QUEM AMA
NÃO TRAMA
I
Às vezes,
Sinto
Uma sensação,
Tenho
Uma sensação,
Algo estranho
Em mim,
Quando não escrevo,
Um pensamento
De culpabilização
Sem fim!
Momentos de crises
De ansiedade,
A falta de vontade
E não estar a fazer
Nada
Na vida,
E simplesmente, a viver
Por
Viver,
Apesar de tanto
Amor
Que tenho!
II
Os dias
Passam depressa
Sem darmos
Conta
Da rapidez
Do tempo,
Que voa
Tanto
E não nos perdoa,
Não nos deixa
Fazer
As coisas
Como gostaríamos!
Há sempre uma deixa,
Uma brecha
Deixada,
Uma fenda
Que mancha
A nossa vida!
A viver
E a lutar
Pela vida
Sem parar!
III
Tentamos
Fazer
O melhor
De nós com muito amor,
E, às vezes,
Pecamos
Sem percebermos,
Isto é, inocentemente
E ferimos
Os sentimentos alheios,
De algum semelhante
Que está perto
De nós,
Que convivemos
Diariamente,
Familiarmente...
IV
A culpa
Que nos preocupa
Nesta Europa
Em que cada um trepa,
A fim de ter uma sopa,
Se escapa
E se veste de uma roupa,
De uma capa
E assim se escapa,
Se não quer levar com uma ripa,
Levar com uma "mantampa(1).
V
Mesmo assim,
Temos que levar uma vida digna,
Respeitar a dignidade
Humana,
Respeitar os princípios
Que a nossa Constituição
Consigna,
Os preceitos,
Os fundamentos
Consignados
Na Carta das Nações,
Tomar posições
Vão ao encontro dos valores
Democráticos
E, sobretudo
Os princípios
Básicos que assentam
Nos pilares
Familiares
Em todos
Os lugares.
VI
O poeta
Humanista,
Democrata
Apenas lhe resta
Seguir a pista,
A direção certa
Que o orienta
Para respeitar cada patriota,
Cada compatriota
Que habita
Neste Planeta...
A ninguém trama,
Porque ama...!
1. Uma vara, um chicote.
(Continua)
BRANDOA ( quinta-feira, 01:39), 16 de abril de 2026.
KKNDO
(FF1)

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