quarta-feira, 22 de março de 2023

 O POETA

QUE ESTÁ 

EM ALERTA...



I


O poeta

Que espera

Anseia,

Procura

Uma porta

Aberta

Para lançar,

Para publicar

A sua poesia

Encoberta

Em cada gaveta


II


Eu  escrevo,

Levo

Em cada noite

Um pensamento,

Insisto

Teimosamente,

Ainda com o estorvo

Para conseguir

Atingir

O meu objetivo

Procuro,

Pego cada caminho

Que me conduz

Ao meu sonho,

Ao meu ninho,

A luz

Que me ilumina

Para uma senda

Desconhecida,

O que me fascina,

Ou talvez a sina

Plena...


III


O calor,

O fervor

Com o pendor

A favor

Do amor,

É o fio 

Condutor

Que me empurra

Para fora,

Sair 

Da minha concha,

Conseguir

Uma prancha

Para atravessar o rio

E atingir

A outra 

Margem

Para adquirir

E me colorir,

Vestir

Outra roupagem

Que me torne outro homem

Diferente

E forte...


IV


Procuro 

No vazio,

No escuro,

No silêncio,

Adquirir  o compêndio

A fim de me tornar 

E transformar 

No sábio,

Compreender

E perceber

O mundo 

Que me rodeia,

O mundo 

Que me chateia

Com ninharias,

Com porcarias

Que nos aborrecem,

Que nos afligem

Com inundações,

Precipitações,

Com invasões

Com guerras

Bárbaras

De algumas nações

Que pretendem

Ser hegemónicas,

Únicas

Para imporem

As suas ordens

Sobre outras

Criaturas,

Outros homens,

Contra a vontade

Da Humanidade...!


V


O poeta

Em alerta

Máximo,

Do extremo

Sobre o avivar

Do fascismo,

Do revanchismo

Do colonialismo,,

Do imperialismo,

Do agudizar

Das condições

Das populações

Em todo 

O planeta,

Em todo

O mundo...!


VI


O que devo

Escrever

Sobre o povo,

Sobre o povo-miudo,

Desprovido

De tudo?!

Um problema

Sério,

Do trabalhador

Precário

Que  só conhece a dor,

O sofrimento

Imposto 

Pelo graúdo,

Que só pensa 

Em enriquecer

Deixando 

O resto

Na desgraça,

Na miséria,

Na penúria,

Na pobreza

Extrema!!!


(Continua)


Encosta do Sol( quinta-feira, 03:13), 23 de março de 2023.



          KANKAMBALL

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