NAVEGAR
NAS AGUAS TURVAS,
EM CURVAS
E CONTRA-CURVAS
ATÉ SE AFOGAR...
I
O castigo
Vai até o perigo
Até já não ter rogo,
Até não ter a proteção
Do Senhor
Da Criação,
Do Protetor
Divino
De cada humano...!
II
Estou num oceano
Imenso
Onde não vejo
Nenhuma terra firme,
Onde não encontro
Nenhum nome,
Para socorro,
E o meu meu coro
O meu eco
É como estar no buraco,
Pois ninguém
Nos ouve,
Alguém
Que nos salve...!
III
Estou
Perdido
No meu mundo!
Já não sou
Que eu fui,
Porque algo
Fugiu
Do meu âmago,
Do meu fundo...!
IV
Sou
Agora
Um peregrino
Na terra
Que divaga,
Que se entrega
Ao destino
Desconhecido
Onde abunda
O sofrimento
Do ser
Que não tem
Ninguém
Para a diversão
Nem
Tão pouco
O prazer
Carnal...!
V
Escrevo
O que levo
Em cada dia
À mercê da misericórdia
Da Providências,
Pois, nenhuma
Mulher
Mais
Me quer,
Mais
Me ama!
Agora,
Estou infeliz
Nesta terra,
Neste oceano
Turbo
Sem destino,
Sem dono...!
(Continua,)
Encosta do Sol, 29 de março de 2023.
KANKAMBALL

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