sexta-feira, 17 de abril de 2026

 Não há outra

Forma

Para quem 

Ama 

A sua terra,

Senão RECORDAR,

Para se avivar!


GOSTO,

TANTO!


I


Gosto,

Tanto,

O que pinto

No manto

Preto,

Rosto

Misto 

Idêntico a  um garoto,

Um galão, um conjunto 

De café e leite

Quente...


II


Oh! Tanto 

Gosto

Eu gosto,

Eu gasto,

Pinto,

Boto,

Encho,

Encharco

Na minha cabeça 

De alegrias

E tristezas

E já não sei se é justo

Ou injusto...!


III


É em abril,

Que deitei o cantil 

Que era o barril

Onde(no qual) enchia de forma fácil 

A água que matava a minha sede,

Na minha juventude,

Lado

A lado,

Deslocando

De mato

A mato,

De frente

A (Para ) frente,

Na guerra

Da(Na) minha terra...


IV


Era tropa 

Colonial

Com roupa

Especial,

Na minha terra natal,

Longe da Europa;

Fazia 

Um serviço secreto

A mando do sargento

E recebia 

Uma compensação 

pecuniária,

Uma ninharia

Que nem dava para alimentar a minha família...


V


Imaginação fértil,

No mês de abril 

Por um gentil

Cavalheiro civil,

Mas que andava

Com um fuzil 

Escondido num funil

Idêntico a um projetil

Que nada aparentava

Hostil,

Que aparentava 

Uma coisa fútil..


VI


Abril,

Um mês de revolução 

Nas margens do Tejo,

Quando

O projétil,

O fuzil

Foi trocado 

Por um cravo

Vermelho,

Posto no cano

De arma

Por alguém que ama,

Parecendo 

Marchas populares;

O povo,

Uma população 

Amálgama 

Se misturou,

Se juntou 

Com os militares,

Com o brilho

Em cada olho,

Para apenas dar um beijo!

Um momento benigno,

Este fenómeno...!


(Continua)


BRANDOA ( quarta-feira, 07:09), 16 de abril de 2025.


kKNDO 

(FF1)

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