ALGUÉM LONGE
DO SEU AMBIENTE,
NÃO FINGE
E ESCREVE
SOBRE
O QUE SENTE...!
I
Na aurora,
Na madrugada
Gélida,
Tórrida,
A criatura
Vira
De lado
Para lado,
Na cama,
Cujo o aroma,
O perfume
Se assemelha
A duma
Ovelha
Vinda
Fora
Do curral de arame
Farpado,
Com fome
E come
Palha
De qualquer modo,
Seca ou molhada!
II
Às vezes,
Nesses
Revezes,
Nessas fases
Em que não temos Hipóteses
De ter mais posses
E sucumbimos
Nas crises,
E, consequente
E obviamente,
Nas tontices,
Tolices
D,outras coisas ou espécies ...!
III
Os anjos
Da aguarda
Já nos seus quartos,
Nos seus aposentos,
Sossegados,
Tranquilos,
Guardam cada qual,
A sua farda
Desigual
No quintal,
Despreocupados
Com os seus marujos,
Com os seus pupilos...
IV
E na noite
Longa,
A gente
Cavalga
Em lugares
Incertos,
Inseguros
Dos patamares
Altos,
Baixos e sem amparos
De vidas
Desavindas,
Atiradas
À sua sorte
Para as reservas,
Para as selvas
Sem servos nem servas,
Nem tão pouco vivas!
V
E quando não se pinta,
Se escreve
Ou se lê,
Porque não se vê,
Nem se ouve
Nem se escuta
A voz da nossa prole,
O barulho
De nenhum filho
Ou de nenhuma filha
Que nos atrapalha,
O grito da esposa
Que nos acusa
De alguma coisa
Mal feita...!
VI
E a tristeza
Aparece
E toma
Conta
Da nossa alma,
Do nosso espírito
Já sem sagueza,
A nossa face
Sem chama
Natural,
Habitual
Da nossa meninice...!
VII
Pergunto
O sujeito
Atónito
E aflito:
" Qual o teu préstimo
Para com o seu próximo?
O que dizes
E fazes?
Quais os teus planos
Para com aqueles
Humanos,
Àqueles
Teus manos?
(Por concluir)
Santos Matos(terça-feira, 02h23 minutos), 15 de maio de 2018.
KK(NDO)

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