suscetibilidade de ninguém,
Pois, não tenho
Desdém
Por nenhum ser,
Porque a todos, respeito,
Amar, amar e sempre amar
E nunca invejar
Ou odiar...
V
Não me julguem
Como homem
Que sou,
Apaixonado,
Louco
Varrido,
Fanático
Por letras,
Por palavras
Adoçadas
Acarinhadas,
Ritmizadas
Rimadas
Com as delicias
De poesias...
VI
Sou
O que sou
E não o ( àquele) que os outros
Querem que seja
E também quero que os outros
Sejam
O que são,
Pois, os gostos
Nao se discutem.
Vejo a realidade
Com os meus próprios olhos,
Ainda que precise de conselhos
E crítica dos outros
Membros
Da sociedade.
(Continua)
BRANDOA ( quarta-feira, 01:25), 05 de agosto de 2025.
KKNDO
(FF1)
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