NO FIM...
... DEUS ME JULGARÁ...?!
I
Há 8(oito) anos
Escrevi uma carta de amor,
Há 8(oito) anos,
Tentei encontrar
Uma flor
Que pudesse aliviar
A minha dor,
Fazendo da vida um esplendor.
II
Quanto
Tinha a dar,
Sem, no entanto,
Desvendar
O mistério secular
No crrpúsculo tenro e manso a despontar(?)!!!
III
Tanto
Sol ardendo
No meu peito!
Tantas cinzas já acumuladas no meu peito!
Tanto
Sofrimento,
Arrasando
Todo
O meu pensamento!!!
IV
A quem poderei dirigir,
Neste mundo
De tanto evoluir
Em que não há tempo para reflectir?!
Neste mundo
Em que nada se pode discernir?(!!!)
V
A voz dela, há 8 anos,
Atravessou oceanos
E transpǒs anos,
Confudindo-se com a dos ciganos,
A perseguirem os tais fulanos.
VI
Com tantos
Zés Diabos,
Rastejam-se
E pululam-se
Muitos
Rabos,
Com tantos
Menoscabos
Entre is Cajazeiras e Os Medrados.
VII
O amor que ontem
Alimentei,
Ressuscitou quando o imaginei,
Sem
Querer,
Amei
Aquela e aquilo que ontem
Nunca liguei!!!
VIII
Eu, tornar-me-ei no burro
Em que vim, no estado puro,
Visto que, por tanto ser sincero,
Transformei-me num burro!!!
IX
A lealdade
Na sinceridade,
Conduziu a debilidade
Do meu corpo e da minha vontade!!!
X
Nas espigas,
Vi tantas amigas
Vestidas de blusas
E gangas,
Camisas
E cuecas largas!!!
Lisboa( S. Bernardino), 29 de Setembro de 1984.
MATTOS(NDO)

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