O LICOR
QUE BROTOU O AMOR
DE BANDJUMPÔR
EM UTHIACOR
I
Em dezembro
Puro
E íntegro,
Fez
O reparo
Como o mês
Que talvez
Possa trazer o foro,
O tesouro
De janeiro
Como o primeiro
Mês no calendário
Gregoriano,
O sério
No juízo humano....
II
Me lembro,
Como em UTHIACOR,
No mês de dezembro
Se interrompiam
As actividades lectivas,
Tarefas educativas,
Por
E para outras prioridades,
Nomeadamente
As prioritárias,
As primárias
Que permitem
A sobrevivência
Das comunidades
Que sobrevivem
Exclusivamente
Da agricultura.
III
O amor
BANDJUMPÔR
Fecunda,
Lega,
Deixa
Entrega
Como caixa
Na vida
Do ser
Que viria
A ser
O que hoje associa as letras,
Para formar palavras
Com um determinado
Sentido,
Com um conteúdo
Com um determinado
Significado,
Um juízo de valor
Do mundo
Em que está vivendo,
Salvaguardando,
A sua inexperiência,
A sua ignorância
Sobre a existência
D,,outros mundos
Desconhecidos.
IV
Na escola
De UTHIACOR,
Pela
Tela,
Pelo quadro
Negro,
Aperfeiçoei as letras,
As palavras
Com ditados frequentes,
Graças aos
Mestres,
Aos professores,
Fernando Una da Silva,
Hitler,
Alexandre,
Tia linda Baticã Ferreira,
Aprendi de cor,
A tabuada,
A gramática portuguesa,
Geometria,
Resolução de problemas.
A todos eles,
Presto aqui,
Os meus mais profundos,
Altos agradecimentos.
(Continua)
Brandoa(sexta-feira, 02:30), 09/12/2022..
KK(NDO)

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