A VERDADE
QUE PARECE,
QUE PADECE
DA MENTIRA
NA TERRA...
I
Ao altar,
Sonhar
Pela primeira
Vez
Pois, é verdade,
Porque, a última
Foi no Cartório
De Moscavide
Que nos recebeu
E teceu
O nosso matrimónio!
Tomei a minha dama,
Como a minha legítima
Esposa
Para o quer
Der
E vier,
Na alegria
Ou na desgraça,
A fim de constituímos uma família,
Um homem e uma mulher!
II
Decorridos
Vinte
E dois anos,
Tudo
Acabou,
Tudo
Ruiu,
Tudo
Já não existiu...
Tudo
Desabou,
Tudo
Acabou
E nada
Sobrou
Dessa vida
Sonhada,
Se calhar, não planeada.
III
Agora,
A teimosia,
A ousadia
De subir
De novo
A palmeira,
Extrair o vinho,
Cortar o chabéu
Para confeccionar
O bom prato,
O caldo de tchebém,
O predito
Deste homem!
O sonho
Do bom e do melhor
Com muito
Amor,
A comida
E a bebida
Que se deseja
E não beija
A mulher...
IV
É uma
Aventura,
Pois, não é a primeira
Vez
Esta nova estupidez.
É a segunda
Na vida
E não se ganhou
Ainda
O juízo
Que era
Preciso...
É o altar
Para se vingar
Daquela
Gazela
Que nos(me) enganou
E fugiu,
Partiu
Bem longe...
V
Não aprendi
Bem a lição
E recebi
A desilusão
Que magoou,
Destruiu
O meu pobre
Coração,
De um homem nobre
Que sempre lutou,
Sonhou...
VI
Escrevo
O que fere
O coração
De um desgraçado
Homem que apenas quis
Amar
Para ser
Feliz,
Viver
Com uma mulher
E voltar
A casar,
Procurando
Um paraíso
Ainda
Nesta vida...
(Continua)
BRANDOA ( segunda-feira, 05:00), 27 de abril de 2026.
KKNDO
(FF1)

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