domingo, 19 de fevereiro de 2023

 RAIZ

DE POLON,

FORÇA MOTRIZ

DE NHA TCHON(1)


I


Foi ai,

Numa das raízes

Daquele polon,

Que os meus sobrinhos 

E eu,

Estudávamos

A História 

De Portugal

De Albano Chaves.


II


Decorávamos

Os nomes dos reis da primeira dinastia 

Até a última,

A Dinastia 

De Avis,

Os rios e as serras

Do Portugal 

Continental,

Insular

E Ultranarino,

Os seus distritos

E as suas províncias, etc.


III


Ai

No Reino,

No Uthiacor,

Em Baboque,

O menino

Africano

Aprendeu cada toque 

Com rigor

E amor,

Os preceitos

Relativos 

Aos comportamentos

Dos povos.


IV


Os ensinamentos

De Albano

Chaves,

Não foram entraves,

Pelo contrário,

O corolário

Do enriquecimento dos atributos

E estatutos

Do menino

Do Reino

Que mais tarde se licenciou em História 

E Ciências 

Sociais 

Pela Universidade de Évora.


VI


Eu, o menino

Do Reino

De Uthiacor,

Baboque,

Em Canchungo,

Ex- Teixeira Pinto,

No Norte da Guiné-Bissau, 

Aproveito este azo,

Para render homenagem

A um grande homem,

O meu antigo

Professor primário,

Sr. ANTERO SAMPAIO

DA CRUZ, 

Que meu deu luz

Para o mundo literário.


VII


Naquela raíz,

No "Uniu Urhuth"(2),

Onde corria o riacho,

De um grande polon,

Do meu "TCHON"

Tchon

Manjaco,

Terra de "ail uronco(3)

Onde, muito

Cedo,

Ainda "puto",

Me enveredei

E estudei

Cada texto

Português,

Que me fez 

Apaixonar-me pelas letras,

Pelas palavras,

Sobretudo 

De Camões, 

Que exalta as paixões...


1.  Minha Terra, o meu chão;

 2. Palhota de Cima.

  3. Sabe exibir-se, vestir -se; janota.


(Por concluir)


Brandoa(Amadora, sabado, 04:47), 20 de fevereiro de 2021.


 KK IOIÓ

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