A SANHA
DA NHA
NHANHA
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I
II
A mamã
Fugiu,
Mais bonita Partiu
Do Planeta;
Bem distante
A chama
Para a parte
Esplêndida Incógnita,
Da vida!
Incerta,
Para não ver.
Para não sofrer!
III
IV
Falo dela
Se era fula,
Com muita saudade
Bijagó,
Como se a tivesse conhecido Mancanha,
Em algum lado!
Biafada,
Dizem que era singela,
Mandinga,
Com uma invulgar humildade. Manjaca,
Fulupe,
Papel,
Diola
Ou Sussu,
Eu não
sei.
V VI
Só sei
Hoje,
Que era uma guineense Já
feito
Genuína.
Um homem completo,
E da terra bem longe,
Já velho e caduco,
Na terra do branco,
Este
manjaco
Sem mais troco ,
Só lhe
dão soco,
Pontapés
De lés a lés
E
sempre ao invés
Em cada flanco;
Dele,
todos fazem pouco
Porque está (parece que ) num beco
Sem saída
Da vida.
VII
VIII
A minha
Cinco décadas
Nhanha
Conquistadas
Esqueceu-se do seu filho, Da vida,
Aquele que foi o se último gatilho é uma grande prenda,
Na terra dos vivos,
Unanimemente reconhecida
Na terra dos servos Por
todos.
De Deus,
Que hoje, também são seus.
IX
XII
Embora não tendo A
agitação
Feito nada Em (de ) cada situação,
Na vida,
É a perturbação
Pelo percurso agitado, Do seu
coração,
O filho de Nha
A negação
Nhana
Da afirmação
Caminha,
Do seu carácter
Sonha
Como ser
Sempre com a esperança, No seu viver!
Apesar da desgraça
Que o acompanha
Em cada passo
E em cada piso.
XIII
XIV
Até a barraca
O homem que não tem uma verdade absoluta,
A Câmara A
sua luta,
Lhe tira,
É a conquista
Lhe arranca
Diária
À força,
A fim de minimizar a miséria
Deixando-o na desgraça, Que atinge a sua
família,
Na plena miséria, A
vigília
Na plena penúria,
Involuntária
Na situação precária. No seu
quotidiano,
Como peregrino
Terreno!
Café polícia, Prior Velho ( Sábado ) , 09 de Abril de 2011.
MATTOS ( NDO )

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