domingo, 5 de fevereiro de 2023

 TENHO MEDO 

DO MUNDO

ONDE ESTOU VIVENDO...


I


Navegar

No oceano

Imenso,

No Atlântico,

Onde o manjaco

Tem vindo

A nadar,

Sabendo

Que lá, há um dono,

O todo

Poderoso,

Que lança os seus tentáculos

Por todos os ângulos...


II


A hibernação

Limitou,

Impediu,

Estorvou

E diminuiu

A minha ação,

Encurtou 

O meu horizonte

Que podia ter outro

Suporte,

Com outro

Quadro 

Mais robusto

E mais atento...


III


No entanto,

Enquanto 

Sujeito

Vivo,

Ativo,

Me sinto

Liberto

Do preconceito

Que diz respeito

Ao mito

Transato

Preso

Ao atraso,

Ao retrocesso

Secular

E milenar...


IV


Tenho 

Medo

Do julgamento

Popular,

Do senso

Comum,

Que nos pode condenar

Sem julgar,

Um 

Arbitrium

Sem nenhum

Testemunho,

Sem nenhum 

Facto

Para e por provar...!


V


A confiança

Que se entrega,

É uma praga 

Que nos cega,

Como quem

Detém

Uma reinança

Que o torna 

O soberano,

O dono

De um império imenso,

O que o torna

O senhor todo poderoso!


VI


O hoje,

Um pouco sabemos,

Mas para longe,

Nada sabemos

Nem tão pouco saberemos...


VII


Contudo,

Nada tem sentido

Neste mundo.

Nunca devemos 

Condenar por completo,

Cada ato

Que praticámos

Com um coração aberto,

Porque nós, às vezes,

Por benesses,

Agimos

Para o bem 

De alguém...


VIII


Tenho medo 

Do mundo

Vasto

E gigantesco...

É um isco

Predileto

Em que caímos,

Uma ratoeira

À beira

Dum beco

Onde entramos

Sem estarmos

Prevenidos

E preparados...!


(Continua)


BRANDOA, domingo, 01:43, 05 de fevereiro de 2023.


               KANKAMBALL

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