O POETA
SE LEVANTA
E LUTA
COM A CANETA
I
O poeta,
Abre a porta
Se levanta
E luta
Com a caneta
Contra a injustiça
Que começa
Desde criança,
Desde a nascença,
Porque tem esperança,
Tem um amor,
Sonha
Que o amanhã
Venha
A ser melhor,
Sonha
Com um futuro
Que traga o louro,
O tesouro
Verdadeiro...!
II
Escreve
E prevê
O que não se ouve,
O que não se vê,
O que não se escuta.
Apenas acredita
Que, com a luta
Com a caneta,
É capaz
De derrubar
A ditadura,
Acabar com a guerra,
Acabar
Com a miséria,
Fincar
A paz
Que traz
Alegria
Para todo
O mundo,
Nesta
Terra
E em todo
O planeta,
Vencer o medo
Do lobo
Em todo
O Globo...!
III
Assim
Vai a luta
De quem acredita,
Quando se levanta
E grita
Numa voz alta,
Inquieta,
Incomoda
Aquele que manda
Com o terror
E espalha o horror
Em toda
A parte,
E se sente
Que o seu poder
Está quase no seu fim;
Começa
A perder
Assim,
A confiança
Dos que lhe deram a reinança,
Dos que lhe tinha dado a turpeça (1)...
IV
O poeta
Acredita,
À razão por que se levanta
E aponta
O que lhe atormenta,
O que dificulta
A sua marcha
Mancha
E atrasa o seu futuro,
Ameaça o vindouro
Puro,
Verdadeiro
Do ser humano
Digno
Desse nome
E sem vexame...!
V
O poeta,
Fala do amor
Verdadeiro,
Da esperança
Do seu povo,
Critica a cobiça,
A injustiça,
A avidez
A estupidez
Daquele que Deus fez,
Que semeia o ódio
Ao redor,
Demonstra o seu repúdio
Para com o ditador
E repreende o seu bajulador
Em toda a extensão
Sem exceção...
VI
O poeta,
Tem esperança,
À razão pela qual defende
A liberdade,
A justiça,
A paz
Em tudo
O que se faz
Neste mundo!
Acredita
Na democracia,
No pluralismo,
No humanismo,
No altruísmo
E condena todo
E qualquer extremismo,
Fanatismo
De pendor político,
Religioso
Em que esteja omisso
O amor
Autêntico...!
( Contínua)
BRANDOA( sexta-feira, 21:31), 17 de abril de 2026.
KKNDO
( FF1)

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