domingo, 26 de abril de 2026

 A VERDADE

QUE PARECE,

QUE PADECE 

DA MENTIRA

NA TERRA...


I


Ao altar,

Sonhar

Pela primeira

Vez 

Pois, é verdade,

Porque, a última 

Foi no Cartório 

De Moscavide

Que nos recebeu 

E teceu

O nosso matrimónio!

Tomei a minha dama,

Como a minha legítima

Esposa 

Para o quer 

Der 

E vier,

Na alegria 

Ou na desgraça,

A fim de constituímos uma família,

Um homem e uma mulher!


II


Decorridos

Vinte 

E dois anos,

Tudo

 Acabou,

Tudo 

Ruiu,

Tudo

Já não existiu...

Tudo 

Desabou,

Tudo

Acabou

E nada 

Sobrou

Dessa vida

Sonhada,

Se calhar, não planeada.


III


Agora,

A teimosia,

A ousadia

De subir 

De novo 

A palmeira,

Extrair o vinho,

Cortar o chabéu 

Para confeccionar

O bom prato,

O caldo de tchebém,

O predito 

Deste homem!

O sonho

Do bom e do melhor 

Com  muito 

Amor,

A comida

E a bebida

Que se deseja

E não beija

A mulher...


IV


É uma 

Aventura,

Pois, não é a primeira 

Vez

Esta nova estupidez.

É a segunda

Na vida

E não se ganhou

Ainda

O juízo 

Que era 

Preciso...

É o altar

Para se vingar

Daquela 

Gazela 

Que nos(me) enganou

E fugiu,

Partiu

Bem longe...


V


Não aprendi

Bem a lição 

E recebi 

A desilusão 

Que magoou,

Destruiu

O meu pobre 

Coração,

De um homem nobre 

Que sempre lutou,

Sonhou...


VI


Escrevo

O que fere

O coração 

De um desgraçado 

Homem que apenas quis 

Amar 

Para ser 

Feliz,

Viver

Com uma mulher 

E voltar

A casar,

Procurando 

Um paraíso 

Ainda

Nesta vida...


(Continua)


BRANDOA ( segunda-feira, 05:00), 27 de abril de 2026.


KKNDO 

(FF1)

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