quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

SE NÃO EXISTIR O AMOR/, O CASAMENTO /, MAIS TARDE OU MAIS CEDO/, É DESFEITO/


I

O sonho
Morre de velho!
Sou
E serei
Sempre
Um sonhador,
Porque tenho
Sempre
O amor.

II

O casamento,
É o entendimento
Do conjunto
Em e de  cada sujeito,
O que tem sentimento
Em relação ao outro
E vai ao seu encontro.

III

Quando isso já não se verifica,
Nada fica;
Tudo
Desmorona;
Tudo
Termina;
Tudo
Acaba;
E tudo
Desaba !

IV

Cada qual
Segue o seu destino,
Cada qual
O seu caminho,
Cada qual
Cingindo
O seu  pano,
Em direcção
A outros horizontes,
À procura do seu sonho!

V

Nada suporta,
Nada aguenta
O amor,
Senão a compreensão,
A paixão,
O carinho,
O miminho,
O compromisso,
O senso,
Porque com a dor,
O casamento não vai  avante ,
Não vai à frente !

VI

Sentado na varanda
Como se fosse o dono,
Mas que infelizmente
Não  o sou
Reflicto
O que já me passou,
 Sobre um outro conto,
Que só na minha mente,
Existe.
Sou
O inquilino,
Estou
Numa casa arrendada,
Pelo que estou
Quase arruinado,
Pois, neste momento,
Estou
Arruinado
Como um pato !

VII

Eu bem queria
Ser feliz
Neste país,
Com este casamento,
Com esta mulher;
Queria
Apenas  ter
Alegria
Neste tecto,
Neste apartamento
E viver
Com muito prazer.

VIII

As duas filhas
Eram o motivo,
A razão,
O incentivo,
Para que a nossa união
Fosse eterna,
Vivendo duma
Forma
Digna !

IX

O trabalho,
Não deveria
Ser o motivo
Do nosso desentendimento,
Da insensibilidade
Da minha queridea Nactividade !

X

Compreendo
A sua azáfama,
o seu cansaço,
Mas isso,
Não deveria
Ser o seu álibi,
O seu pretexto.

PV. CITY ( DO, 13H13 MINUTOS), 13 DE JANEIRO DE 2013.

                                                                                                    KANKAMBAL (NDO)




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