RAIZ
DE POLON,
FORÇA MOTRIZ
DE NHA TCHON(1)
I
Foi ai,
Numa das raízes
Daquele polon,
Que os meus sobrinhos
E eu,
Estudávamos
A História
De Portugal
De Albano Chaves.
II
Decorávamos
Os nomes dos reis da primeira dinastia
Até a última,
A Dinastia
De Avis,
Os rios e as serras
Do Portugal
Continental,
Insular
E Ultranarino,
Os seus distritos
E as suas províncias, etc.
III
Ai
No Reino,
No Uthiacor,
Em Baboque,
O menino
Africano
Aprendeu cada toque
Com rigor
E amor,
Os preceitos
Relativos
Aos comportamentos
Dos povos.
IV
Os ensinamentos
De Albano
Chaves,
Não foram entraves,
Pelo contrário,
O corolário
Do enriquecimento dos atributos
E estatutos
Do menino
Do Reino
Que mais tarde se licenciou em História
E Ciências
Sociais
Pela Universidade de Évora.
VI
Eu, o menino
Do Reino
De Uthiacor,
Baboque,
Em Canchungo,
Ex- Teixeira Pinto,
No Norte da Guiné-Bissau,
Aproveito este azo,
Para render homenagem
A um grande homem,
O meu antigo
Professor primário,
Sr. ANTERO SAMPAIO
DA CRUZ,
Que meu deu luz
Para o mundo literário.
VII
Naquela raíz,
No "Uniu Urhuth"(2),
Onde corria o riacho,
De um grande polon,
Do meu "TCHON"
Tchon
Manjaco,
Terra de "ail uronco(3)
Onde, muito
Cedo,
Ainda "puto",
Me enveredei
E estudei
Cada texto
Português,
Que me fez
Apaixonar-me pelas letras,
Pelas palavras,
Sobretudo
De Camões,
Que exalta as paixões...
1. Minha Terra, o meu chão;
2. Palhota de Cima.
3. Sabe exibir-se, vestir -se; janota.
(Por concluir)
Brandoa(Amadora, sabado, 04:47), 20 de fevereiro de 2021.
KK IOIÓ

Sem comentários:
Enviar um comentário