domingo, 4 de dezembro de 2022

 UKINIM

SEM MIM ...!


I


Without me!

My sisters,

My brothers,

My cousins,

My nephews,

My family,

All,

Without me!  


II


I,m so far

From them

And they miss me

So much!


III


O tempo

Cativou-me,

Aprisionou-me,

Fazendo-me,

Transformando-me

Num(no) tipo

Equiparado ao servo

Da gleba,

Aquele que não abandona

A terra,

Aquele que, muitas das Vezes, acaba

Em escravo,

Aquele que a sua sina,

Termina

Na escravatura!

Ser  um desses!!!


IV


O pranto,

O choro

De UKINIM,

De BANÁ,

De CÉCILE,

De MARIA HELENA,

Celle,

Laquelle

Do tempo muito

Remoto,

Pela saudade e sofrimento

Sem mim,

É enorme

E é quase um vexame,

Um muro

Sem fim,

Para mim!!!...


V


Cada palavra,

Se lavra

Na cara 

A lavoura

Da mancarra

E chora

Copiosamente,

O choro evidente

Na fronte

Bastante

Triste

Deste

Emigrante,

Neste

Continente


VI


Almas " perdidas"

Na emigração,

Àqueles que tinham outra ambição,

Outro(Um ) sonho,

Àqueles que se enveredaram

Por este caminho,

Que embarcaram

Neste barco,

Que cruzaram

O Atlântico,

O Pacífico,

O Índico,

E acabaram

Por se enfiar num grande buraco,

Num beco

Sem saída

E só quedas

Encontraram

Até regressarem a sua tenda,

Ou nunca,

Apesar de tanta seca!!!...


VII


Oh MAMAMA,

Oh mana

BANÁ,

Oh mana

NENÉ,

Oh mana

OLÍMPIA,

Tirem-me desta miopia,

Para ir ao encontro da My

Mana

KADY,

Ultrapassar a bruma,

Fleuma

Da Guiné

E abraçar mana

UKINIM

E outros que estão sem mim,

Há quase 38 anos,

Tirando-lhes sonos!!!...


VIII


Apesar de doçuras

De palavras,

Vêm lágrimas

Que banham a fisionomia

Cheia

De miopia

E sem alegria,

Mas que a teima de ousadia,

É a valentia

E a esperança 

Imensa

Em cada dia!


(Por concluir)


Amadora (domingo, 12 horas), 03 de dezembro de 2017.


                  KK(NDO)

Sem comentários:

Enviar um comentário