O QUE A VIDA
ME RESERVA!
NO QUE A VIDA
ME SALVA!
I
Pela caminhada
Da vida,
Só encontro
O faro,
O resíduo,
O resto
Que algum sujeito
Fartou
Deixou
Para este indivíduo
Que não tem
Nome
E apenas o cheiro
De alguém
Já não em
Cenas...
II
Os dias vão
Passando
Na escuridão,
No passado
Tão remoto
Que me faz
Lembrar
O homem
Pré- histórico
Ainda no buraco,
Vivendo
Em paz
Consigo
Próprio,
No seu abrigo,
Para não passar
Frio,
Fugir
Do inimigo
Antigo
E, às vezes,
E sempre em crises,
Sem
Ninguém
Com quem
Conversar,
Divertir,
Falar
E compartilhar
Os seus sentimentos
De alegrias
E de angústias...
III
Cumpre
Sempre
Os seus deveres,
As suas obrigações
Dos seus donos,
Dos seus patronos,
Mas, sem no entanto
Beneficiar de prazeres
Terrenos,
Mundanos
Ao seu agrado,
Ao seu contentamento
Como boas compensações...!
IV
Assim,
Vai
Até ao fim:
Vai
E sempre se levanta,
A fim
De prosseguir,
Continuar
A caminhada,
A pedalada
Da vida
E nunca desistir,
Porque se contenta
Com o que Deus
Deu,
O que Deus
concedeu,
O que Deus
Dá
Aos seus,
Nesta
Intensa lufada...
V
O vai
E vem
Deste homem,
Se mantém
Para sempre
Como no Louvre,
Como se diz na terra
De Quínara:
" Balong
kaia,
Balong
Ka bi...
VI
Continuar
A viajar
No mundo
Destinado
De viver,
De escrever
Com muito
Prazer,
Este gosto
Da escrita,
Que me encanta,
Que nunca se farta,
Com ou sem gostos,
Com ou sem vistos...!
(Continua)
BRANDOA (sábado,06:58), 18 de março de 2023.
KANKAMBALL

Sem comentários:
Enviar um comentário