Sexta-feira, 11 de Novembro de 2011
NALEMPE/ALEMPE/OFICIALMENTE/JÁ NÃO EXISTE/
I
O milagre
Do tigre
Que abre
O seu sabre
Sobre
A lebre
Silvestre,
Faz febre
Neste pobre
Nobre.
II
Supersticioso
E teimoso,
Faço
Cada verso
Manso,
Mas denso,
Sem nexo,
Que eu mexo
Submerso
Num poço.
III
A poesia
É a fantasia
Da pessoa
Solitária,
Sem alegria,
Vivendo na monotonia,
Sem guia,
Nem mestria
Para concretizar a filosofia
Que o seu todo envolvia.
IV
As tristezas
Diversas,
Difusas
Em muitas cabeças,
Patenteiam divisas
Que não têm musas
Nas suas casas,
Mas sonham com justiças
Onde se encontram(habitam) crianças.
V
Hoje,
Tão longe,
Com azáfama
Dessa pobre alma,
Na loja do Cidadão,
Em Odivelas,
A tratar o Bilhete
De Identidade,
O Cartão
Do Cidadão,
O Cartão
Do Utente,
O Cartão
De Contribuinte,
O Cartão
De Segurança Social
E o Registo Criminal
E ainda
À Ida
À Câmara Municipal
De Loures.
Tantos corredores
E tantas dores!!!
VI
E no final do dia,
Tanta agonia
No início da noite
Com a notícia
Da morte
De um ente
Querido: Um sobrinho!
Fiquei tristonho
Sem nada puder
Fazer!
Bubacar! Bubacar! Bubacar!
Na Guiné-Bissau!
PV CITY(SEXTA-FEIRA), 11/11/11
MATTOS( NDO)
O milagre
Do tigre
Que abre
O seu sabre
Sobre
A lebre
Silvestre,
Faz febre
Neste pobre
Nobre.
II
Supersticioso
E teimoso,
Faço
Cada verso
Manso,
Mas denso,
Sem nexo,
Que eu mexo
Submerso
Num poço.
III
A poesia
É a fantasia
Da pessoa
Solitária,
Sem alegria,
Vivendo na monotonia,
Sem guia,
Nem mestria
Para concretizar a filosofia
Que o seu todo envolvia.
IV
As tristezas
Diversas,
Difusas
Em muitas cabeças,
Patenteiam divisas
Que não têm musas
Nas suas casas,
Mas sonham com justiças
Onde se encontram(habitam) crianças.
V
Hoje,
Tão longe,
Com azáfama
Dessa pobre alma,
Na loja do Cidadão,
Em Odivelas,
A tratar o Bilhete
De Identidade,
O Cartão
Do Cidadão,
O Cartão
Do Utente,
O Cartão
De Contribuinte,
O Cartão
De Segurança Social
E o Registo Criminal
E ainda
À Ida
À Câmara Municipal
De Loures.
Tantos corredores
E tantas dores!!!
VI
E no final do dia,
Tanta agonia
No início da noite
Com a notícia
Da morte
De um ente
Querido: Um sobrinho!
Fiquei tristonho
Sem nada puder
Fazer!
Bubacar! Bubacar! Bubacar!
Na Guiné-Bissau!
PV CITY(SEXTA-FEIRA), 11/11/11
MATTOS( NDO)
NALEMPE/ALEMPE/OFICIALMENTE/JÁ NÃO EXISTE/
I II
Milagre Supersticioso
Do tigre E teimoso,
Que abre Faço
O seu sabre Cada verso
Sobre Manso
A lebre E mexo
Silvestre, Em cada laço
Faz febre Sem nexo,
Neste pobre Submerso
Nobre. Num poço.
III IV
A poesia As tristezas
É a fantasia Diversas,
Da pessoa Difusas
Solitária Em muitas cabeças,
Sem alegria, Patenteiam divisas
Vivendo na monotonia, Que não têm musas
Sem guia, Nas suas casas;
Nem mestria Mas sonham com justiças
Para concretizar a filosofia Em todas as balizas
Que o seu todo envolvia. Onde se encontram(habitam)crianças
Indefesas.
V VI
Hoje, E no final do dia,
Tão longe, A tristeza e a agonia
A azáfama Da morte
Dessa pobre alma, De um ente
Na loja do Cidadão, Querido:um sobrinho
A tratar o Bilhete Que me deixou tristonho
De Identidade, E triste
O cartão Toda a noite!
Do Cidadão, Bubacar! Bubacar! Bubacar!
O Cartão Na Guiné-Bissau
Do Utente, E eu sem nada puder
O Cartão Fazer!!!
De Contribuinte,
O Cartão
De Segurança Social
E o Registo Criminal
Em Odivelas
E ainda
A ida
À Câmara Municipal
De Loures.
Tantos corredores!
E tantas dores!
PV CITY, 11/11/11.
MATTOS (NDO)
Milagre Supersticioso
Do tigre E teimoso,
Que abre Faço
O seu sabre Cada verso
Sobre Manso
A lebre E mexo
Silvestre, Em cada laço
Faz febre Sem nexo,
Neste pobre Submerso
Nobre. Num poço.
III IV
A poesia As tristezas
É a fantasia Diversas,
Da pessoa Difusas
Solitária Em muitas cabeças,
Sem alegria, Patenteiam divisas
Vivendo na monotonia, Que não têm musas
Sem guia, Nas suas casas;
Nem mestria Mas sonham com justiças
Para concretizar a filosofia Em todas as balizas
Que o seu todo envolvia. Onde se encontram(habitam)crianças
Indefesas.
V VI
Hoje, E no final do dia,
Tão longe, A tristeza e a agonia
A azáfama Da morte
Dessa pobre alma, De um ente
Na loja do Cidadão, Querido:um sobrinho
A tratar o Bilhete Que me deixou tristonho
De Identidade, E triste
O cartão Toda a noite!
Do Cidadão, Bubacar! Bubacar! Bubacar!
O Cartão Na Guiné-Bissau
Do Utente, E eu sem nada puder
O Cartão Fazer!!!
De Contribuinte,
O Cartão
De Segurança Social
E o Registo Criminal
Em Odivelas
E ainda
A ida
À Câmara Municipal
De Loures.
Tantos corredores!
E tantas dores!
PV CITY, 11/11/11.
MATTOS (NDO)
Sexta-feira, 21 de Outubro de 2011

A MORTE/DE UM HOMEM INDECENTE/,
KADDHAFI
I
Alá
Kubarum!
Hum!!!
A fala
Vinda daquela
Fila,
Daquela
Sala
Com mescla
De fula
Ou de djola
ou cerere;
De berbere,
Divulgando
Notícia
incrédula,
Sobre a Líbia,
Concretamente,
Sobre a morte
De um ente
Indecente
Desumano,
De um tirano
Que explorou,
Que tirou
sono
A milhares
E milhares
De seres
Humanos,
seus próprios manos,
disimando,
seifando
vidas
Selvaticamente,
Barbaramente
Durante
Mais de quatro décadas!
II
Um
Homem!
Hum!
Um
Hoje sem-
-Ninguém,
Que ontem,
Foi um
Sanguinário,
Um
Inalterario,
Um
Ditador,
Um
Repressor.
III
Um lá Kubarum!
Chegou o fim
A Líbia,
A África Àquele que matou A África
E o mundo
Inteiro,
Livraram-se de mais um tirano,
Àquele que pensara ser o dono
Da Líbia,
àquele que maltratou,
àquele que matou,
muitos dos seus conterrâneos
sem
dó,
nem
piedade
IV
I
Nós humanistas,
Nós Altruístas,
Não celebramos,
Não Comemorámos
A morte de um semelhante,
De um ser humano;
No entanto, hoje, regozijámo-nos
Com o fim da opressão,
Da repressão,
Com a alegria,,
Com a paz,
Com a harmonia,
Com a liberdade
E com a democracia
De um povo!
V
Todos os ditadores,
Mais tarde
Ou mais cedo,
Acabam por cair.
VI
Com o fim da tirania
Na Líbia,
Oxalá
Que
Alá
Traga a verdadeira paz,
A democracia,
A justiça,
A dignidade
E a felicidade
Aos Líbios,
Restituindo-lhes os seus profundos desígnios !
PV CITY (5ª-FEIRA), 20 DE OUTUBRO DE 2011.
MATTOS ( NDO )

A MORTE/DE UM HOMEM INDECENTE/,
KADDHAFI
I
Alá
Kubarum!
Hum!!!
A fala
Vinda daquela
Fila,
Daquela
Sala
Com mescla
De fula
Ou de djola
ou cerere;
De berbere,
Divulgando
Notícia
incrédula,
Sobre a Líbia,
Concretamente,
Sobre a morte
De um ente
Indecente
Desumano,
De um tirano
Que explorou,
Que tirou
sono
A milhares
E milhares
De seres
Humanos,
seus próprios manos,
disimando,
seifando
vidas
Selvaticamente,
Barbaramente
Durante
Mais de quatro décadas!
II
Um
Homem!
Hum!
Um
Hoje sem-
-Ninguém,
Que ontem,
Foi um
Sanguinário,
Um
Inalterario,
Um
Ditador,
Um
Repressor.
III
Um lá Kubarum!
Chegou o fim
A Líbia,
A África Àquele que matou A África
E o mundo
Inteiro,
Livraram-se de mais um tirano,
Àquele que pensara ser o dono
Da Líbia,
àquele que maltratou,
àquele que matou,
muitos dos seus conterrâneos
sem
dó,
nem
piedade
IV
I
Nós humanistas,
Nós Altruístas,
Não celebramos,
Não Comemorámos
A morte de um semelhante,
De um ser humano;
No entanto, hoje, regozijámo-nos
Com o fim da opressão,
Da repressão,
Com a alegria,,
Com a paz,
Com a harmonia,
Com a liberdade
E com a democracia
De um povo!
V
Todos os ditadores,
Mais tarde
Ou mais cedo,
Acabam por cair.
VI
Com o fim da tirania
Na Líbia,
Oxalá
Que
Alá
Traga a verdadeira paz,
A democracia,
A justiça,
A dignidade
E a felicidade
Aos Líbios,
Restituindo-lhes os seus profundos desígnios !
PV CITY (5ª-FEIRA), 20 DE OUTUBRO DE 2011.
MATTOS ( NDO )
Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011
Domingo, 9 de Outubro de 2011
OS PROJECTOS DESFEITOS

I
Postos
Em vários
Sacos
Que já estão
Todos
Rotos,
Os meus projectos
Já estão
Todos
Desfeitos,
Esquecidos,
Remetidos
E lançados
Para o lixo.
II
Escrevo
O que me vem
À CABEÇA
Nos momentos
Mortos,
Isto é,
Me atrevo
A seguir àquele homem
Chamado Eça
De Queirós
Ou de Fernando Pessoa,
Aquilino Ribeiro,
D. Dinis,
Egas Moniz,
Júlio Dinis,
Teixeira Pascoaes,
Alexandre Herculano,
Cardoso Pires,
Virgílio Ferreira
E tanto outros cérebros,
Membros
Literários,
Catedráticos
E inúmeros poetas
Ilustres
Deste país
À beira-mar plantado.
III
Hoje,
Escrevo
Porque as palavras
Que brotam
Da minha massa
Cinzenta;
Que apoquentam
As tiras
Que constituem
As veias
Que entrelaçam
O meu âmago,
Fazendo,
Permitindo
Que seja hoje
Um ser vivo.
IV
Ontem
Foi o aniversário
Deste homem
Que quis
Construir
Um império
A fim de servir
Os seus semelhantes.
V
Hoje,
É o novo dia,
Um dia
De luta
Que se acrescenta
Mais uma gota
Na escrita
Que me alimenta.
VI
Um sonho
De uma família feliz,
De uma família numerosa,
Airosa
Numa quinta
Onde é impossível
Esmiuçar a correria,
A gritaria
Da criançada
Jovial,
Desafogada!
VII
O sonho da intelectualidade
Em toda a plenitude,
Onde os assuntos abordados
São relacionados
Com a política,
Com a economia,
Com a História,
Com a Filosofia,
Com a Sociologia,
Com a Psicologia
Com a Pedagogia,
Com a Sociedade.
PV CITY(DO), 09 DE OUTUBRO DE 2011.
MATTOS (NDO)
Sábado, 8 de Outubro de 2011
EMBORA É NEGAN, NA NEGA BEDJU(1)

I
Se é verdade
Que tenho
Esta idade
Donde
Venho,
É porque,
De facto,
O meu nascimento
Corresponde
O domínio
Do grande desígnio.
II
O desejo
Da Providência,
É a evidência,
É a prova
Que comprova
A minha existência
Neste mundo.
III
Neste dia
Do meu aniversário,
Com as lágrimas
Nos olhos,
Quero,
Aqui,
Agradecer
Ao Pai Celestial,
Aos meus queridos pais
Que me conceberam,
Que me educaram
E a todos os que me criaram
Com ardor
E amor,
Pela confiança,
Pela perseverança,
E esperança
Numa criança
Que hoje é um homem.
IV
Queria
Sê-lo,
Queria
Merecê-lo
Com a alegria,
Expectativa
E confiança
Que em mim
Tinham depositado,
Com todo o orgulho,
De quem
Tem
Um filho
E esperava
Vê-lo
Crescer,
Desenvolver,
Vencer,
Lutar
E conquistar
A felicidade
Em cada sociedade.
V
A todos,
O meu muito obrigado,
Por me terem aturado
Em relação aos atropelos,
Falta de zelos
E erros
Cometidos,
Ainda que inocentemente.
Adoro-vos muito,
Porque para mim,
O que soa,
O que conta,
É a pessoa
Humana neste Planeta!
VII
Obrigado
A todos,
Que, neste dia,
Se lembraram de mim,
Felicitando-me
Por esse dia especial.
VIII
Bem haja a saúde
E decrepitude !
1. Em crioulo da Guiné-Bissau, apesar de me abandonarem, recuso-me a envelhecer.
PV CITY( SÁBADO), 08 DE OUTUBRO DE 2011
MATTOS( NDO )

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