UM FENÓMENO
NATURAL,
IMPREVISÍVEL,
INCOMPREENSÍVEL
PELO ANIMAL
RACIONAL...!
I
Hoje,
Não muito longe,
A notícia
Do dia,
Que alagou a imprensa nacional,
As rádios,
As redes sociais,
As televisões :
"O sismo de magnitude 5,3 na escala de Richter foi registado às 05:11 e teve epicentro a 58 quilómetros a oeste de Sines, no distrito de Setúbal, não causou danos pessoais ou materiais até ao momento, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em Portugal".
Continuando o desenvolvimento sobre o mesmo assunto,
"Um tremor de terra, de magnitude de 5,3 na escala de Richter, foi sentido esta madrugada um pouco por todo o país. Até ao momento não há registo de vítimas ou danos materiais".
"Sismo em Portugal com quatro réplicas de pequena magnitude
O sismo ocorrido esta madrugada em Portugal teve uma intensidade máxima de IV/V na escala de Mercalli, ou seja, graus entre moderada a forte, e já teve quatro réplica, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
Sismo em Portugal com quatro réplicas de pequena magnitude"
Confesso sinceramente que é a primeira vez que senti um abalo tão forte de terra, nos meus escassos anos de estadia na terra camoniana, pessoana!!!
II
Fenómeno
Estranho
Para o humano,
Sobretudo
Para este menino
Africano,
Que há anos vive
Neste território lusitano,
Perplexo por algo que o comove,
Porque de longe
Convive
Com o fenómeno invulgar
E a forma da sua interpretação
Cientificamente,
Recorrendo
Os conhecimentos da sua tradição
Africana,
Que as vezes, não nos engana;
Anacrónico,
Manjaco
Caduco ,
Retrógrado,
Não esteve à altura
Na hora
Do acontecimento
Que se sentiu, o tremor
Da terra,
Que quase atirou ,
Mexeu,
Deslocou
A sua( minha) cama
E com medo,
De sobressalto,
Se levantou,
( Levanto-me)
E foi (fui) para a salita
Verificar se tinha deixado
A janela aberta
E que, talvez, um animal
Se tivesse entrado
Sorrateiramente
Pela casa dentro;
A sua ( a minha) ideia,
O pensamento
Que interpreta tudo
À base da superstição,
A raiva do irã
Que chegou
À Paiã,
Na Brandoa,
Amadora,
Lisboa,
Portugal,
O alerta,
O sinal,
O chamamento
De atenção
Dos seus(meus) antepassados,
Alguma cerimónia
Para realizar, pedida
Pelos nossos(meus) antepassados;
Nunca( lhe) me passou pela cabeça
Que esse fenómeno,
Se tratasse de sismo
Dessa amplitude,
Ignorava completamente
Que abalou a (sua) minha casa!
Eu tinha combinado com a minha filha e os meus netos irmos à praia de Carcavelos,
Ir apanhá-los em Queluz;
Liguei para a filhota
E ela disse-me que a mãe dos netos lhes advertiu, avonselhou não irem à praia hoje, por causa do sismo que se abateu sobre a capital
Lisboeta;
que o vento
Estava muito
Forte;
Chegado
Ali,
E em conversa com a mãe dos meninos,
Ela perguntou-me se não senti o abalo sísmico
Esta noite,
Esta madrugada.
Respondi- lhe que não tinha sentido nada!
No entanto,
Conversa
Puxa a conversa,
Lembrei-me do susto
Que me fez levantar e ir à sala
( Como acima descrevi).
Foi assim, o meu dia,
Da minha inteira ignorância,
Das nuvens,
Que horas depois,
Ganhei à consciência,
E voltei
À tona,
Voltei
À superfície terrestre,
Iluminado pelas estrelas!!!
(Continua)
Queluz ( segunda-feira, 15:36), 26 de agosto de 2024.
kKNDO ( FF)

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