Não há outra
Forma
Para quem
Ama
A sua terra,
Senão RECORDAR,
Para se avivar!
GOSTO,
TANTO!
I
Gosto,
Tanto,
O que pinto
No manto
Preto,
Rosto
Misto
Idêntico a um garoto,
Um galão, um conjunto
De café e leite
Quente...
II
Oh! Tanto
Gosto
Eu gosto,
Eu gasto,
Pinto,
Boto,
Encho,
Encharco
Na minha cabeça
De alegrias
E tristezas
E já não sei se é justo
Ou injusto...!
III
É em abril,
Que deitei o cantil
Que era o barril
Onde(no qual) enchia de forma fácil
A água que matava a minha sede,
Na minha juventude,
Lado
A lado,
Deslocando
De mato
A mato,
De frente
A (Para ) frente,
Na guerra
Da(Na) minha terra...
IV
Era tropa
Colonial
Com roupa
Especial,
Na minha terra natal,
Longe da Europa;
Fazia
Um serviço secreto
A mando do sargento
E recebia
Uma compensação
pecuniária,
Uma ninharia
Que nem dava para alimentar a minha família...
V
Imaginação fértil,
No mês de abril
Por um gentil
Cavalheiro civil,
Mas que andava
Com um fuzil
Escondido num funil
Idêntico a um projetil
Que nada aparentava
Hostil,
Que aparentava
Uma coisa fútil..
VI
Abril,
Um mês de revolução
Nas margens do Tejo,
Quando
O projétil,
O fuzil
Foi trocado
Por um cravo
Vermelho,
Posto no cano
De arma
Por alguém que ama,
Parecendo
Marchas populares;
O povo,
Uma população
Amálgama
Se misturou,
Se juntou
Com os militares,
Com o brilho
Em cada olho,
Para apenas dar um beijo!
Um momento benigno,
Este fenómeno...!
(Continua)
BRANDOA ( quarta-feira, 07:09), 16 de abril de 2025.
kKNDO
(FF1)

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