terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O QUE ME RESTA/ DESTA/ VIDA MADRASTA/ ?



                                                                      
                       O QU ME RESTA/
                        DESTA/
                       VIDA MADRASTA/?



I


As palavras para pronunciar,
As situações, para presenciar,
As soluções, para encontrar;
A tudo, renuncio
E abraço o sacrifício,
Porque nunca fui do ócio,
Mesmo quando sinto um vazio
No próprio
Meio.

II

Bantumbi,
Ainda não vos percebi,
Porque de vós, ainda nada recebi,
As razões por que ainda não subi!!

III

Eu me interrogo,
Porque não sigo
Normalmente como os outros.
Será que não oiço os vossos berros,
Não oiço a vossa voz,
Senão à sorte atroz
Que me está condenando,
Que me está devorando
Diante de todo
O mundo?!

IV

Diante dos meus subordinados,
Estou a ser crucificado,
Porque todos
Estão informados
Do meu actual estado;
Um autêntico farrapo
Neste real e concreto tempo!!!


V

Seguir-se-ão
Os meus próprios filhos!!!
Porventura deixarão
De ouvir os meus conselhos,
Porque nada mais valho,
Porque já não tenho mais trabalho;
Já não tenho emprego,
E, consequentemente, nem sequer um amigo!

VI

Neste momento,
O que devo fazer,
Para todos merecer
(Sobretudo) Pelo menos, respeito?!


PRIOR VELHO, 01 DE JULHO DE 2001.
                                                                
                                                                   MATTOS (NDO)

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