quarta-feira, 3 de junho de 2026

 Homenagem a Luís Cabral, o primeiro presidente da Guiné independente . Entrei , dei a minha opinião nos vários comentários:


Que a sua memória descanse em paz! 

Fazer juízo de valor sobre o passado não é fácil, atendendo vários fatores. A Guiné acaba de ascender a independência e autonomia em 1973, nas colinas de Boé, Sul do país e sem reconhecimento oficial da potência colonizadora, Portugal. O PAIGC entra triunfalmente em Bissau em 1974, com o reconhecimento de Portugal. A gestão do país, com a debandada dos funcionários administrativos coloniais, o Guiné portuguesa passa a ser Guiné- Bissau( Guiné n, dessan") cai nas garras e furias dos novos donos, que não se conciliaram com os que estavam do lado dos portugueses, dos 'tugas*, àqueles que "comeram" com eles, os "culpados", os "cúmplices"inocentes que também sofreram na pele, por causa dos irmãos que estavam no outro lado da barricada ou da trincheira. A reconciliação entre os irmãos era muito complicada, muito difícil. O espírito de perdão e da coexistência estava ausente, não existiu ! Foi uma grande pena a ausência da tolerância e na ausência daqueles que durante muito tempo conviveram, os civis, aqueles que não foram a luta, foram vítimas dos que "a nós que luta" e outros termos usados por aqueles que pegaram em armas nas antigas zonas libertadas! O tempo ajudar-nos-a reescrever a história da Guiné -Bissau. Hoje, neste espaço específico, não é o momento adequado e propício para o fazer, mas apenas dar tributos, homenagear o nosso primeiro presidente com glórias e reconhecimento de ter contribuído para a nossa independência, e demais outros antigos combatentes da Liberdade da Pátria! Demos tempo ao tempo para compilar os factos, as fontes, analisar e interpretá-los com uma certa imparcialidade. Hoje, a Guiné vive uma das páginas mais negra da sua história, com o desrespeito da dignidade humana que lá vigora e impera, sobretudo pela força das armas...!

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