O POETA
QUE ESTÁ
EM ALERTA...
I
O poeta
Que espera
Anseia,
Procura
Uma porta
Aberta
Para lançar,
Para publicar
A sua poesia
Encoberta
Em cada gaveta
II
Eu escrevo,
Levo
Em cada noite
Um pensamento,
Insisto
Teimosamente,
Ainda com o estorvo
Para conseguir
Atingir
O meu objetivo
Procuro,
Pego cada caminho
Que me conduz
Ao meu sonho,
Ao meu ninho,
A luz
Que me ilumina
Para uma senda
Desconhecida,
O que me fascina,
Ou talvez a sina
Plena...
III
O calor,
O fervor
Com o pendor
A favor
Do amor,
É o fio
Condutor
Que me empurra
Para fora,
Sair
Da minha concha,
Conseguir
Uma prancha
Para atravessar o rio
E atingir
A outra
Margem
Para adquirir
E me colorir,
Vestir
Outra roupagem
Que me torne outro homem
Diferente
E forte...
IV
Procuro
No vazio,
No escuro,
No silêncio,
Adquirir o compêndio
A fim de me tornar
E transformar
No sábio,
Compreender
E perceber
O mundo
Que me rodeia,
O mundo
Que me chateia
Com ninharias,
Com porcarias
Que nos aborrecem,
Que nos afligem
Com inundações,
Precipitações,
Com invasões
Com guerras
Bárbaras
De algumas nações
Que pretendem
Ser hegemónicas,
Únicas
Para imporem
As suas ordens
Sobre outras
Criaturas,
Outros homens,
Contra a vontade
Da Humanidade...!
V
O poeta
Em alerta
Máximo,
Do extremo
Sobre o avivar
Do fascismo,
Do revanchismo
Do colonialismo,,
Do imperialismo,
Do agudizar
Das condições
Das populações
Em todo
O planeta,
Em todo
O mundo...!
VI
O que devo
Escrever
Sobre o povo,
Sobre o povo-miudo,
Desprovido
De tudo?!
Um problema
Sério,
Do trabalhador
Precário
Que só conhece a dor,
O sofrimento
Imposto
Pelo graúdo,
Que só pensa
Em enriquecer
Deixando
O resto
Na desgraça,
Na miséria,
Na penúria,
Na pobreza
Extrema!!!
(Continua)
Encosta do Sol( quinta-feira, 03:13), 23 de março de 2023.
KANKAMBALL

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