UKINIM
SEM MIM ...!
I
Without me!
My sisters,
My brothers,
My cousins,
My nephews,
My family,
All,
Without me!
II
I,m so far
From them
And they miss me
So much!
III
O tempo
Cativou-me,
Aprisionou-me,
Fazendo-me,
Transformando-me
Num(no) tipo
Equiparado ao servo
Da gleba,
Aquele que não abandona
A terra,
Aquele que, muitas das Vezes, acaba
Em escravo,
Aquele que a sua sina,
Termina
Na escravatura!
Ser um desses!!!
IV
O pranto,
O choro
De UKINIM,
De BANÁ,
De CÉCILE,
De MARIA HELENA,
Celle,
Laquelle
Do tempo muito
Remoto,
Pela saudade e sofrimento
Sem mim,
É enorme
E é quase um vexame,
Um muro
Sem fim,
Para mim!!!...
V
Cada palavra,
Se lavra
Na cara
A lavoura
Da mancarra
E chora
Copiosamente,
O choro evidente
Na fronte
Bastante
Triste
Deste
Emigrante,
Neste
Continente
VI
Almas " perdidas"
Na emigração,
Àqueles que tinham outra ambição,
Outro(Um ) sonho,
Àqueles que se enveredaram
Por este caminho,
Que embarcaram
Neste barco,
Que cruzaram
O Atlântico,
O Pacífico,
O Índico,
E acabaram
Por se enfiar num grande buraco,
Num beco
Sem saída
E só quedas
Encontraram
Até regressarem a sua tenda,
Ou nunca,
Apesar de tanta seca!!!...
VII
Oh MAMAMA,
Oh mana
BANÁ,
Oh mana
NENÉ,
Oh mana
OLÍMPIA,
Tirem-me desta miopia,
Para ir ao encontro da My
Mana
KADY,
Ultrapassar a bruma,
Fleuma
Da Guiné
E abraçar mana
UKINIM
E outros que estão sem mim,
Há quase 38 anos,
Tirando-lhes sonos!!!...
VIII
Apesar de doçuras
De palavras,
Vêm lágrimas
Que banham a fisionomia
Cheia
De miopia
E sem alegria,
Mas que a teima de ousadia,
É a valentia
E a esperança
Imensa
Em cada dia!
(Por concluir)
Amadora (domingo, 12 horas), 03 de dezembro de 2017.
KK(NDO)

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