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O POETA
SEM META
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I
As palavras que eu escrevo
Para o meu coevo,
A cada palavra me incentiva
Para mais uma dura prova.
II
Resisto ao desafio,
Mesmo estando a meio fio,
No local ou lugar onde vivi,
Fui sempre um homem a combater,
A luta, para alguma coisa ter.
III
Por tanto escrever,
Tudo já está doce,
Nada agora ferve,
Nada agora serve
Para qualquer leitor,
Porque tudo já perdeu sabor!
IV
As minhas poesias,
São uns punhados de ninharias,
Umas imensas porcarias!
Ninguém as lê,
Porque cheiram à
chulé.
PRIOR VELHO, 18 DE JUNHO DE 2001.
MATTOS (NDO)

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